10 fatos sobre ataques de pânico que você precisa saber




Eles podem atingir qualquer um a qualquer momento — tenha você um histórico de ansiedade ou não.


1. Qualquer um pode ter um ataque de pânico.

Eles podem atingir qualquer um a qualquer momento — tenha você um histórico de ansiedade ou não. Às vezes, a causa pode ser óbvia (você acabou de ser demitido, está em uma situação social estressante e tem ansiedade social ou é confrontado com algo que o assusta), mas outras vezes esses ataques parecem completamente aleatórios.

2. Há uma diferença entre ter um ataque de pânico ocasional e ter síndrome do pânico.

A síndrome do pânico é caracterizada por ataques de pânico recorrentes, bem como uma preocupação significativa entre os episódios de que você teráum ataque de pânico, o que pode interferir na sua vida diária, explica a psicóloga clínica Merav Gur. Se você tiver ataques de pânico recorrentes, provavelmente preencherá os critérios para a síndrome do pânico. Mas até mesmo um ataque de pânico seguido por uma forte angústia e interferência na sua vida diária pode sinalizar a síndrome do pânico.

3. Algumas pessoas são mais propensas a desenvolver síndrome do pânico do que outras.

Ela é mais comum nas mulheres do que nos homens e muitas vezes começa no início da idade adulta, diz Gur. Você também pode ter uma predisposição genética para desenvolver a síndrome do pânico se tiver um membro da família diagnosticado com ela ou outro distúrbio de ansiedade, explica o psicólogo Reid Wilson, autor de "Don't Panic: Taking Control of Anxiety Attacks" [Não entre em pânico: retomando o controle de ataques de ansiedade" e diretor do Centro de Tratamento de Distúrbios de Ansiedade.

Como você lida com um ataque de pânico também pode afetar se você desenvolve ou não a síndrome do pânico, diz Gur. Algumas pessoas podem ter um ou dois episódios e mais nada, enquanto outros podem sofrer de uma preocupação e medo extremos após um ataque de pânico, o que pode levar a uma síndrome do pânico.

4. Os sintomas de um ataque de pânico são terríveis e muito reais.

Algumas pessoas também passam pela desrealização (sentimentos de falta de realidade) ou despersonalização (sentir-se fora de si), mas estes são menos comuns, diz Gur. Ninguém sabe por que algumas pessoas passam por alguns desses sintomas e não outros, mas geralmente entende-se que um ataque de pânico envolve pelo menos quatro desses sintomas. Os sintomas surgem de repente e podem durar de alguns segundos a meia hora, embora geralmente durem cerca de 10 minutos, diz Wilson. Dito isso, você pode sentir alguns sintomas residuais por um tempo depois que ele passa.

5. O que você realmente está sentindo durante um ataque de pânico é uma estimulação exagerada do seu sistema nervoso simpático.

Um ataque de pânico é essencialmente seu corpo iniciando sua reação de lutar ou fugir, quando na verdade não existe nenhuma ameaça real. Então, se você estivesse cara a cara com um leão, você estaria totalmente pronto — mas você não está, você está cara a cara com a Netflix, então pensa: O QUE ESTÁ ACONTECENDO? POR QUE MEU CORAÇÃO ESTÁ BATENDO ASSIM? MINHA MÃO ESQUERDA ESTÁ DORMENTE E ESTOU MORRENDO COM CERTEZA. Uma reação totalmente legítima.

Então, o que realmente está acontecendo no seu corpo para causar todo esse caos? Wilson explica: primeiro, seu cérebro percebe alguma ameaça, que pode ser algo como um medo aleatório que você nem sequer percebeu ou um ritmo cardíaco estranho. Seu tálamo leva essa informação sensorial à sua amídala, que a traduz como perigo e desencadeia o estímulo do seu sistema nervoso simpático, que desencadeia a reação de lutar ou fugir. Nesse período, a epinefrina (a adrenalina do seu corpo) é secretada no seu cérebro e no seu corpo, o que desencadeia sintomas, como aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada, sudorese, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, boca seca e outros.

Estas são respostas simpáticas normais — elas aconteceriam naturalmente se você estivesse em uma briga com um leão —, mas como você NÃO está cara a cara com um leão, você começa a entrar em pânico e atribui significado a esses sintomas para tentar dar sentido a eles, como se estivesse tendo um ataque cardíaco, uma reação alérgica, estivesse prestes a desmaiar, realmente morrendo etc. Esse medo e pânico podem causar outros sintomas e também podem desencadear hiperventilação (que pode adicionar sintomas como tremores, formigamento, tonturas, problemas de respiração, dor no peito etc.).


6. Os ataques de pânico parecem vir do nada, mas na verdade não é assim.

Sempre há algum tipo de gatilho, mas pode ser algo sutil, como um pensamento passageiro, que você nem toma consciência, diz Gur. Além disso, você pode ter um ataque de pânico meses depois de algo estressante ou traumático ter acontecido (como algum tipo de perda, separação ou reprovação), diz Wilson. Então, mesmo quando parece que um ataque de pânico é totalmente aleatório, pode ser útil tentar pensar (sozinho ou com um psicólogo) em algum potencial desencadeador.

7. Exercícios de respiração ou técnicas de meditação podem ajudá-lo no momento.

Simplesmente dizer a alguém para "respirar" durante um ataque de pânico não é realmente útil, porque a respiração incorreta pode piorar a situação. O que você deve fazer é uma respiração diafragmática, onde na verdade é a sua barriga que se expande para dentro e para fora (em vez do seu peito). "Imagine que você tenha um balão na barriga", diz Gur. Também é útil levar mais tempo para expirar do que inspirar (então, você pode tentar inspirar por três segundos, exalando por quatro segundos).

Outra tática útil é o relaxamento muscular progressivo, que é essencialmente fazer uma verificação corporal completa, onde você aperta e solta cada grupo muscular em seu corpo. Você pode começar na sua cabeça ou nos dedos dos pés e revezar tensionando um grupo muscular por alguns segundos, depois relaxar por cerca de 30 segundos e depois seguir para o próximo grupo muscular.

8. A síndrome do pânico pode levar você a fazer pequenas mudanças de estilo de vida que podem parecer pouca coisa, mas que na verdade tornam o pânico pior.

O problema de fugir da situação sempre que você tem um ataque de pânico é que isso funciona... a curto prazo. Depois que o pânico desaparece, você sente que foi uma boa decisão retirar-se da situação e você faz uma associação entre o pânico e tudo o que estava acontecendo (estivesse você no supermercado, assistindo a um filme assustador, no trem, comendo comida indiana, seja o que for).

Quando você tem síndrome do pânico, teme que terá um ataque de pânico novamente, e isso faz com que você evite certas coisas que associa a ele. Então, talvez você comece a pegar o ônibus em vez do trem, ou passe a sentar no corredor quando for ao cinema, ou só vá ao supermercado acompanhado. Você poderia dizer a si mesmo que essas são simplesmente escolhas insignificantes, mas realmente "você está evitando se colocar em situações em que você potencialmente pode entrar em pânico e ter que lidar com isso", explica Gur.

"Se você começa a evitar certas coisas, alterar o seu dia, recusar determinadas tarefas no trabalho, você sabe que está cedendo à ansiedade", diz ela. "Você pode se sentir bem e não entrar em pânico por não estar fazendo coisas que causam pânico, mas na verdade você não está lindando com a ansiedade". Em vez de lidar com o seu pânico, você está, na verdade, dando mais força a ele.

9. Se você está tendo ataques de pânico e uma preocupação significativa entre os ataques (ou está mudando seu comportamento por causa deles), procure um psicólogo e um psiquiatra. 

Quer você tenha tido um ataque de pânico ou 20, um psicólogo pode ajudá-lo a lidar com seus sintomas e gatilhos.

Se você ainda sofre de ataques de pânico ou síndrome do pânico, um médico ou psiquiatra pode sugerir medicação. A síndrome do pânico é normalmente tratada com ISRSs (inibidores seletivos de recaptação da serotonina, também conhecidos como antidepressivos), os quais você tomaria diariamente. Em alguns casos, um médico pode prescrever benzodiazepínicos (como Xanax), o que seria uma solução rápida, mas temporária.

Mas eis a questão: pesquisas mostram que a medicação isolada é o tratamento menos efetivo para a síndrome do pânico, diz Wilson. As opções mais eficazes são a terapia uma combinação de terapia e medicação.

10. A síndrome do pânico é o distúrbio de saúde mental mais tratável.

Com o tratamento certo — ou seja psicoterapia, medicação — você pode controlar ou eliminar completamente seus ataques de pânico, diz Gur. Sério, pense nisso por um segundo. Os ataques de pânico e a síndrome do pânico são realmente aterrorizantes, mas é encorajador saber que eles também podem ser muito controláveis. Isso não quer dizer que você nunca mais terá um ataque de pânico, mas seu objetivo pessoal pode ser chegar a um ponto em que possa controlar seus sintomas, reconhecer quando você estiver tendo um e não deixar o pânico aumentar.

"A síndrome do pânico deseja que você caia na ideia de que algo terrível está acontecendo", diz Wilson. Armar-se com educação e treinamento de plenitude mental antecipadamente pode ser muito útil, mas seu tratamento pode ser um processo contínuo que fica mais fácil com o tempo.