Os segredos do poder da manipulação

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Em geral, nós gostamos da ideia de sermos donos de nossas próprias escolhas. Mas será que somos mesmo?


Jay Olson, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, acredita que não. “O que a Psicologia está descobrindo cada vez mais é que muitas decisões que tomamos são influenciadas por fatores dos quais não temos consciência”, explica.


Recentemente, Olson desenvolveu um engenhoso experimento que demonstra como é fácil manipular alguém mesmo com uma persuasão quase imperceptível.


Praticante de truques de mágica desde os 7 anos, Olson notou, quando começou a estudar Psicologia, que muito do que aprendia sobre a mente humana casava com aquilo que seu hobby já o tinha ensinado, principalmente no que se refere à atenção e à memória.


Questão de segundos


Em seu mestrado, ele realizou vários truques com voluntários, mas um em particular o ajudou a concluir fatos importantes sobre a influência e a persuasão.


A mágica consiste em rapidamente manipular um baralho na frente de um voluntário e depois pedir para que ele escolha uma carta qualquer. O ilusionista, então, tira uma carta idêntica de seu bolso – para a surpresa e deleite da plateia.


O segredo do mágico é já escolher ele mesmo uma carta e passar alguns milésimos de segundo a mais com ela na mão enquanto o baralho é manipulado. Isso influencia o voluntário a pegar justamente aquela carta.


Olson percebeu que conseguiu direcionar 103 de 105 participantes. Mas foi a segunda parte da experiência que mais surpreendeu o psicólogo. Quando interrogou os voluntários depois, viu que 92% deles não tinham ideia de que estavam sendo manipulados e acharam que estavam no total controle de suas próprias decisões.


O pesquisador também descobriu que aspectos como a personalidade do voluntário não tinham relação com o quanto ele pode ser influenciado – todos pareciam igualmente vulneráveis.


Mensagens sutis


As implicações dessa experiência vão muito além do palco e deveriam servir para reconsiderarmos nossas percepções sobre nossa vontade própria.


Apesar de termos uma grande sensação de liberdade, nossa capacidade de tomar decisões deliberadas pode ser uma ilusão. “A liberdade de escolha é só um sentimento – não está ligada à decisão em si”, afirma Olson.


Não acredita nele? Lembre-se quando você for a um restaurante. Segundo Olson, o cliente tem mais chances de pedir o prato que está no topo ou na parte de baixo do cardápio porque essas são as áreas que mais atraem o olhar. “Mas se alguém perguntar o porquê da sua escolha, você dirá que está com vontade de comer aquilo, sem perceber que o restaurante deu uma forcinha”, diz.


A psicóloga Jennifer McKendrick, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, concluiu, em um estudo, que o simples fato de um supermercado tocar uma música ambiente francesa ou alemã fazia as pessoas comprarem vinhos desses países.


Segundo membros da campanha de Al Gore à Presidência dos Estados Unidos em 2000, seus rivais republicanos faziam a palavra “RATS” (“ratazanas”) aparecer por milésimos de segundos em anúncios que traziam imagens do democrata, o que teria espantado muitos de seus eleitores.


O psicólogo Drew Westen, da Emory University, em Atlanta, criou um candidato fictício e inseriu a suposta mensagem subliminar em seus anúncios, notando que voluntários o avaliavam negativamente.


Outra experiência mostrou ainda que representantes de vendas por telefone registraram uma performance melhor apenas por ter visto a foto de um atleta ganhando uma corrida – mesmo sem se lembrarem dela depois.


Como perceber a manipulação


Evidentemente, esse tipo de conhecimento pode ser usado para a coerção se cair nas mãos erradas. Por isso, é importante saber quando outras pessoas estão tentando convencê-lo de algo sem que você perceba.


Com base em artigos científicos, aqui estão quatro atitudes manipuladoras fáceis de identificar:

1 – O poder do toque


Um tapinha nas costas seguido por um contato visual pode levar uma pessoa a baixar mais a guarda. É uma técnica que Olson usa em seus truques, mas que pode funcionar no cotidiano.


2 – A velocidade da fala


Olson diz que mágicos sempre tentam apressar seus voluntários para que eles escolham a primeira coisa que vem à sua mente – em geral a ideia que ele plantou. Uma vez que a pessoa fez sua opção, o performer passa a falar de maneira mais relaxada.


Ao se lembrar da experiência, o voluntário tende a pensar que o tempo todo foi livre para tomar suas próprias decisões, em seu ritmo.


3 – Atenção a seu campo de visão


Ao passar mais tempo manipulando uma determinada carta de baralho, Olson a torna mais “saliente”, fazendo-a se fixar na mente do voluntário sem que este perceba.


Há muitas outras maneiras de fazer coisas semelhantes: colocar um objeto na linha do olhar da outra pessoa ou mover algo ligeiramente mais perto de um alvo, por exemplo. Pelos mesmos motivos, acabamos escolhendo a primeira coisa que nos é oferecida.


4 – Algumas perguntas plantam ideias


Quando alguém faz uma sugestão e pergunta aos demais coisas como “Por que você acha que isso é uma boa ideia?” ou “Na sua opinião, quais as vantagens disso?”, está, na realidade, deixando os outros se convencerem a respeito de certas questões por conta própria.


Pode parecer óbvio, mas fazer com que as pessoas reflitam a partir de ideias embutidas nas perguntas significa que elas ficarão mais confiantes em tomar decisões de longo prazo – mesmo não tendo sido ideia delas.

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Pesquisas mostram : ter um chefe ruim danifica a sua saúde e te deixa infeliz.

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O médico, escritor e Influencer Travis Bradberry publicou um artigo no LinkedIn que aponta que um chefe ruim pode fazer tão mal para a saúde dos funcionários quanto fumar passivamente. E o pior, quanto mais tempo uma pessoa passar trabalhando para alguém que a deixa infeliz, maiores serão os danos para sua saúde mental e física.

Dados da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, publicados no artigo da revista Quartz revelam que 75% dos trabalhadores americanos consideram seus chefes a maior razão de estresse no trabalho. Contudo, 59% dessas pessoas não largariam o emprego, mesmo infelizes.

Os dados mostram que as pessoas arrumam uma maneira de se conformar com seus empregos, e isso faz com que a decisão de pedir demissão e sair em busca por um ambiente de trabalho mais saudável seja ainda mais postergada.


Faz mais mal que cigarro

Muito impressionante também em relação a este assunto são as descobertas de pesquisadores da Harvard Business School e da Universidade de Stanford, ambas nos Estados Unidos.

Os pesquisadores reuniram dados provenientes de mais de 200 estudos, e chegaram a conclusão que estresses simples e cotidianos no trabalho podem fazer tão mal a saúde como a exposição a quantidades consideráveis de fumaça do cigarro de outras pessoas.

A razão número 1 causadora de estresse no trabalho, o medo de ser mandado embora, pode aumentar em até 50% os riscos de problemas de saúde. Já um cargo que exige do funcionário mais do que ela/ele pode oferecer aumenta em 35% o risco para a saúde.

O que fazer

Em muitos casos, os problemas com os superiores podem ser meramente caso de afinidade. Existem, contudo, muitos chefes realmente ruins por aí. Mas como saber em qual situação você se encaixa?

Chefes ruins são geralmente verbalmente agressivos, narcisistas e podem até se tornar violentos. Frases típicas dos chefes ruins são: “Aqui nada funciona se eu não estiver por perto!”, “Nós sempre fizemos assim!” ou “Agradeça que você tem um emprego.”

Claro que não é fácil para ninguém largar o emprego e começar tudo de novo, mas a motivação para trabalhar de quem se encontra em uma situação dessas desaparece totalmente. Existem, contudo, algumas dicas para sobreviver essa fase de crise profissional:

1.Faça uma lista de tarefas e objetivos para o seu dia de trabalho. Cada vez que completar algum item da lista, risque-os da lista. A sensação de ter conseguido realizar alguma coisa, mesmo em um ambiente hostil, vai te ajudar a seguir em frente.

2.Desligue-se nos finais de semana. Não cheque emails, nem mensagens do trabalho. Passar um tempo sem pensar no trabalho pode te ajudar a recarregar as baterias.



Fonte: http://www.reportermaceio.com.br/artigo-revela-que-um-chefe-ruim-pode-adoecer-os-funcionarios/


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9 coisas que pessoas com estresse pós-traumático querem e precisam que você saiba

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Uma em cada dez pessoas enfrentará o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) alguma vez na vida; mesmo assim, o entendimento geral sobre esse distúrbio mental ainda é limitado.É como se sua resposta “lutar ou fugir” nunca se desligasse. Assim, essas pessoas são obrigadas a fazer adaptações em suas rotinas diárias.

Soa triste, não? Infelizmente, isso é apenas o começo. O TEPT é uma condição complexa que muitos não compreendem. 
O transtorno de ansiedade pode ser desencadeado por qualquer evento que um indivíduo considere traumático, tais como estupro, bullying, o testemunho de um crime ou o nascimento de uma criança. Os sintomas incluem flashbacks e insônia, e as pessoas afetadas também podem sofrer outros tipos de problemas de saúde, como a depressão.


1. O TEPT pode afetar qualquer pessoa
Para começo de conversa, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) não afeta apenas os veteranos de guerra. Todo mundo passa por momentos de medo, mas para quem sofre de transtorno de estresse pós-traumático, o pavor assume vida própria.
As pessoas com TEPT já passaram por situações que a maioria de nós nem consegue imaginar. É verdade que cada um se recupera de traumas de modo diferente, mas, no caso de quem tem TEPT, o estresse se prolonga e atrapalha sua vida diária.


 2. O tempo levado para a condição se desenvolver varia.

Às vezes os sintomas não aparecem de imediato. Existem dois tipos estresse pós-traumático, segundo pesquisadores. Há o TEPT de curto prazo ou agudo, do qual a pessoa pode se recuperar depois de alguns meses, e o crônico, no qual os sintomas tendem a persistir por mais tempo.

3. O estresse pós-traumático não é incomum.

Estima-se que quase 2 milhões de adultos brasileiros sofrem de TEPT . Além disso, 8% da população geral apresenta TEPT em algum momento da vida.

4. Os sintomas tomam conta de sua vida.

Os efeitos do estresse pós-traumático não são apenas de natureza emocional. A condição é ligada a problemas físicos, como saúde cardiovascular prejudicada e problemas gastrointestinais . Ela se caracteriza também por episódios de medo paralisante, pela fuga de situações que engatilham esses medos e por mudanças de humor, como sentimento extremo de culpa, preocupação acirrada ou perda de motivação.

5. Existe um estigma enorme que cerca a condição.

As pessoas com estresse pós-traumático muitas vezes são cercadas de estereótipos negativos, como ocorre com a maioria das doenças mentais.  É um problema enorme, porque o estigma muitas vezes leva as pessoas a não buscar tratamento adequado.


6. Os tratamentos de estresse pós-traumático variam segundo cada pessoa.
As doenças mentais não são iguais para todos, e os tratamentos, tampouco. As pessoas com TEPT provavelmente terão que experimentar terapias, medicamentos e outras técnicas diferentes para descobrir o que funciona melhor para elas.

7. Não está “tudo na cabeça da pessoa”.
A mente é o órgão mais complexo do corpo, e as doenças relacionadas devem ser tratadas como tais. Pesquisas mostram que o estresse traumático  afeta regiões do cérebro. Em outras palavras, o TEPT não é algo que a pessoa pode superar, simplesmente, nem é uma atitude que ela adota para tentar chamar a atenção.


8. Os gatilhos não são universais.

Como o TEPT tem sua origem em experiências traumáticas diferentes, os gatilhos que agravam a condição e levam a pessoa a reviver a experiência traumática não são os mesmos para todo o mundo. A condição pode ser administrada, mas sempre existe o risco de que uma pessoa com quem você topa na rua, um som que ouve no supermercado ou até um comentário feito por um parente possam desencadear medo paralisante. É uma realidade difícil de se encarar diariamente.

9. É possível ter uma vida saudável e produtiva com TEPT.

O fato de alguém ter estresse pós-traumático não quer dizer que essa pessoa seja incapaz de funcionar ou ter uma vida que a realiza. Novamente, o tratamento correto é necessário. Como um câncer ou uma gripe, uma doença é apenas um aspecto da realidade da pessoa, uma das peças que compõem seu quebra-cabeça total. A doença não define a pessoa, e essa é a verdade mais importante a lembrar.
 


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Site disponibiliza Livros de Psicologia para baixar

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Separamos 10 livros de Psicologia para você baixar e começar já a leitura. 



Fundamentos da Psicanálise de Freud a Lacan – Marco Antonio Coutinho Jorge:  Introdução didática que esclarece, à luz de Freud e Lacan, os conceitos mais importantes da teoria psicanalítica, entre os quais: pulsão, recalque, sintoma, real-simbólico-imaginário, objeto ‘a’ e sublimação.  Ao desenvolver amplamente os dois eixos principais da psicanálise (sexualidade e linguagem), o autor enfatiza o abandono do funcionamento instintual – produzido pela aquisição da postura ereta, a bipedia – e o consequente advento da pulsão como fatores essenciais e fundadores da espécie humana. CLIQUE AQUI








Longe da Árvore – Andrew Solomon: Diagnosticado com dislexia na infância, Andrew Solomon conta que a superação dessa deficiência só foi possível porque ele pôde contar com a paciente dedicação dos pais, em especial de sua mãe, num lar estruturado. Criado num ambiente privilegiado – a culta classe média judaica de Nova York -, Solomon sempre teve acesso a todo afeto e atenção terapêutica necessários ao tratamento. Entretanto, quando sua homossexualidade latente transpareceu na adolescência, os mesmos pais que sempre o haviam cercado de carinho e compreensão reagiram com intolerância e vergonha. Ele teve de se afastar traumaticamente da família para conseguir vivenciar a plenitude de sua identidade sexual. Muitos anos depois, para tentar entender as relações entre essas duas identidades divergentes das expectativas dos pais, e como elas puderam provocar sentimentos tão antagônicos, o autor realizou uma abrangente pesquisa sobre o universo da diversidade em famílias com filhos marcados pela excepcionalidade. Surdos, anões, portadores de síndrome de Down, autistas, esquizofrênicos, portadores de deficiências múltiplas, crianças prodígios, filhos concebidos por estupro, transgêneros e menores infratores – dez ‘identidades horizontais’ (isto é, divergentes dos padrões familiares, linguísticos e sociais predeterminados), sujeitas em graus distintos a influências genéticas e ambientais, compõem a constelação de temas deste magnífico tour de force sobre os sentidos de ser diferente e, principalmente, de aprender a amar e respeitar as diferenças. CLIQUE AQUI


Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés : Sensações de vazio, fadiga, medo, depressão, fragilidade, bloqueio e falta de criatividade são sintomas cada vez mais freqüentes entre as mulheres modernas, assoberbadas com o acúmulo de funções na família e na vida profissional. Esse problema, no entanto, não é recente, acredita a psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés. Ele veio junto com o desenvolvimento de uma cultura que transformou a mulher numa espécie de animal doméstico.
Através da interpretação de 19 lendas e histórias antigas, entre elas as de Barba-Azul, Patinho Feio, Sapatinhos Vermelhos e La Llorona, a autora identifica o arquétipo da Mulher Selvagem ou a essência da alma feminina, sua psique instintiva mais profunda. E propõe o resgate desse passado longínquo, como forma de atingir a verdadeira libertação.
Técnicas da psicologia junguiana e algumas formas de expressão artísticas ligadas ao corpo podem ajudar na tarefa, mas a compreensão da natureza dessa mulher selvagem, com todas as características de uma loba, é uma prática para ser exercida ao longo de toda a vida. CLIQUE AQUI


Psicologia Fácil – Ana Merces Bahia Bock: Sobre esta obra Escrita pelos mesmos autores do consagrado Psicologias – Uma introdução ao estudo de Psicologia, esta obra apresenta os principais conceitos das diversas áreas da Psicologia, com o intuito de promover e auxiliar o diálogo crítico e de qualidade sobre os temas abordados.De forma didática e objetiva, o livro traça um panorama geral da Psicologia de sua origem até os dias de hoje, ajudando na compreensão do comportamento e dos processos mentais dos indivíduos, promovidos pelas relações e pelas emoções humanas.Sobre a Série Fácil Com uma abordagem clara e acessível, a Série Fácil firmou-se como uma das principais coleções do mercado editorial brasileiro.Com o objetivo de facilitar o aprendizado, os assuntos são tratados sempre de forma gradual, no momento adequado e seguindo a uma sequência lógica, partindo de situações mais fáceis para as menos fáceis, permitindo ao estudante familiarizar-se com o tema de maneira natural e intuitiva.O programa desenvolvido pela Série atende ao conteúdo programático de cursos de nível técnico e de nível superior de diversas áreas do conhecimento, além de servir como instrumento de consulta para todos os profissionais, inclusive para os que pretendem se preparar para concursos públicos. CLIQUE AQUI


Foco – Daniel Goleman: Combinando pesquisa de ponta e descobertas práticas, Daniel Goleman mostra por que a base do sucesso em todas as áreas da vida é sua capacidade de ter foco. Segundo o autor, a atenção funciona de forma muito parecida com um músculo – se não o utilizamos, fica atrofiado; se o exercitamos, se desenvolve e se fortalece. Numa era de distrações intermináveis, Goleman argumenta que precisamos aprender a aprimorar nosso foco se quisermos prosperar no mundo complexo em que vivemos. Aqueles que alcançam rendimento máximo (seja nos estudos, nos negócios, nos esportes ou nas artes) são precisamente os que prestam atenção no que é mais importante para seu desempenho Foco é uma ferramenta essencial, é o que diferencia um especialista de um amador, um profissional de sucesso do funcionário mediano. Foco traz um olhar inovador sobre o segredo para o alto desempenho e a realização e mostra como a atenção tem um papel fundamental para o sucesso. CLIQUE AQUI



A Culpa é Da Mãe – Elizabeth Monteiro: Este livro foi escrito para as mulheres que se dedicam de corpo e alma à tarefa da maternidade mas sempre acham que estão fazendo alguma coisa errada. Àquelas que amam seus filhos incondicionalmente, mas sentem culpa toda vez que não conseguem corresponder às próprias expectativas. Àquelas que sempre imaginam que as outras mães são melhores. Em suma, este livro tem como alvo todas as mães do mundo. Nele, a psicóloga Elizabeth Monteiro relata suas experiências na difícil tarefa de criar os quatro filhos, sempre fazendo um contraponto com a realidade de hoje. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela mostra a dor e a delícia da maternidade e nos ajuda a perceber que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. CLIQUE AQUI



Mundo Singular – Ana Beatriz Barbosa Silva: Isoladas num mundo particular de difícil acesso, com hábitos restritos, ritualizados e repetitivos, as crianças que desenvolvem autismo são corriqueiramente vistas como estranhas e alheias a tudo e a todos. O que poucos sabem é que estes indivíduos são dotados de talentos e habilidades singulares. Diante do diagnóstico de autismo, o mais importante para os pais, professores e profissionais de saúde é criar mecanismos para ensinar a essas pessoas os prazeres contidos nos momentos de convivência com a criança, buscando amenizar para elas o caráter invasivo e intimidador que o contato social adquire. Primeiro livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa escrito em parceria com especialistas da sua equipe, com experiência em crianças e adolescentes, Mundo Singular, é um guia voltado para o público leigo, com foco no funcionamento mental da criança com autismo. Caracterizado por um conjunto de sintomas que afeta a socialização, a comunicação e o comportamento, e que acomete cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, o transtorno afeta, sobretudo, a interação social desses indivíduos. Em crianças, o distúrbio é mais diagnosticado do que o câncer, a AIDS e a diabetes somados. Sua manifestação é mais comum no sexo masculino do que no feminino. No entanto, apesar de sua prevalência, o tema permanece nebuloso para a maior parte da sociedade, e muito do que se imagina é fruto de preconceitos e mitos. Os autores abordam a cada capítulo os elementos que influenciam a vida de quem vive com o transtorno e daqueles que o cercam. O relacionamento com familiares, o ambiente escolar, o diagnóstico, o tratamento, a afetividade, a vida profissional, as questões legais e as perspectivas futuras são esmiuçados num texto escrito com sensibilidade, em que a teoria ganha contornos humanos, com uma sucessão de relatos de casos reais que preservam a identidade dos pacientes e defendem uma visão mais humana e positiva acerca dessas crianças que enxergam o mundo de forma tão singular. CLIQUE AQUI

O Demônio do Meio-dia – Andrew Solomon: Lançado em 2000, O demônio do meio-dia continua sendo uma referência sobre a depressão, para leigos e especialistas. Com rara humanidade, sabedoria e erudição, o premiado autor Andrew Solomon convida o leitor a uma jornada sem precedentes pelos meandros de um dos temas mais espinhosos e complexos de nossos dias. 
Entremeando o relato de sua própria batalha contra a doença com o depoimento de vítimas da depressão e a opinião de especialistas, Solomon desconstrói mitos, explora questões éticas e morais, descreve as medicações disponíveis, a eficácia de tratamentos alternativos e o impacto que a depressão tem nas várias populações demográficas (sejam crianças, homossexuais ou os habitantes da Groenlândia). 
No epílogo inédito escrito exclusivamente para a nova edição brasileira, conhecemos o que aconteceu com Solomon, com os entrevistados e com os tratamentos da depressão desde a publicação de O demônio do meio-dia. A inteligência, a curiosidade e a empatia do autor nos permitem conhecer não só as doenças mentais, mas a profundidade da experiência humana. Uma obra monumental. CLIQUE AQUI 


A Psicologia das Cores – Eva Heller: Este livro aborda a relação das cores com os nossos sentimentos e demonstra como ambos não se combinam de forma acidental, pois as suas associações não são meras questões de gosto, senão de experiências universais que estão profundamente enraizadas na nossa linguagem e no nosso pensamento. Proporciona uma grande quantidade e variedade de informação sobre as cores, como provérbios e ditados populares, a sua utilização no design de produtos, os diferentes testes que se baseiam em cores, a cura através delas, a manipulação das pessoas, dos nomes e apelidos relacionados com cores, etc. Esta diversidade transforma-se numa ferramenta fundamental para todas aquelas pessoas que trabalham com as cores: artistas, terapeutas, designers gráficos e industriais, interioristas, arquitetos, desenhadores de moda, publicitários, entre outros. CLIQUE AQUI


Psicopatas do Cotidiano – Katia Mecler: Diz o ditado que de perto ninguém é normal. E, de fato, basta parar um minuto para observar o seu entorno e você vai identificar aquela pessoa que é instável demais, outra que é inflexível demais, outra ainda que é teatral ou insegura ou arrogante ou submissa… Os desvios são muitos, e estão sempre à nossa volta. Às vezes são apenas características individuais, que não preenchem critérios para diagnóstico psiquiátrico algum, mas outras vezes são comportamentos repetitivos, peculiares e disfuncionais que causam danos físicos e psicológicos às próprias pessoas ou para aquelas que estão ao seu redor. Este livro identifica estes que são os psicopatas do cotidiano e explica em detalhes as características que levam essas pessoas a agirem assim. Para quem tem um deles ao redor, será uma oportunidade única de descobrir mecanismos que ajudem a manter a própria integridade, física ou psicológica, sem abrir mão da convivência. As pessoas precisam isto sim, conhecer melhor seus próprios problemas ou os transtornos de gente do seu relacionamento. E o conhecimento é o melhor caminho para que se possa conviver melhor. CLIQUE AQUI




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Está em dúvida se precisa de terapia? Separamos 20 motivos para fazer terapia.

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01 – Você precisa de um lugar sem culpa para se concentrar em VOCÊ e somente você.
 
Você pode ter amigos e familiares para desabafar, mas às vezes você precisa de um espaço onde possa falar sobre si mesmo sem que alguém transforme aquilo em outra coisa ou espere algo em troca. É incrível o quão melhor a vida fica quando você tem alguém do seu lado — uma pessoa focada em apoiá-lo e que é uma especialista no que faz. 

02 – Você precisa de um lugar para praticar ser mais assertivo, mais social, mais vulnerável, mais qualquer coisa.
 
A terapia é um lugar para melhorar partes de si mesmo que estão atrapalhando sua vida. Talvez você seja uma pessoa que odeia conflitos e precise aprender a se defender. Talvez você seja super tímido e precise praticar falar com estranhos. Talvez você seja ruim em falar sobre seus sentimentos e precise se abrir. A TERAPIA É UM ESPAÇO SEGURO PARA TENTAR TODAS ESSAS COISAS. 

03 – Você está infeliz em seu trabalho.
 
Você pode aprender a lidar com colegas de trabalho e patrões de merda, conseguir habilidades de comunicação para ajudá-lo a pedir aquela promoção que você merece, encontrar um bom equilíbrio entre vida e trabalho e, sem dúvida o mais importante, descobrir por que está tão infeliz lá em primeiro lugar.

Muitas pessoas estão em empregos que odeiam porque não sabem o que realmente querem fazer. É nisso que podemos ajudar. Qual é o seu maior objetivo? O que você realmente é? Quando descobrir isso, você pode se orientar em direção a algo e em sua carreira, e em vez de fazer coisas que são desnecessárias, focar no que você realmente quer. 

04 – Ou você precisa de um trabalho.
 
Certo, um terapeuta não é um conselheiro de carreira e definitivamente não o colocará em nenhum trabalho. Mas eles podem trabalhar com você no lado emocional, motivacional e organizacional das coisas, ajudando-o a fazer um plano e mantendo-o responsável. Sem mencionar que eles o ajudarão a lidar com o estresse. O estresse de não ter um emprego é, às vezes, algo que impede as pessoas de conseguir um emprego, em primeiro lugar. 

05 – Seus humores e emoções parecem fora de controle recentemente.
 
Por exemplo, digamos que você costumava se sentir animado sobre uma determinada atividade e agora não teria como se importar menos com ela. Ou caso você esteja ficando louco e irritado com todos os seus amigos sem nenhuma boa razão. Mudanças significativas do que você considerava ~normal ~ são uma grande bandeira vermelha de que há algo mais profundo acontecendo.

  
06 – Você quer encenar uma conversa difícil ou assustadora que precisa ter.
A vida é cheia de situações difíceis que você, provavelmente, está evitando. Terminar um relacionamento. Começar um relacionamento. Pedir um aumento para o seu chefe. Pedir demissão. Confrontar familiares afastados. Dizer a alguém que te machucou. Tudo isso. A terapia é um ótimo espaço para encenar essas coisas e ver como pode ser e que sentimentos aparecem.

07 – Você quer ser mais autoconsciente ou emocionalmente inteligente.
 
Acredito que muitos de nós passamos por nossas vidas sem dar um passo atrás para dizer: ‘O que eu realmente quero e como eu me sinto? Aprender mais sobre o que você quer, como reage e se sente sobre determinadas situações e pessoas, e quais coisas o moldaram como pessoa até aqui, pode ser realmente útil para que você tenha perspectivas melhores sobre todos os aspectos da sua vida.

08 – Você recentemente passou por um trauma e precisa de apoio.
 
Esse é, às vezes, um dos melhores usos da terapia, é alguém para ouvir de forma objetiva, lhe dar um espaço seguro para falar através de seus sentimentos. Se você teve um trauma, se foi abusado, se está de luto, se perdeu um ente querido, se teve um rompimento sério. É nesses momentos que a terapia pode parecer muito especial.

09 – Ou você está pronto para falar sobre algo que aconteceu em seu passado.
 
Às vezes, há eventos realmente formativos — traumas ou não — com os quais você nunca lidou totalmente. E quando você quiser lidar com eles, pode não saber a quem recorrer. A terapia é o lugar.


10 – Você está achando quase impossível ir à escola ou ao trabalho.
 
Muitas vezes, esse é um sinal forte de que há uma desordem psicológica real, mas mesmo se não houver, chegou-se a um ponto em que sua vida diária é afetada negativamente, esse é um sinal de que a terapia poderia realmente ajudá-lo.

11 – Seus relacionamentos têm sido todos difíceis ultimamente.
 
Se ultimamente você tem sentido que seus relacionamentos são todos muito trabalhosos, ou você está gastando muito tempo tentando controlar os danos que eles causam,  isso aponta para um problema que poderia ter alguma atenção na terapia. Se em todos os lugares você está tendo que apagar incêndios em seus relacionamentos, você pode ser o denominador comum..

12 – Você notou um padrão em sua vida e precisa perguntar: “Sou eu?”
 
Talvez você tenha sido demitido dos seus últimos empregos. Talvez continue batendo de frente com as pessoas na sua família. Talvez todas as suas novas amizades ou relacionamentos durem apenas um mês, no máximo. Um terapeuta é um ótimo ouvido objetivo para descobrir: ‘sou eu, ou são eles? Nós podemos ajudar a iluminar o padrão e qual comportamento ele envolve.

13 – Você tem o hábito da autossabotagem.
 
Talvez seja a procrastinação crônica grave. Talvez seja a bebedeira. Talvez você continue afastando as pessoas. Se você perceber que consistentemente não está agindo focando no seu melhor ou fazendo coisas que o impeçam de cumprir seus objetivos, e não sabe por que ou como parar, essa é outra razão para agendar um tempo com alguém.

14 – Você precisa de um feedback sobre como você é com as outras pessoas.
 
Às vezes, ajuda ter alguém que vai apontar objetivamente alguns hábitos que podem estar te prejudicando. Pode ser algo menor que eu notei e chamei a atenção.  “Posso dizer: ‘Certo, você me interrompeu demais? — você faz isso fora da sala de terapia’ ou, ‘Notei que você nunca faz contato visual comigo e se apresenta desta forma.’ Coisas assim.”

15– Você quer melhorar seus relacionamentos e ser um parceiro melhor.
 
Quando você está na terapia, está trabalhando com alguém que é uma espécie de um especialista em relacionamentos. Você consegue mais resultados trazendo à tona os temas difíceis, compartilhando emoções, tendo conflitos e resolvendo-os, fazendo conexões.

Sem mencionar que quanto mais você sabe sobre si mesmo e seus hábitos, melhor parceiro você é, . Ser autoconsciente de como você reage a determinadas situações — sabendo que você é o tipo “pessoa que precisa ter um plano” ou “Eu sei que costumo sentir ciúme irracional sobre essas coisas” — minimiza dezenas de brigas nos relacionamentos e leva a uma melhor comunicação.

16 – Você não consegue controlar seus pensamentos negativos, ou acelerados, ou ansiosos.
 
É normal que as pessoas sejam um pouco estressadas, mas se seus pensamentos estiverem correndo tão rápidos que você não consegue desligá-los e se isso estiver afetando sua vida cotidiana ou seu sono, essa é uma razão para obter alguma ajuda.

17 – Você tem usando uma substância ou comportamento como muleta.
 
Talvez álcool, drogas, jogos, compras, comer, alguma coisa começou a desempenhar um papel mais importante na sua vida do que você queria. “Se é o suficiente para que você esteja levantando a questão de se algo é um problema, então talvez seja um sinal suficiente de que você deve ir falar com alguém sobre isso”.

18 – Você se distrai muito facilmente e sempre se sente disperso.
 
É um sintoma comum a muitos transtornos que as pessoas não costumam prestar atenção. . Mas se você estiver sentindo — ou outras pessoas estiverem apontando — pode haver algo mais acontecendo.

19 – Você precisa fazer algo diferente a cada semana ou mês.
 
"Aqui está uma: a terapia não é um saco”. “Eu acho que muitas pessoas têm medo da terapia porque acham que vai ser fria e distante, e que eles vão se sentir mal sobre tudo. Mas, na verdade, não é nada disso. Eu rio demais com meus clientes. Temos avanços juntos. Pode ser muito divertido.”

20 – Você quer transformar uma vida ruim em boa — ou uma vida boa em uma melhor.
Ou seja, quase todo mundo tem uma razão para aproveitar a terapia. ENTÃO VÁ. FAÇA ISSO.
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20 frases para dizer às crianças ao invés de pare de chorar

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E se seu filho estiver realmente fazendo algo que vale muito a pena cada vez que ele chora ou tem um ataque de raiva? Nem sempre apreciamos isso quando nossos filhos começam a chorar, mas o que eles estão fazendo, na realidade, é lançar mão do sistema inato de recuperação do organismo.

Quando nos machucamos, física ou emocionalmente, em vez de armazenar toda a dor em nosso corpo como tensão, podemos dissipá-la chorando, rindo, ficando bravos ou tremendo. É assim que o corpo processa emoções e se liberta delas. A maioria de nós não faz isso com frequência, porque desde que éramos pequenos nos mandaram "não chorar". Mas nossos filhos pequenos ainda têm seu sistema de recuperação intacto.

A boa notícia é que todos os comportamentos complicados ou "não normais" dos nossos filhos são movidos por emoções. Quando, com a ajuda da atenção amorosa que recebem de você, eles conseguem libertar-se dessas emoções, eles voltam a ser os anjinhos de costume. Se incentivarmos nossos filhos a chorar quando sentirem necessidade disso, eles não apenas se libertarão dos sentimentos de mágoa como acabarão sentindo uma ligação maior conosco. O modo como ouvimos nossos filhos pode levá-los a reprimir suas emoções ou a senti-las mais plenamente. Veja algumas coisas que você pode dizer para ouvir bem seu filho.

Frases tranquilizadoras gerais:


1. Estou aqui do seu lado

2. Estou vendo como você está aflito

3. Eu queria que não fosse tão difícil, meu amor

4. Vou ficar com você enquanto você está chateado

5. Vou ficar aqui mesmo

6. Você está em segurança

7. Não há nada mais importante que estar com você agora

8. Que pena, meu filho, que você perdeu seu ursinho / que seu amigo disse aquilo / que seu sorvete caiu no chão

9. Estou te ouvindo, meu querido

Chamar a atenção de seu filho várias vezes para os motivos de sua aflição:

10. Você queria tanto... aquele brinquedo/ um sorvete/ que o papai ficasse em casa/ ir para o parque

11. Aquele... cachorro/ brinquedo/ jeito que eu gritei te assustou

12. Vamos dar outra olhada no seu... joelho/ dedo/ pé machucado

Impor um limite à situação (e ouvir os protestos):

13. Não posso deixar você ... ir àquela festa/ bater nela/ comer esse doce/ brincar com meus óculos

14. Quero que você... ponha os sapatos/ termine a lição de casa/ entre no carro agora.
 
Mostrar a seu filho que a situação vai melhorar mais adiante (e ouvir a resposta dele, que não se anima com isso):

15. Você vai ganhar chocolate de novo mais para frente

16. Eu sei que você vai descobrir como fazer isto

17. A Mamãe vai voltar mais tarde

18. Sei que você ainda vai conseguir se divertir

19. Você vai se virar muito bem sem a camiseta

20. As coisas não vão continuar assim para sempre

Procure evitar:

Rotular as emoções ("Estou vendo que você está bravo")

Desviar a atenção de seu filho daquilo que ele está sentindo ("Que tal a gente ir ver o que o Papai está fazendo?")

Resolver as coisas ("Sei que você quer sorvete - vamos à sorveteria")

Apelar para a razão ("Afinal, você tomou sorvete ontem")

Agravar a emoção de seu filho, dando bronca / mandando-o ficar quieto / fazendo-o sentir vergonha ("Que barulho horrível é esse que você está fazendo?")

Recompensas ou castigos, incluindo ameaças / subornos / colocar de castigo ("Se você não parar com isso, vamos para casa").

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A importância dos avós na vida dos netos.

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Os especialistas concordam. De acordo com Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP), a participação deles na criação dos netos, quando possível, pode trazer uma série de benefícios a todos os envolvidos. Os pais têm com quem dividir a tarefa de cuidar, as crianças são expostas a um círculo familiar maior, e os avós têm sabedoria e experiência reconhecidas socialmente. “A criança se enriquece muito com esse contato, já que recebe mais estímulos, amplia seu repertório e aprende a conviver em um ambiente distinto com pessoas diferentes. Os avós também. Hoje, o ‘velho’ está ligado a algo pejorativo graças ao mundo de consumo em que estamos inseridos. O que é ‘velho’ tem que ser descartado. Para os avós, então, ter a responsabilidade de cuidar de uma criança é sinônimo de valorização social. A experiência dele é importante ali. Ele tem papel utilitarista, está ajudando outras pessoas, e isso dá sentido à sua vida”, diz.


Autora do Livro dos avós – Na casa dos avós é sempre domingo? (Ed. Artemeios), a também psicóloga Lidia Aratangy destaca ainda outro importante papel. “Tenho nove netos e sou nove avós. Com um neto, o forte do vínculo é a cumplicidade, para outros sou principalmente conselheira, o outro é meu companheiro de futebol, e por aí vai. Mas qualquer que seja a função, os avós têm sempre a característica de serem depositários da história da família. E pesquisas comprovam que o equilíbrio emocional depende também de a criança conhecer sua história, saber de onde ela vem”, conta.


Educadores ou comparsas? 


Quem nunca aprontou alguma peça e recebeu cobertura dos avós? Ou comeu um chocolate a mais e não foi julgado por causa disso? Por essas e outras, a cumplicidade é a relação mais natural existente entre avós e netos. É preciso, porém, ter cuidado e saber a hora de colocar limites, especialmente com aqueles que participam diariamente do cotidiano dos netos. “Nesses casos, a criança não pode achar que todo dia é dia de festa só porque ela está com os avós. Ela terá que seguir algumas regras para não comprometer sua saúde física e mental”, explica Rita.


Os novos perfis 


Pare um minuto para pensar e responda: quantos avós “tradicionais” (como a avó citada no início desta reportagem) você conhece? Eles ainda podem ser vistos por aí, mas a imagem de velhinho frágil, delicado e de cabelos brancos parece estar cada vez mais afastada do nosso cotidiano. Hoje, avôs que praticam esportes com os netos e avós que saem para jantar e passear com as netas, por exemplo, são figuras bastante comuns nas cidades – e todos saem ganhando com isso. “Pessoas mais saudáveis estabelecem vínculos mais saudáveis, e repertórios mais amplos permitem uma variabilidade maior de interesses. Esses ‘novos’ avós e netos têm, nesse sentido, mais pontos de contato. Não consigo enxergar prejuízos nessa mudança de cenário”, afirma Lidia.


Pais X Avós 


Acontece que nem tudo é um mar de rosas nessa história. Se você já deixou seu filho com os avós, com certeza sabe que os desentendimentos são inevitáveis. Quando a criança apresenta um sintoma de alguma doença, você acha que ela deve ser tratada de determinado jeito, mas eles dizem que têm outra receita mais eficiente. Quando ela fica com vontade de certo doce, você fala que é melhor comê-lo em outra hora, mas eles não resistem e logo cedem ao desejo do neto. Fica então a dúvida: como agir nesses casos?

Com a ajuda das psicólogas, montamos uma lista com dicas que podem facilitar a boa convivência. Confira:


- Tratar os avós como babás de luxo é o grande erro cometido pelos pais. Por isso, se a criança precisa ou quer passar o dia na casa deles, não faça listas indicando o que pode ou não pode ser feito. Confie na relação direta existente entre avós e neto e respeite suas decisões e atitudes.


- Os avós também devem fazer sua parte procurando se informar sobre novos padrões de comportamento, métodos de educação e tratamentos de saúde. Eles podem, por exemplo, acompanhar algumas visitas do neto ao pediatra e ir a reuniões da escola.


- O mais importante é que os papéis sejam bem definidos. Os pais precisam aceitar a sabedoria dos avós, assim como esses devem respeitar a autoridade dos pais. Todos vão palpitar, sim, sobre assuntos que envolvem a criança, mas, com uma boa conversa, entrar em um acordo não será tão difícil.


- Quando acontecer algum desentendimento, respire fundo e deixe a discussão para um momento em que a criança não esteja presente. Isso garante uma convivência pacífica e saudável entre todos.


- Se a criança costuma ficar todos os dias na casa dos avós, os limites devem ser melhor delimitados. Convivendo cotidianamente com o neto, os avós podem se sentir mais livres para aplicar seus próprios métodos de criação, o que pode chatear os pais. Mais uma vez, uma conversa franca e tranquila será necessária para chegar à solução. E cabe aqui ainda uma regra geral: a autoridade dos pais é sempre maior, mas, se eles dependem de outras pessoas para cuidar dos filhos, têm que aceitar que a influência externa é inevitável.


- Lembre-se dos momentos felizes e divertidos que você mesmo passou ao lado dos seus avós fazendo tudo aquilo que lhe era proibido pelos pais e que, no entanto, não lhe fizeram mal nenhum.



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10 carreiras com profissionais mais felizes

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Você é feliz na sua carreira? Aliás, você consegue imaginar quais são os profissionais mais felizes no mercado de trabalho? 

Pensando nisso, a Universidade de Chicago fez um levantamento com mais de 27 mil norte-americanos e descobriu quais são as carreiras que possuem profissionais mais satisfeitos em seus cargos

Para fazer essa avaliação, a universidade fez com que os trabalhadores dessem uma nota de 1 a 4 sobre o quão satisfeito está na sua função, sendo que o quão mais perto 4 mais feliz a pessoa está. Com isso, foi possível fazer um ranking com os 10 carreiras com profissionais mais felizes

Confira: 


Média de satisfação: 3,79
  
2 - Fisioterapeutas

Média de satisfação: 3,72 

3 - Bombeiros

Média de satisfação: 3,67 

4 - Gestores de Escolas

Média de satisfação: 3,62 

5 - Artistas

Média de satisfação: 3,62 

6 - Professores

Média de satisfação: 3,61 

7 - Escritores

Média de satisfação: 3,61 

8 - Psicólogos

Média de satisfação: 3,59
   
9 - Professor de Educação Especial

Média de satisfação: 3,59 

10 - Engenheiros Operacionais

Média de satisfação: 3,56


 
Como você pode perceber, em vez de priorizarem o salário, a maioria dos cargos que trazem mais felicidade e satisfação são aqueles em que a pessoa pode destinar seus horários de trabalho para ajudar os outros. Curioso, não é mesmo?

E aí, o que você achou da lista? Encontrou o seu curso? Se você está pensando em alguma carreira citada acima, ou quer mudar a sua, garanta sua bolsa de estudos com até 70% de desconto. É só clicar no link, escolher a Universidade, o Desconto CLIQUE AQUI
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Tem dificuldade para estudar? Veja cinco dicas úteis que te ajudarão a aumentar o seu rendimento.

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A volta às aulas está quase chegando. Com mais um semestre a frente , talvez seja o momento de recuperar as notas  ou melhorar os estudos. Sabemos que para muitas pessoas  estudar pode ser um grande desafio, seja por dificuldade de concentração , seja por que não entender o assunto, ou simplesmente por não saber “como” estudar.

Como psicóloga, percebo que a maior dificuldade que ocorre quando falamos de estudar, é a dificuldade que a pessoa tem por não conseguir  administrar seu tempo de estudos, além de ficar dispersa se distraindo facilmente . O resultado é que a pessoa não consegue reter o que estudou porque o conteúdo não se fixa na memória. 

Diante disso separei cinco dicas que irão te ajuda a estudar sozinho e obter uma maior rendimento:

1 - Defina um foco

A primeira coisa a se fazer para que seja produtivo  é definir o que você irá estudar. Pode parecer bobagem, mas é importante ter isso em mente, senão você irá se perder no processo. Faça uma lista simples com a matéria a ser estudada e o tempo que irá se dedicar a cada uma. Por maior que seja a tentação, não pule ou mude de matéria sem ter terminado a anterior. Comece pela matéria mais difícil e termine com a que você tem mais facilidade. Não coloque muito tempo para cada matéria, o ideal é estudar um pouco de cada todos os dias. 

Faça intervalos regulares durante o estudo. De modo geral, a pessoa prefere estudar “direto”, sem intervalos, na expectativa de adiantar logo o conteúdo, e também porque tem a impressão de que fazer intervalos é perda de tempo – grande engano. Para estudar durante longos períodos de forma produtiva, o cérebro precisa “arejar” e se recuperar do esforço de tempos em tempos. Assim, pequenas pausas de 15 minutos após 1h e meia ou 2 de estudo, e intervalos maiores entre os turnos (manhã e tarde; tarde e noite) permitem bom rendimento durante todo o período. Baixe aqui o seu plano de estudo : PLANO DE ESTUDO .


2- Avalie seu rendimento com exercícios

A pratica leva a perfeição, certo? Corretíssimo ! Fazer exercícios do que foi estudado  irá te ajudar a memorizar , além te de ajudar a perceber quais pontos você precisa melhorar. Quanto mais exercícios você fizer melhor será o seu resultado. Quando sentir que já conseguiu absorver todo o material estudado, aumente a dificuldade do exercício. 

Em 2006, pesquisadores mostraram que alunos que estudavam um conteúdo e, após uma semana, faziam exercícios conseguiam resultados muito melhores do que aqueles que estudavam uma vez e depois reviam o mesmo material, sem realizar exercícios. Isso ficou conhecido como o efeito de teste, em inglês testing effect”. Embora muitos professores e cientistas já suspeitassem desse resultado, apenas em 2006 esses resultados foram considerados suficientes para comprovar que os exercícios melhoram a aprendizagem e a retenção na memória. Em 2010, a revista Science publicou uma pesquisa de como os exercícios afetariam o cérebro, ajudando na retenção do conteúdo na memória


3- Estude todos os dias um pouco 

Atire a primeira pedra quem nunca deixou para última hora estudar para uma prova. Mas não é porque todo mundo faz que você deve fazer. O ideal é estudar um pouco todos os dias. De preferência as matérias que você teve no mesmo dia na escola ou faculdade. O acúmulo de matéria só irá te prejudicar, porque além de não ter tempo, não será possível estudar tudo, algo sempre será deixado para trás ou você não conseguirá absorver tudo o que poderia se tivesse estudado todos os dias.

 Faça uma tabela horária de todos os seus dias da semana. Anote tudo que precisa fazer todos os dias, inclusive a hora de acordar e de dormir. Assim, você pode visualizar os momentos em que tem alguma folga. Separe o tempo em que você pode estudar e divida os conteúdos. Quer você esteja se preparando para o vestibular ou para a prova do colégio , com certeza você tem mais de uma matéria para estudar. Você pode estudar uma matéria por dia da semana ou mais de uma por dia, dependendo da importância e de como você se sente mais confortável. Experimente e descubra como você aprende mais!

Escolha um local e separe seus materiais. Você não quer ser interrompido o tempo todo enquanto estuda, certo? Escolha um lugar silencioso e bem iluminado. Tenha a mão tudo de que precisa para estudar e, assim, evite ter que se levantar o tempo todo para buscar alguma coisa

4- Faça resumo a mão do que foi estudado

Não adianta apenas ler, para uma melhor absorção do que foi estudado, faça resumos. Não faça resumo logo de cara. Leia todo o texto uma vez. Leia novamente . Depois comece colocando a ideia principal de cada parágrafo . Feito isso, pegue uma folha de papel e faça o resumo do texto com as suas palavras do que você compreendeu. Embora usar o computador seja mais fácil, faça a mão. No entanto, cientistas da Universidade de Princeton alertam que nem sempre o método mais rápido é o melhor. Quando se trata de tomar nota o mais indicado é escrever à mão: nos ajuda a focar no essencial e reter conceitos com mais facilidade. 

Segundo os pesquisadores tomar nota implica em selecionar um dado (codificar) e recordá-lo mais tarde (armazenamento), o que confere benefícios de aprendizagem. Quando a primeira parte se torna muito fácil, perdemos a oportunidade de absorver algo novo, principalmente quando se trata de conceitos e não fatos. Escrever à mão, por outro lado, nos obriga a focar no essencial já que não somos fisicamente capazes de escrever cada palavra, o que facilita a assimilação.

5- Reserve um dia da semana para o lazer

Da mesma forma que os intervalos no estudo são importantes, ter um dia (ou ao menos parte dele) dedicado ao lazer é muito importante para poder seguir na maratona pelo tempo que for necessário.

É nesse momento que todo o corpo pode efetivamente “voltar ao estado normal” e recuperar as energias para retomar o foco de estudo na semana seguinte. Mas não estou falando de, simplesmente, descansar, mas de ter algum lazer de verdade, que possa voltar a atenção do cérebro para outro tipo de assunto. E, nesse momento, não é para ficar culpado por não estar estudando: essa atividade também está inserida na estratégia de aprovação, pode ter certeza.



Debora Oliveira
Psicóloga Clínica

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