Crianças sírias usam Pokemon Go para lançar apelo ao mundo, pedindo que as salve.

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A mania do Pokemon Go também está presente na Síria, país dilacerado pela guerra, e algumas crianças sírias estão aproveitando a popularidade do aplicativo para lançar um apelo para serem resgatadas.
A coalizão Forças Revolucionárias da Síria, composta por alguns dos grupos oposicionistas do país, postou no Twitter uma série de fotos comoventes de crianças segurando desenhos de personagens Pokemon com dizeres escritos abaixo. O RFS é baseado na Turquia, mas tem repórteres na Síria. "Com a mídia falando tanto do jogo do Pokémon, nós publicamos essas imagens para destacar o sofrimento do povo sírio com os bombardeios", um representante do grupo disse ao The Independent, "nós queremos conscientizar as pessoas e chamar atenção ao apelo das crianças sírias em áreas sitiadas". Além das fotos das crianças, eles também fizeram montagens de pokémons em meio a protestos e destroços.
O app usa a realidade aumentada, com a qual os usuários podem captar o Pokemon em locais no mundo real.
O  país está em guerra civil desde 2011. Muitas das cidades principais são alvos de ataques aéreos incessantes, deixando à população muito poucas chances de sobrevivência.
Segundo cifras da entidade Save the Children, nos últimos cinco anos quase 12 mil crianças foram mortas e mais de 2,3 menores foram obrigados a deixar o país.

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Frustração profissional ronda os trintões

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Estudo aponta que os jovens com trinta anos estão insatisfeitos e só trabalham para sobreviver; especialistas dão dicas para evitar crise
Pesquisa indica que 52% dos jovens brasileiros com 30 anos estão frustrados com a carreira, trabalham para sobreviver e não fazem o que gostam. O estudo ‘Projeto 30’, feito pela Giacometti Comunicação, ouviu 1.200 pessoas dessa faixa etária.
“A baixa ‘criticidade’ de pensamento na fase escolar, somada a escolhas vocacionais equivocadas, resultam em trintões insatisfeitos com a vida profissional”, diz o coordenador do estudo, Dennis Giacometti.
Pelo levantamento, apenas 16% dos jovens das classes A e B e 15% da classe C estão realizados com o trabalho, enquanto 9% dos entrevistados de alta renda e 10% da classe C aceitariam ganhar menos para ter mais qualidade de vida. 26% dos entrevistados das classes A e B gostariam de ter uma profissão que proporcionasse mais realização. Esse sentimento é compartilhado por 28% dos pertencentes à classe C.
Giacometti diz que esses jovens podem estar conectados a tudo, menos a eles mesmos. “A ausência de autoconhecimento faz com que se deixem levar por influência de terceiros. Por não serem autores das próprias vidas, as escolhas, na maioria das vezes, são enganos.” 
CEO da consultoria de recolocação profissional Produtive, Rafael Souto diz que as pessoas planejam pouco a carreira. “Elas vão indo muito pelo que aparece e olham mais a questão financeira – e a pesquisa mostra que 86% buscam isso –, mas essa não é uma estratégia sustentável de carreira. Tanto que 52% estão frustrados. Esse dado reflete o que verifico no dia a dia.”
Souto afirma que essa é uma dinâmica perversa. “As pessoas se preocupam com a estabilidade financeira e deixam de analisar o quanto aquele projeto vai impactar no nível de felicidade, satisfação e realização.”
Segundo ele, não adianta fazer gestão de carreira priorizando o dinheiro. O dinheiro é um componente importante, mas precisa vir acompanhado de identificação com a empresa, com o trabalho e com a área de atuação para que o trinômio empresa, atividade e dinheiro funcione. Se estiver desequilibrado, haverá insatisfação.”

Autoconhecimento é saída para evitar erro
Uma das dicas da consultora do CEOlab, Maria do Carmo Marini, para fugir da frustração profissional é investir no autoconhecimento. “Saber mais sobre você e suas características intrínsecas abre possibilidades impensadas. Outra coisa, trabalhe em uma empresa cuja cultura e valores estejam de acordo com o que acredita e valoriza.”
Ela diz que trabalhar em projetos desafiadores, que tragam novos aprendizados proporciona satisfação. “Participe de grupos de estudos, pesquisas e compartilhamento de experiências, especialmente com colegas e líderes. Além disso, procure ter um mentor experiente e bem relacionado para ajudá-lo a fazer escolhas inteligentes.”
Por outro lado, ela diz que as empresas podem adotar medidas para manter a equipe feliz. “Pague bem, crie oportunidades para que eles passem por processo de autoconhecimento, orientação de carreira, coaching e mentoria. Dê feedbacks construtivos e seja um líder ético, amigável e aberto a ouvir sugestões”, recomenda.

Quando a frustração começou a rondar a vida do urbanista Marcelo Rebelo, ele viu que era hora de deixar a estabilidade do emprego público e encarar o desafio de implementar um plano que tentara oferecer à prefeitura de São Paulo.

Leia a matéria completa: Fonte
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Importância do psicólogo nas perícias é reconhecida pelo Código de Processo Civil

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Um dos efeitos da interdisciplinaridade deve ser o fortalecimento da identidade de cada disciplina.  O encontro com outras áreas do conhecimento deve marcar os limites, diferenças e possibilidades de atuação profissional.
 

Mas este ainda é um cenário um tanto distante. No momento atual, a riqueza da descoberta da complexidade dos conflitos, e a busca de formas de abordá-los, tem trazido também uma certa confusão. Importante diferenciar os conflitos que se transformam em impasses, e que chegam ao Judiciário, daqueles que fazem parte da vida de relações e que se transformam e evoluem, quer naturalmente ou com intervenção de outros agentes ou de profissionais — conflitos não judicializados.
Os conflitos são gênero, inerentes à nossa condição humana, enquanto que os impasses e litígios são espécies. Ao tomar os conflitos em geral como se fossem ameaças ao ideal de paz, acabamos por incrementar, indevidamente, a judicialização da sociedade, ampliando o escopo da intervenção do Estado e mesmo a confusão entre a função de cada profissional.
Nesta dinâmica de conflitos cada vez mais indevidamente judicializados, os operadores do Direito e os operadores da Saúde que atuam na área da Justiça passam por uma verdadeira “crise de identidade”, e pode-se dizer o mesmo em relação a um assoberbado Judiciário.
Neste cenário, é saudado, não sem algumas ressalvas, o novo Código de Processo Civil. Deve ser brindada sua ênfase na colaboração e na autocomposição — dinâmicas que têm mobilizado a todos os profissionais quanto à forma e ao escopo de suas atuações.
A importância dada à mediação e à conciliação, ainda em processo de definição de suas diferenças, representa um desafio a ser enfrentado por todos os profissionais e que, de uma forma ou de outra, passou a atravessar suas práticas.
Mas não somente em relação a estes dois institutos encontram-se os desafios.
Especificamente, no caso da atuação dos psicólogos na área da justiça, o Código de Processo Civil traz importantes questões que, felizmente, têm mobilizado discussões nos órgãos da classe.
Como inovação temos o artigo 156 que diz que o juiz será, e enfatizo —será —, assistido por perito quando a prova ou fato depender de conhecimento técnico ou científico. Uma devida valorização do conhecimento próprio ao psicólogo nas demandas que envolvem questões de família. Podem ser nomeados peritos os profissionais legalmente habilitados e, como inovação, os órgãos técnicos ou científicos devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o juiz está vinculado. Caberá aos tribunais a avaliação para manutenção do cadastro. Avaliação cujos critérios, acredito, devam necessariamente ser objeto de discussão com as respectivas categorias profissionais.
O artigo 464 define a prova pericial como exame, vistoria ou avaliação. Ademais desta função, é preciso dizer que o trabalho realizado pelos psicólogos muitas vezes tem, além da perícia, um caráter de intervenção. Esta guarda uma relação, mas que não se confunde, com a mediação e a conciliação. Institutos que têm enquadramentos específicos e profissionais não necessariamente formados em psicologia.
Assim, no âmbito das perícias podem ocorrer intervenções com o uso de técnicas próprias à psicologia, e que em muito contribuem para a elaboração dos conflitos e solução dos litígios. Para citar algumas: a conscientização do significado e das consequências das disputas, sobretudo, para os filhos; mediação das relações com o fortalecimento dos vínculos; a prevenção de transtornos psíquicos ou de seu agravamento; acompanhamento da situação objeto do litígio; recomendação de psicoterapias específicas às situações analisadas.
No parágrafo 2º consta que o juiz poderá determinar a produção de prova técnica simplificada, com a inquirição de especialista, quando o ponto controvertido for de menor complexidade. Uma inovação cuja definição a priori é um tanto difícil quando se tratam de questões inerentes à avaliação psicológica, uma vez que, em geral, é no curso da perícia que a complexidade pode ser avaliada. Mas a prática o dirá. Como também a experiência indicará, acredito, a necessidade da presença de assistente técnico na inquirição de especialista.
Mas é o artigo 466 que traz importante controvérsia quanto ao concurso do assistente técnico no campo da psicologia. Diz o parágrafo 2º: “O perito deve assegurar aos assistentes das partes o acesso e o acompanhamento das diligências e dos exames que realizar, com prévia comunicação, comprovada nos autos, com antecedência mínima de cinco dias”.
Já a resolução 008/2010 do Conselho Federal de Psicologia que trata a respeito da atuação do psicólogo como perito e assistente técnico no Poder Judiciário, aponta que os assistentes técnicos são de confiança da parte para assessora?-la e, sublinho, garantir o direito ao contradito?rio. No entanto, observo que no Capítulo I – Realização da Perícia, o artigo 1º diz que “o psicólogo perito e o psicólogo assistente técnico devem evitar qualquer tipo de interferência durante a avaliação  que possa prejudicar o princípio da autonomia teórico-técnica e ético-profissional, e que possa constranger o periciando durante o atendimento”. E diz o artigo 2º: “O psico?logo assistente técnico não deve estar presente durante a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa, para que não haja interferência na dinâmica e qualidade do serviço realizado” 
Certo é que não há de se questionar a hierarquia das normas. No entanto, cabem algumas considerações e, quiçá, a ponderação de princípios para que a diferença entre o CPC e a referida resolução seja devidamente sopesada. Minha experiência como perita e como assistente técnica recomendam cautela e amadurecimento quanto a esta questão, e que deve ser considerada caso a caso. E com este caráter faço as considerações a seguir.
Há uma característica da avaliação psicológica que implica na exploração de questões da intimidade, e a exposição de aspectos muitas vezes desconhecidos e mesmo negados, inclusive inconscientemente. Cuida-se aqui da preservação da intimidade e mesmo de questões de dignidade.
O vínculo com o perito, sem a presença de assistentes técnicos, poderia gerar uma relação de maior confiança, menor constrangimento e também terreno fértil para uma possível intervenção do perito e resolução do litígio. E é certo que pode ser mais constrangedor que a avaliação se dê na presença de assistentes técnicos. Estas são algumas razões pelas quais as perícias psicológicas não deveriam ser acompanhadas pelos assistentes técnicos.
Mas, por outro lado, a presença dos assistentes também poderia, por exemplo, trazer maior segurança pessoal aos assistidos, inibir a tentativa de manipulação do perito, efetivamente colaborar com este na avaliação de questões prenhes de subjetividade, além de possibilidade de acompanhar e, se for o caso, criticar a produção da prova.
Pondero que, neste último aspecto, o novo código traz algumas salvaguardas, especificando no artigo 473 o que o laudo pericial deverá conter, garantindo-lhes melhor qualidade e possibilidade de crítica (exposição do objeto da perícia; análise técnica ou científica realizada pelo perito; indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser predominantemente aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se originou; resposta conclusiva a todos os quesitos).
Mas é certo que sem o acesso às entrevistas, o trabalho do assistente técnico é dificultado e muitas vezes chega a ser cerceado pela falta de acesso às partes, ficando muitas vezes sua credibilidade diminuída. Do meu ponto de vista, tal situação corrobora para que, muitas vezes, os laudos críticos se assemelhem mais a uma defesa das partes, com considerações indevidas e coibidas pela ética dos psicólogos, em vez de serem trabalhos de compreensão da dinâmica psicológica que se encontra em jogo no litígio em exame.
O resultado pode ser, então, uma descabida parcialidade, do ponto de vista da psicologia. Aponto a indevida parcialidade porque no campo de análise da psicologia as relações devem ser vistas como necessariamente complementares, envolvendo aspectos conscientes e inconscientes. Ou seja, não cabe uma visão maniqueísta e excludente de certo ou errado, ou mesmo de são ou doente, assim como não cabe a mera defesa de uma parte em detrimento da outra. Tal postura de assistentes técnicos pode trazer sérios prejuízos à dinâmica familiar e resolução dos litígios.
E, finalmente, quanto ao acompanhamento das entrevistas, quase desnecessário seria dizer que todo o cuidado é pouco quando se cuidam de avaliações que envolvam crianças e adolescentes, vulneráveis que são aos traumas e sua repetição que pode se dar com as avaliações.
Finalmente, como inovações expressas, temos ainda, o artigo 471 parágrafo 3º, segundo o qual “a perícia consensual substitui, para todos os efeitos, a que seria realizada por perito nomeado pelo juiz”. E no artigo 472 consta que: “O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na inicial e na contestação, apresentarem sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar suficientes”. Assim, ganham valor a escolha consensual e também os pareceres e laudos prévios.
As questões, confusões e discussões estão apenas em seu início, mas acredito ser um cenário promissor, com a valorização e o reconhecimento da importância do operador da saúde, caminhando ao lado da eficácia que deve pautar sua atuação, segundo a ética profissional, e em consonância com o novo Código de Processo Civil.

Fonte: Conjur (Consultor Jurídico)
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Mente distraída é mente infeliz: psicólogos de Harvard conectam estado de infelicidade à divagação mental

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Depois de fazerem uma pesquisa com 5.000 pessoas usando um aplicativo de iPhone que mede a quantidade de vezes que uma pessoa encontra-se distraída durante o dia. Dois psicólogos da Universidade de HarvardMatthew A. KillingsworthDaniel T. Gilbert, concluíram que a distração mental é o melhor medidor de infelicidade em nós humanos.
 “Esse estudo mostra que nossas vidas mentais são permeadas, em um nível impressionante, pelo não-presente”, diz Killingsworth, um dos psicólogos autores do estudo. Um resumo da pesquisa pode ser lido no site da Universidade de Harvard, aqui (pdf, em inglês).
Alguém poderia imaginar que a maior parte dessas pessoas que estavam distraídas assim estavam porque suas tarefas eram desinteressantes. Mas a pesquisa nega claramente essa possibilidade com dois resultados curiosos: 1) “a natureza das atividades que as pessoas estavam fazendo tinha pouco impacto na motivação para suas mentes divagarem”; e 2) “a natureza das atividades das pessoas tinham quase nenhum impacto no prazer dos assuntos pelos quais as mentes dessas pessoas se sentiam atraídas para divagar”.
Ou seja, em termos grosseiro, poderíamos dizer que qualquer que seja a atividade que você está realizando, se sua mente se distrai e vai para outro lugar, as chances de você estar mais infeliz nessa divagação são maiores – independente se sua mente está pensando em algo melhor(“uma pessoa bonita”) ou pior (“pagar as contas”) do que você está fazendo. Mas é claro que preferimos pensar em algo mais prazeroso: “Apesar das mentes terem mais probabilidade de divagar para assuntos prazerosos (42.5% das amostras) do que para os assuntos não-prazerosos (26.5%) ou neutros (31%), as pessoas não estavam mais felizes pensando nos assuntos mais prazerosos do que em suas atividades atuais“, diz a pesquisa.
“Na verdade, a frequência com que nossas mentes abandonam o presente e o lugar para onde elas tendem a ir pode indicar mais sobre nossa felicidade do que as atividades que nós estamos fazendo”
Essa pesquisa é uma espécie de ‘ponta do iceberg’ de constatações que tradições como o Yoga e o Budismo se baseiam desde a criação de seus principais cânones, datados de vários séculos (em alguns casos, milênios). Num nível mais profundo, o problema da divagação mental lembra os Yoga Sutras do sábio Patanjali Maharishi, que possuem no aforismo “Yoga chitta vritti nirodha“, cuja tradução mais comum é a “restrição das flutuações da mente”, uma de suas máximas mais importantes.
É possível participar da pesquisa instalando e usando o aplicativo de Iphone, a partir do sitetrackyourhappiness.org.

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Perfil da mãe brasileira: elas não querem ser 'perfeitas'

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O sonho dourado da maternidade vendido pela publicidade e idealizado na televisão começa a ser desconstruído. Sim, mães e famílias estão fartas de viverem sob a pressão e a cobrança de uma imagem que não corresponde à realidade vivida por elas. A rede social se torna canal de comunicação dessas famílias, pais e mães que criam projetos -bem humorados, é verdade- para mostrar ao mundo os grandes desafios cuidar e crescer de filhos trazem. Em consonância com essa imagem não idealizada da maternagem, a pesquisa "A nova mãe brasileira", realizada pelo Instituto Qualibest em parceria com o Mulheres Incríveis, conversou com 1.317 mil mães para traçar um perfil da figura materna nos dias atuais.

Os resultados da pesquisa e os depoimentos coletados mostram mães exaustas pela alta carga de trabalho -principalmente por conta das atividades domésticas para as quais não contam com apoio de seus companheiros-, sobrecarregadas com cobranças -principalmente as feitas por elas mesmas-, preocupadas com a falta de recursos e tempo para cuidarem de seus filhos, e com pouquíssima identificação com a imagem da "mãe perfeita".
São mães que não se arrependem da maternagem, e não voltariam atrás, mas que também amam seu trabalho, seu parceiro e sente falta de tempo para cuidar de si mesma e dedicar à objetivos e projetos pessoais.
A valorização da afetividade aparece de forma muito clara. Em resposta à pergunta “O que você acha mais importante no seu papel como mãe?”  as mulheres apontam a frase “criar forte vínculo de afeto com os filhos e ter grande cumplicidade” como a tarefa mais importante das mães. Em segundo, elas elegem “a firmeza nas atitudes para conquistar o respeito dos filho” e em terceiro, “a criação de filhos independentes”.
Cerca de sete em cada dez entrevistadas respondem que a vida da mãe brasileira é difícil e exaustiva. O que as mães querem? Parceiros para dividir as tarefas domésticas e mais espaço, no dia, para se dedicar a si mesmas e ao trabalho.
Sobre quem ajuda as mães em seu dia a dia, 6 em cada 10 entrevistadas responderam que o marido ou o pai dos seus filhos são o melhor parceiro. Em segundo lugar, aparecem as avós (suas mães), como as principais aliadas. A escola é citada por 6% das entrevistadas e as babás ou empregadas domésticas por apenas 1%.  A sogra é tida como parceira por apenas 1%. Por outro lado, quando questionada sobre quem a julga/ critica no papel de mãe, a sogra ganha um aumento considerável de votos: 15%.
A imagem da mãe que pode tudo e é heroína não só recebeu poucos votos das entrevistadas como também foi criticada por grande parte das mulheres. Quando a pesquisa abordou a imagem da mãe na mídia, apenas 9% das mães mais jovens disseram se sentir representadas pelo modo que os filmes, as novelas e as redes sociais as retratam. As características que as entrevistadas criticam são, principalmente, a que aparecem nas imagens da “mãe perfeita” e “mãe que parece sempre feliz”.
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A importância da amizade.

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Pesquisas mostram que a amizade turbina carreiras, melhora a saúde e até prolonga a vida. O que seria de uma pessoa sem ter grandes amigos? 

Estar junto de pessoas que te fazem bem, que te orientam e são capazes de te reconfortar nos momentos difíceis é sempre muito bom. Ter um amigo de verdade é muito difícil, conquistar a confiança de alguém é bastante complicado.

Quando falamos em “grande amigo”, nos referimos a alguém com quem realmente se possa contar. Não é apenas o sujeito com quem se toma um café ou se faz uma piadinha sobre o chefe. É aquela pessoa para quem se pode telefonar e perguntar: “O que você faria nessa situação?”. E que, com certeza, vai responder com sinceridade, mesmo que a opinião desagrade ao interlocutor. Essa ligação cria uma aura de segurança essencial para suportar as pressões emocionais e profissionais.

Nos últimos anos, houve uma visível mudança em relação aos laços amistosos. Especialistas afirmam que a amizade passa por uma tremenda crise de identidade. No passado, a diversão se dava na companhia da família em aniversários, casamentos, festas de Natal e almoços de domingo. Hoje, os parentes têm seus próprios problemas e os casamentos já não duram tanto tempo. O afeto dos amigos se tornou uma espécie de refúgio. Assim, ampliou-se o conceito de amizade. Amigos para se divertir, para fazer coisas juntos, trocar experiências e conselhos, sem que haja um pacto de sangue envolvido, tornou-se algo extremamente desejável. Eles são importantes porque funcionam como uma válvula de escape. Lidar com coisas profundas tempo todo é pesado demais.

As pesquisas mostram que, ao longo da vida, colecionam-se 400 amigos, mas mantém-se contato com menos de 10% deles. Em média, vive-se rodeado por trinta pessoas. Dessas, apenas seis são tidas como verdadeiros amigos. Adultos passam menos de 10% do tempo com os amigos. Crianças e adolescentes, cerca de um terço.

Para a criança, os amigos da rua, do colégio ou do bairro são tão fundamentais na formação do caráter quanto à escola ou a família. Eles funcionam como um ponto de referência importante quando se está formulando uma maneira própria de ver o mundo ou de enfrentar situações novas.

Toda criança ou adolescente chegam a uma fase em que é preciso se libertar um pouco da influência direta dos pais e estabelecer diálogos com seus pares. Nesse período de busca pela autonomia, os amigos passam a ser o principal ponto de apoio. Jovens costumam viver em grupos, compartilhar penteados, opiniões ou a maneira de se vestir. Essa influência horizontal é conhecida como, um tipo de aprendizagem pela imitação. Claro que dependendo do grupo ela pode até se desvirtuar para uma má influência, mas de forma geral é saudável na estruturação da personalidade de um futuro adulto.

Está comprovado que ter a companhia de amigos reduz bastante:

  • o risco de depressão,
  • ansiedade,
  • Stress
  • sintomas degenerativos de doenças graves como Alzheimer.

E por que isso acontece? 

 família e amigos estimulam a comer melhor, beber e fumar menos, exercitar-se mais e procurar médicos com mais freq├╝ência. Além disso, o círculo social eleva a auto-estima, melhora o bem-estar e reforça os mecanismos de defesa em tempos difíceis.

 a presença de um amigo ao lado do voluntário diminuía o stress psicológico na hora de resolver questões que requeriam maior habilidade mental.

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Não É A Distância Que Separa As Pessoas. É O “Tanto Faz”

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Maldita parafernália eletrônica que nos mantêm cativos voluntários de seus atrativos. E alguém quer ficar livre livre disso? Meia dúzia, talvez, consiga viver no acrisolamento “sociovirtual”. Mas a maioria dirá que não abre mão das facilidades que elas nos trazem.  Ocorre que você envia uma mensagem para alguém e o aplicativo mostra: mensagem enviada, mensagem entregue, mensagem lida… Mas a pessoa, do outro lado da tela, não lhe responde.
Tudo bem, o mundo está uma loucura. A gente fica antenado dezoito horas por dia e são tantas atualizações: email, WhatsApp, Facebook, Google +, Twitter, Instagram, Mesenger… Ufa.. E tem alguém ali, em todas elas, dizendo “oi”.
Um “oizinho” não é importante, deixa pra lá, depois falo com essa pessoa. Depois do “oi”, você envia outra mensagem que é visualizada e ignorada. Tudo bem, lá vamos nós, o mundo anda uma correria… e blá, blá… Mas então você percebe que a pessoa entrou várias vezes – maldito aplicativo que tudo informa – e ela sequer envia um emoticon pra dizer, “perai”. Não pode escrever? Manda um áudio. Visualizar e não responder – em momento algum – é deselegante e demonstra desrespeito por quem envio. E o respeito é a coisa mais importante em todos as relações.
“Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão”, disse Mia Couto em um de seus discursos. E Zygmunt Bauman completa: “Eu penso que a atratividade desse novo tipo de amizade, o tipo de amizade de Facebook, como eu a chamo, está exatamente aí: que é tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas o maior atrativo é a facilidade de se desconectar. Na internet é tão fácil, você só pressiona ‘desfazer amizade’ e pronto, em vez de 500 amigos, você terá 499, mas isso será apenas temporário, porque amanhã você terá outros 500, e isso mina os laços humanos”.
“Mas, por quê a mensagem enviada é quase sempre é ignorada num ‘tanto faz se essa pessoa me envia uma mensagem ou não’ – Você pensa: ‘o que eu disse de errado?’.
Nunca antes a indiferença, maquiada pela tecnologia, ‘destruiu’ tantas expectativas como atualmente. Não é o ‘ódio’ pelo outro que desmonta seu sorriso tão duramente costurado. Não é a ofensa que apaga do coração a centelha de uma afinidade qualquer. O que entristece a alma, aquilo que pode afogar os sentimentos mais básicos de um coração, chama-se indiferença. A indiferença é arte do desdém.
Quem pratica a indiferença possui uma veia artística. Esse tipo de pessoa costuma pintar em matizes opacas no rosto do desdenhado a palavra ‘desumanidade’. Pois o que seria a indiferença senão a desconstrução da humanidade? Quem pratica a indiferença – ‘te respondo quando me der na telha e olhe lá’ – faz do outro qualquer coisa, menos ser humano.
Ignorar aquele que nos escreveu uma mensagem, que deixou um recado na caixa postal do telefone ou que nos enviou um ‘olá’ pelas redes sociais é desrespeitoso.
Quem já leu Franz Kafka sabe o que é ver a indiferença tomar ares épicos. Tomo como exemplo ‘O Processo’. Na obra, um homem é processado sem saber o porquê procura entender o crime que cometeu sem ter cometido crime algum. Ele recebe menosprezo de seus detratores, amigos, família… todos. É visível durante a obra uma desconstrução de sua personalidade até sobrar nada mais do que algo, não alguém.   O mesmo aconteceu com ‘monstro’ erudito do doutor Frankenstein. Foi o desprezo, o preconceito, generalização e discriminação que o transformou numa criatura cruel.
Não é preciso morrer de amores por alguém que lhe escreve um ‘oi’ e você por educação lhe retribui com outro singelo ‘oi‘. Nunca soube de alguém que morresse por ser gentil, educado. Sejamos gentis nem que seja para dizer “gostaria que você não me escrevesse mais, ok?”. Acredite, isso soa mais ‘delicado’ do que o silêncio da indiferença.
A multiplicidade  aplicativos que nos conectam, carregam em seu DNA, como se projetados de fábrica, o recurso do desdém. É óbvio que não é uma boa ideia dar corda para aquele chato que a todo custo quer sair com você (Desfazer amizade e/ou bloquear são cortesias dos aplicativos). Mas pior ainda é silenciar diante das conexões virtuais. Estar conectado com todos é, ao mesmo tempo, não estar com ninguém. Não são poucos os que abdicam da vida social para viver atrás de um avatar que lhes garanta o anonimato.  Ledo engano. Estamos todos mergulhados, alguns mais, outros menos, no lago da decisão alheia. Ele vai me responder? Ela vai me ligar? Poxa, não custa nada. E assim dependentes de palavras vindas do outro lado da tela permanecemos ansiosos e reféns da indiferença.
Utilizo como exemplo algo que foi fantástico aos meus olhos. Enviei no modo ‘mala direta’por e-mail algumas dicas de filmes e livros para várias pessoas. Nessas ocasiões é ‘normal’ não se esperar respostas. Mas a minha surpresa foi quando uma colega de livre vontade, com sua educação peculiar, me respondeu agradecendo as dicas.
É assim com pequenos gestos de atenção e respeito pelo outro que a sociedade muda. Se o desdém, a indiferença, a insensibilidade podem matar almas; gestos de educação podem revigorá-las. E isso vale mais que mil beijos.
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Psicanálise substitui medicamentos contra hiperatividade

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Por outro lado, psiquiatras consideram remédio como o tratamento mais eficaz


Crianças diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não são escutadas para que as causas de seu comportamento sejam esclarecidas e tratadas, mas julgadas a partir de suas ações. O desejo da sociedade, evidenciado neste caso pela escola e pela família, em silenciar a agitação da criança tida como insuportável, tem o tratamento medicamentoso como primeira escolha de intervenção.

O TDAH é o transtorno psiquiátrico atualmente mais tratado em jovens e apresentou um grande crescimento de diagnósticos na última década. Estima-se que de 4% a 10% das crianças apresentem o problema no mundo. É comum o uso do metilfenidato (no Brasil vendido pela farmacêutica Novartis com o nome de Ritalina) como principal forma de tratamento, além de pequenas intervenções com terapia comportamental.

O metilfenidato pode causar reações adversas que vão desde enjoo e insônia até convulsões e pensamentos suicidas ou surgimento de comportamentos obsessivo-compulsivos. Porém a reação mais comum é mesmo o “efeito zumbi” que valeu à Ritalina o apelido de “droga da obediência”. “Nas sociedades de controle, o saber médico-científico vem substituir as instituições disciplinares enquanto dispositivo para controlar doentes em potencial”, esclarece a psicanalista Cristine Lacet que trabalha com crianças diagnosticadas com TDAH.

Um diagnóstico limitado, indicando que a criança sofre somente de disfunções neuroquímicas, leva à escolha de tratamentos que causam diversos efeitos colaterais e suprimem diretamente comportamentos espontâneos, pela diminuição da curiosidade, da vontade de brincar e da socialização. Por vezes, a expressão de sentimentos é reduzida e até mesmo eliminada, principalmente quando a angústia está associada ao conflito.  

Em seu trabalho de doutorado, Cristine descreve as experiências clínicas que obteve no contado com crianças diagnosticadas com TDAH. Estas podem evidenciar um excesso de gozo pela movimentação incessante de seus corpos, na busca pelo olhar do outro, mas muitas vezes não são capazes de falar sobre o que sentem e o que as incomoda. “Uma movimentação incessante pode ser uma tentativa de se constituir uma borda, através de formas e limites que informem acerca do corpo, seja por temor de perdê-lo ou porque se encontra indiferenciado”.

O uso do medicamento causa o alívio dos sintomas, o que é interpretado como indicativo de cura. A sensação de que está tudo bem mascara o mal-estar do sujeito e impede uma intervenção baseada na causalidade psíquica. “A aposta da psicanálise, não visa a uma adaptação à realidade, sustenta a dissociação entre demanda e desejo, e aponta para o encontro com o real”, acrescenta Cristine.

A psicanalista esclarece ainda que um ponto fundamental a se considerar é que os sintomas apresentados por uma criança apontam sempre para a singularidade daquela criança, não sendo possível generalizar o significado/sentido daquele sintoma. 



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Estamos Criando Uma Geração De Robôs Autômatos – Mario Sergio Cortella

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A família precisa evitar ser geradora contínua de consumismos, impedindo que a criança ou o jovem exija um tênis que custa o preço de dois pneus de um carro, ou uma calça que tem o mesmo preço de uma televisão de 42 polegadas. Não se deve admitir que uma criança confunda desejos com direitos!
A escola e a família, evidentemente, têm uma responsabilidade em relação a isso. Há uma necessidade de olhar essas gerações que aí estão a pensar que parte delas não tem a ideia do esforço. Tem menino de 20 anos que, como disse, nunca lavou uma louça, jamais arrumou uma cama. Na Alemanha e nos Estados Unidos, o menino lava a louça, retira a neve, corta a grama mesmo se for filho do presidente de uma multinacional. São sociedades do esforço. O ator Kirk Douglas, pai de Michel Douglas, tem uma frase incrível: “Deus me abençoou, eu nasci pobre. E quis ensinar isso a meus filhos”. Não a serem pobres, mas no que se refere à ideia do esforço.
Há uma sociedade cada vez mais mais frouxa na forma de comunicação com seus filhos. Isso nos coloca numa rota a ser pensada. Nós temos uma grande questão na vida, que um dia foi colocada por Pierre Dac (1893 – 1975), ator do cinema francês do século XX, que disse: “o futuro é o passado em preparação”. Por isso, qual passado que vamos ter daqui a 20, 30 anos? Qual é o nosso legado? A atual geração de adultos será conhecida como a que fez o que em relação ao mundo, aos outros, à História, à convivência, às comunidades? Nós temos um sinal claro, hoje, de ensandecimento em várias áreas da nossa convivência.
A família tem sinais de enlouquecimento. Aos sábados, famílias inteiras saem de casa para ir a um restaurante para comer “comida caseira”. À tarde, pais e mães levam os seus filhos em festa num bufê infantil, que é um lugar para fazer festa fora de casa. Dessa forma, as crianças passam a ter clareza de que o melhor lugar, mais alegre, é aquele fora de casa. Cuidado. Estamos criando uma geração de robôs. De autômatos.
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Trecho do Livro: Educação, Convivência e Ética: Audácia e Esperança -De Mário Sérgio Cortella. Páginas 96-9. Cortez Editora, São Paulo- SP. 
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10 informações sobre o transtorno de ansiedade que podem ajudar a eliminar o estigma

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Olivia Remes, principal autora da análise e pesquisadora do tema na Universidade de Cambridge, analisou 48 dos melhores ou mais abrangentes estudos sobre a prevalência de ansiedade em todo o mundo. Ela identificou quais culturas, sexos e faixas etárias são mais suscetíveis aos transtornos de ansiedade. Os resultados também revelaram lacunas na compreensão do problema entre alguns grupos de pessoas.

“Precisamos de muito mais pesquisas com pessoas que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais e (LGB), porque a ansiedade é uma questão importante neste grupo”, disse Remes. “Além disso, os aborígenes que vivem no Canadá, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia e em outras partes do mundo correm um risco significativamente maior de sofrer de problemas de saúde, mas ainda sabemos muito pouco sobre a saúde mental dessas populações.”

Por que estudar os transtornos de ansiedade ?

Apesar de comuns, os transtornos de ansiedade continuam sendo considerados meramente preocupantes, não debilitantes -- condições incapacitantes que exigem tratamento especializado.

Um pouco de ansiedade pode ser benéfico e nos ajudar a nos manter em segurança.

Mas quem sofre de transtornos de ansiedade e não é tratado tem sentimentos avassaladores e incontroláveis de medo, que podem interferir com a vida diária. Saber mais sobre essa condição é uma maneira de ajudar a combater o estigma dos transtornos mentais e de oferecer ajuda para as pessoas que dela necessitam.

“[Os transtornos de ansiedade] podem aumentar o risco de suicídio, incapacitação e má qualidade de vida”, disse Remes. “Se não soubermos quem é mais afetado pela ansiedade, não podemos fazer nada para diminuir fardo humano e econômico associado a esses transtornos.”

Aqui estão 10 conclusões deste estudo global sobre ansiedade:

1. Mulheres têm duas vezes mais probabilidade de ser afetadas pelos distúrbios de ansiedade.

Mulheres apresentaram maior propensão de serem afetadas por transtornos de ansiedade do que os homens, numa proporção de 1,9 para 1, e essa diferença persistiu ao longo do tempo tanto nos países em desenvolvimento como nos desenvolvidos.

2. Os jovens são mais propensos a ter transtornos de ansiedade.

Não importa a cultura estudada, as pessoas com menos de 35 anos estavam mais propensas a apresentar transtornos de ansiedade. Isso era verdade para todos os países pesquisados, exceto para o Paquistão, onde as pessoas de meia-idade apresentaram as maiores taxas de transtornos de ansiedade.

3. Dependência de opiáceos está associada a um aumento do risco de ansiedade.

Globalmente, a presença de sintomas de ansiedade em pessoas que abusam de opiáceos varia de 2% a 67%, enquanto os diagnósticos reais ficam em torno de 29%. Entre os americanos que abusam de opiáceos, esse número é de 16%.

4. Viciados em jogos de azar ou em internet também têm maior probabilidade de sofrer esses transtornos.

Além de abuso de opiáceos, as dependências de internet e de jogos de azar são dois outros comportamentos de risco que parecem estar associados a um aumento nos diagnósticos de ansiedade. Globalmente, 37% dos apostadores patológicos relataram ter transtornos de ansiedade, enquanto estudos sobre vício em internet (principalmente em países asiáticos) constataram que a prevalência de ansiedade é mais de duas vezes maior em pessoas com vício em internet, em comparação com grupos de controle.

5. A ansiedade muitas vezes se parece com outros transtornos mentais e doenças neurológicas.

Pessoas com transtorno bipolar, esquizofrenia e esclerose múltipla correm maior risco de desenvolver transtornos de ansiedade. Na Europa, de 13% a 28% das pessoas com transtorno bipolar também sofrem de ansiedade. Em nível mundial, 12% das pessoas com esquizofrenia também têm sido diagnosticadas com transtorno obsessivo-compulsivo.

Finalmente, quase 32% das pessoas com esclerose múltipla, um problema de saúde neurológico, têm transtorno de ansiedade, e mais da metade delas apresenta algum sintoma de ansiedade.

6. Doenças aparentemente não-relacionadas estão associadas a altas taxas de ansiedade.

Pessoas com doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias, diabetes e outras doenças crônicas são mais propensas a sofrer transtorno de ansiedade. Por exemplo, sintomas de ansiedade entre as pessoas com insuficiência cardíaca congestiva variam de 2% a 49%. Pessoas com doença arterial coronariana têm transtorno do pânico em taxas que variam de 10% a 50%.

Os pacientes com câncer, por sua vez, tiveram taxas de ansiedade entre 15% e 23%. Esse risco pode se estender até mesmo aos sobreviventes do câncer e seus cônjuges. Globalmente, as pessoas diagnosticadas com câncer há dois anos tiveram taxas de ansiedade mais elevadas do que grupos de controles saudáveis (18%, ante 14%) e 40% dos cônjuges dos sobreviventes de câncer desenvolveram ansiedade.

7. A ansiedade pode estar presente em pessoas que sofrem de doenças crônicas que não representam risco de vida.

Quem tem diabetes é mais propenso a ter transtornos de ansiedade ou alguns sintomas, em comparação com grupos de controle saudáveis. Este efeito foi mais forte para as mulheres do que para homens. As mulheres com diabetes, por exemplo, apresentaram prevalência de ansiedade quase duas vezes superior à dos homens diabéticos: 55% contra 33%.

8. Uma passado traumático poderia explicar altas taxas de ansiedade.

Pessoas que passam por traumas também podem ter altas taxas de ansiedade. Estudos com veteranos britânicos e americanos que tiveram membros amputados revelaram que a ansiedade afeta de um quarto a mais de metade desses grupos. Globalmente, as pessoas com histórico abuso sexual relataram taxas de ansiedade que variam de 2% a 82%.

9. É importante monitorar a ansiedade durante a gravidez.

Globalmente, as mulheres grávidas e que acabaram de dar à luz têm maiores taxas de transtorno obsessivo compulsivo que a população geral: de 2% e 2,4%, respectivamente, em comparação com 1% da população em geral.

Estudos etíopes e nigerianos mostraram que a ansiedade foi elevada em mulheres durante o período pré- e pós-natal (15% e 14%, respectivamente). O impacto foi particularmente pronunciado entre as mais jovens.

10. Alguns grupos vulneráveis são mais propensos a sofrer de ansiedade.

Lésbicas, gays ou bissexuais que vivem em países ocidentais têm taxas de ansiedade mais altas que o normal, e este efeito é mais acentuado entre as mulheres. Estima-se que de 3% a 20% dos homens enfrentem ansiedade, enquanto a estimativa para mulheres varia de 3% a 39%.

Os sintomas de ansiedade também são mais comuns na velhice, especialmente entre aqueles que têm disfunção cognitiva, tais como problemas de memória. Entre os idosos com leve comprometimento cognitivo, estima-se que de 11% a 75% enfrentem algum tipo de transtorno de ansiedade. Isso se estende até mesmo aos seus cuidadores, que se relatam ansiedade na faixa de 4% a 77%.

Remes espera que sua pesquisa chame a atenção para populações mais afetadas pela ansiedade, para que governos e sistemas de saúde possam direcionar recursos de saúde mental, intervenções e esforços de triagem para esses grupos de alto risco.

“Esperamos que nosso estudo aumente a conscientização a respeito da ansiedade como uma questão importante, para que haja mais pesquisas e as pessoas afetadas possam procurar ajuda e receber o tratamento necessário”, disse Remes. “Saúde mental é importante para todos e é um direito humano básico.”

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7 coisas que você nunca deve aceitar em um relacionamento

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Você pode se contentar com muitas coisas na vida: sobre onde jantar para comemorar o aniversário de sua mãe, por exemplo, ou ter de reservar um resort mais barato, mas bacana para suas próximas férias.



Uma coisa com a qual você nunca deve se contentar? Com relacionamentos ruins. Abaixo, especialistas em terapia de casal compartilham sete coisas que você nunca deve aceitar numa relação.

1. Um (a) parceiro (a) que não dá 100% para o relacionamento.
Apaixone-se por alguém que realmente esteja interessado em manter o relacionamento feliz, saudável e estimulante, e não por alguém que tende a se desconectar e deixar você com toda a carga, disse Carin Goldstein, terapeuta de casal e família em Sherman Oaks, na Califórnia.
“A pior coisa é estar em um relacionamento onde seu parceiro seja incapaz de refletir”, explicou. “Precisam reconhecer como suas ações afetam o relacionamento.”

2. Um (a) parceiro (a) que não consegue dizer: “Eu estava errado (a)”.

É vital que você esteja com alguém que possa admitir seus erros, disse Gal Szekely, fundador do Couples Center para terapia no norte da Califórnia.
“Você não vai querer estar com um (a) parceiro (a) que fica na defensiva e tende a transferir a culpa”, disse o especialista.

“Quando não estamos abertos a assumir a responsabilidade, não estamos abertos para aprender e mudar. E, se não pudermos mudar e crescer, não seremos capazes de nos adaptarmos às mutantes circunstâncias de nossas vidas e à evolução das necessidades de nossos parceiros.”

3. Um (a) parceiro (a) que não compartilha seu senso de humor.
A vida tende a reservar algumas rasteiras inesperadas. Para amenizar a queda, é importante que você e seu parceiro tenham um senso de humor semelhante, disse Amy Begel, terapeuta de casal e família em Nova York.

“Você precisará disso para enfrentar os altos e baixos da vida e dos relacionamentos”, contou.

“Às vezes, vejo casais em meu consultório onde um parceiro leva as coisas muito a sério. Se vocês não conseguem brincar um com o outro durante os momentos turbulentos na vida, isso não é bom para o relacionamento.”

4. Um (a) parceiro (a) que não cresce com você.

Escolha alguém que queira crescer e aprender com você ao longo da vida. “Não perca seu tempo com alguém que não queira melhorar, especialmente se as atitudes da pessoa realmente estão precisando de melhora”, disse Winifred Reilly, terapeuta de casal e família de Berkeley, na Califórnia.

“Quando se trata de casamento, todos nós temos muito o que aprender. Nenhum de nós começa com todas as habilidades que precisamos, ou podemos saber, com antecedência, como enfrentar os desafios inevitáveis à frente”, disse.
“Os parceiros mais bem-sucedidos são aqueles dispostos a treinar um olhar clínico sobre si mesmos e abrir mão de crenças que não são tão úteis, a fim de poder adotar novas ideias e comportamentos.”

5. Um (a) parceiro (a) que não é compassivo (a).

Se, depois de reclamar sobre seu longo dia no trabalho, seu (sua) parceiro (a) solta: “Hã, o que você disse?”, com o smartphone no ouvido, pode ser que você esteja com a pessoa errada”, disse Goldstein.

“Ter compaixão em relação ao outro é a base de qualquer relacionamento. Entrar em um relacionamento onde a outra pessoa é incapaz ou não quer se colocar em seu lugar é como tentar tirar leite de pedra. Você essencialmente estará em um relacionamento onde se sente sozinho (a).”

6. Um (a) parceiro (a) que não é seu (sua) maior fã.

Em um bom relacionamento, seu parceiro está totalmente no seu time. Ela ou ele não menospreza suas qualidades ou desencoraja seus objetivos, e, em geral, acrescenta à sua vida em vez de subtrair, disse Szekely.

“Um bom parceiro [ou parceira] apoia, torce por você, lhe ajuda a enfrentar seus medos e aumenta sua confiança”, explicou.

“Normalmente, possui algumas qualidades que você não tem e, por isso, pode complementar você de alguma forma. Quando ambos fazem isso um pelo outro, cada um se torna melhor — vocês são as melhores versões de si mesmos. Conclusão: vocês se sentem melhor na vida e são capazes de crescer juntos.”

7. Um (a) parceiro (a) que é muito dependente.

Sendo um casal, você e seu parceiro complementam a vida um do outro, mas, no final do dia, são pessoas separadas que, se necessário, podem estar bem e se sentir realizadas sozinhas, disse Begel.

“É preciso haver uma capacidade mútua para a autossuficiência. É uma qualidade extremamente importante e muito subestimada em uma parceria. Isso se encaixa na categoria de amor próprio; uma dose saudável dessa qualidade em ambos os parceiros tende a promover o respeito mútuo no longo prazo.”





Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês
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Ortorexia nervosa: o transtorno que mostra que até o saudável, em excesso, é ruim

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Tudo começa com o desejo de nos sentirmos bem, comendo apenas alimentos puros, "limpos". Até aí, tudo bem. Isso nos leva a dizer adeus a certos grupos de alimentos, como grãos, açúcares e produtos animais. No final, a dieta se reduz a uma quantidade tão restrita de alimentos que acabamos ficando desnutridos.  Esse transtorno tem um nome: Ortorexia Nervosa.

O termo foi criado em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, aliando a palavra para "correto" ─ do grego orthos ─ com "apetite" ─ orexis ─ (de onde vem, aliás, a palavra anorexia, ou, sem apetite, transtorno que, muitas vezes, é mascarado pela ortorexia).

Embora o objetivo do anoréxico seja perder peso, e o do ortoréxico, ficar saudável, ambos os transtornos restringem a alimentação do indivíduo, colocando sua vida em risco.
No entanto, enquanto a anorexia é reconhecida como um mal, a ortorexia tem a desvantagem de ser uma doença "disfarçada de virtude".
 Tendência crescente
Uma dieta baseada em alimentos frescos, não industrializados, está longe de ser ruim. O problema é quando isso se torna uma obsessão.
Citando exemplos de dietas que considera preocupantes, Bratman faz alusão a pessoas que têm medo de consumir laticínios, ou aquelas que só consomem alimentos crus (por temer que o processo de cozimento dos legumes e verduras "destrua seu campo etéreo").

"No final, o ortoréxico acaba passando grande parte da sua vida planejando, comprando, preparando e comendo seus pratos", explica Bratman em seu livroHealth Food Junkies (em tradução livre, "Viciados em Comida Saudável").
Quando escreveu a obra, no final da década de 90, Bratman se referia a hábitos alimentares de pequenos grupos de pessoas.
Quase duas décadas depois, a obsessão com a comida saudável está por toda parte, inclusive no mundo digital. Para confirmar esse fato, basta fazer uma busca por #CleanEating no Instagram ou no Twitter.

Experiência pessoal
Bratman não só deu nome ao transtorno como também foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com ele. O médico admitiu ue se deixou seduzir de tal forma pela "alimentação virtuosa" que se negava a comer legumes mais de 15 minutos após seu cozimento.
Mais recentemente, em seu site na internet, ele declarou: "No meu livro de 1997 e em tudo o que tenho escrito até agora, venho dizendo que enquanto os anoréxicos desejam ser fracos, os ortoréxicos desejam ser puros".
"No entanto, a realidade me obriga a reconhecer que a distinção já não é tão clara. Me parece que uma alta porcentagem de ortoréxicos hoje em dia se foca em perder peso."
"Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréxicas falam em 'comer de maneira saudável', o que, por coincidência, implica em escolher apenas alimentos com baixo teor calórico".
 Sem fundamento
"Esses pratos inspirados pelo Instagram, com umas folhas de espinafre, uns grãos de quinoa ─ que estão muito na moda, algumas sementes de romã ─ que são lindas ─ são muito bonitos, mas não têm nutrientes suficientes", disse Miguel Toribio-Mateas, nutricionista e especialista em neurociência clínica.
"Você termina com uma comida que te dá 200 calorias, o que não é nada em termos energéticos, e sem proteínas. Está tudo bem se você tem vontade (de comer assim um dia ou outro) mas se você se recusa a comer o resto da comida normal porque acha que ela é suja ou algo que você não pode jamais colocar na sua vida porque vai te fazer mal, há um problema", acrescenta o especialista.
E se o termo "comida normal" deixa você confuso, o nutricionista faz alusão, por exemplo, a um prato de "peixe com batatas".
Hoje em dia, há tamanha avalanche de conselhos sobre nutrição e saúde na internet e na mídia que fica difícil ignorá-los e lidar com eles.
"O açúcar, nesse momento, é o demônio. Porque se você o consome com muita frequência, no mínimo ganha um pouco de peso. E se (faz isso) descontroladamente, pode desenvolver diabetes (do tipo) 2. Mas de vez em quando, ter a flexibilidade mental para poder decidir, 'hoje vou comer um chocolate', é importante. E isso é impossível para os anoréxicos", disse Toribio-Mateas.
Além do problema de ser aceita socialmente, a ortorexia também é tida como doença "do primeiro mundo", ou "das classes privilegiadas" ─ o que não está de todo errado, disse o nutricionista.
"Se você tem de contar o dinheiro antes de ir às compras, não vai pagar o que cobram pelos alimentos que estão na moda e são tidos como 'limpos'".
E acrescentou: "Não é que a romã não seja deliciosa. Mas se você pretende viver dela e de outros poucos produtos sobre os quais você leu que possuem alto teor de antioxidantes e nada mais, essa não é uma decisão racional".
Bem informadas
Toribio-Mateas disse que a maioria dos seus pacientes é mulher. Segundo ele, elas vêm procurar conselhos para uma dieta "perfeita". Ou são arrastadas à clínica pelos familiares ─ já que elas próprias estão convencidas de que não há nada de errado.
"É difícil tratá-las, até porque são muito bem informadas", explicou. "Tenho uma paciente que só come legumes fervidos ou grelhados. Rejeita a carne por causa dos hormônios, rejeita os ovos porque acha que têm gordura demais, só consome uma quantidade mínima de óleo de coco ─ porque está convencida de que ele ajuda a queimar gordura."
"Há mitos que são mais fáceis de derrubar, mas como dizer a alguém que não coma tantos legumes?", perguntou.
"Tenho de convencê-la a introduzir (em sua dieta) outros alimentos que, segundo exames clínicos, estão faltando no seu organismo."
Finalmente, a ortorexia não implica apenas em uma redução nas opções alimentares do paciente.
"Os ortoréxicos não podem ir a um restaurante ou bar porque não sabem o que está sendo servido. E não podem ir comer na casa de amigos, a não ser que eles também sejam ortoréxicos", concluiu Toribio-Mateas.




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