Crianças sem rotina para dormir têm mais problemas de comportamento.

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Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro:
“Os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí. A longo prazo, crianças sem rotina de sono podem perder a capacidade de resolver problemas e têem mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas. Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos."

Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro
Você já deve ter ouvido muitas vezes a importância de manter uma rotina antes de colocar seu filho para dormir. Um estudo britânico publicado na revista científica Pediatrics acaba de reforçar, mais uma vez, os benefícios de manter os horários das crianças à noite.
Pesquisadores analisaram a rotina de sono de 10.230 crianças aos 3, 5 e 7 anos. Depois de compilar todos os dados e analisar questionários respondidos pelos pais e professores, os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí.
A longo prazo, crianças sem rotina de sono tiveram notas mais baixas em testes que mediram a capacidade de resolver problemas e mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas.
Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.
Mas, se aí na sua casa não há um esquema certinho para o momento de descanso das crianças, aqui vai uma boa notícia. Todos esses prejuízos são reversíveis. Ou seja, assim que você conseguir estabelecer os horários, seu filho vai melhorar as notas e ter menos chances de desenvolver problemas de comportamento.
Vamos lá, então? A pediatra Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta que duas horas antes de seu filho ir para a cama, você sirva o jantar (para dar tempo de a refeição ser digerida) e diminua o ritmo da casa. Um banho também ajuda a acalmar. Melhor trocar a TV, o videogame ou os tablets por brincadeiras mais calmas e pela leitura de um livro.
Na hora de colocá-lo para dormir, conte uma história (inventada também vale…). Uma música calminha ou até mesmo cantada por você pode fazer parte deste momento.
Quando já estiver quase dormindo, dê um beijinho de boa noite e deixe-o adormecer sozinho.
Pode ser que seu filho demore para se adaptar à rotina. Isso é normal. O importante é se manter firme e repetir a técnica por pelo menos 15 dias antes de fazer qualquer mudança. Aos poucos, por já saber o que esperar, a criança fica mais segura e, com certeza, vai dormir melhor.

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Para pensar !

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“E eis uma razão para preferir que o psicólogo traga consigo uma boa dose de sofrimento psíquico e precise se curar. Durante os anos de sua prática clínica, no futuro, muitas vezes você duvidará da eficácia de seu trabalho. Encontrará pacientes que não melhoram, agarrados a seus sintomas mais dolorosos como um náufrago a um salva-vida; viverá momentos consternados em que as palavras que lhe ocorrerão parecerão alfinetes de brinquedo agitados em vão contra forças imensamente superiores. Nesses momentos (que, acredite, serão frequentes) será bom lembrar que você sabe mesmo (e não só pelos livros) que sua prática adianta. Sabe porque a prática que você propõe a seus pacientes já curou ao menos um: você.”
“Cartas a um jovem terapeuta.” - Contardo Calligaris
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10 erros que os pais cometem e que acabam afastando os filhos

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  • A grande parte dos filhos deseja ter nos pais um porto seguro e é assim que deve ser, construir um relacionamento confiável e amigável ao ponto de se sentir completamente confortável para abraçar e estar junto com uma boa convivência, onde a harmonia e o respeito fazem parte constantemente dessa relação.
    Porém, algumas vezes, criam-se alguns obstáculos nesse relacionamento que acabam culminando na separação dos laços familiares. Isso pode ocorrer por diversos motivos. Vejamos o que pode afastar os pais dos filhos:
  • 1- Não respeitar as suas escolhas
  • Esse é o primeiro ponto, creio eu. Nada mais incomoda tanto uma pessoa quanto a falta de respeito. Se o respeito acaba, é inevitável que o amor acabe também, pois o amor exige respeito e compreensão. Os pais devem entender que eles podem ter dez filhos, mas cada um seguirá caminhos diferentes, fará escolhas diferentes e optará por valores, princípios ou costumes diferentes.
    Não respeitar essas decisões resulta em desalinhar e desequilibrar qualquer sentimento de paz já nutrido. E expressando respeito, o laço se fortalece e o amor se solidifica.
  • 2- Críticas destrutivas X construtivas

    Às vezes, os pais, talvez pelo sentimento de proteção que possuem, pronunciam palavras que machucam, e em vez de serem palavras aconselhadoras, surtem um efeito muito negativo. É preciso saber conversar, orientar, sem ofensas ou discriminações.
  • 3- Falsas acusações

    Outro ponto super negativo é levantar falsas acusações sem conhecer os verdadeiros motivos. Suspeitar é algo, mas ter certeza é totalmente diferente. Fique claro, que estamos falando de um relacionamento familiar em que os filhos já são maiores de idade, muitos já saíram de casa, casaram e construíram uma família própria. Levantar acusações é fomentar a discórdia, "Ah, porque você fez isso", "Você fez aquilo" é remoer assuntos passados, é querer reviver os momentos, é como se ficasse algo inacabado. Isso em vez de trazer equilíbrio para a relação, vai acabar por destruí-la. Busque ser justo e amoroso sempre, se houver algum tipo de desentendimento, o melhor é conversar sem rancor.
  • 4- Não respeitar o cônjuge do filho

    Quando você agride, ainda que seja verbalmente, seu filho ou o cônjuge dele, causa mágoas, porque essa pessoa foi a escolha que ele fez para viver e se ele sente-se feliz assim, por que tem que haver tantas brigas por isso? Ou dizer "Você deveria estar solteiro", "Você se casou muito jovem", "Poderia ter encontrado alguém melhor" ou "Fulano é melhor para você", "Essa pessoa não lhe merece (ou não está a sua altura)", "Só casou com você por causa do dinheiro". Se seu filho é feliz com aquela pessoa, não importa se é baixa, feia, pobre, sem formação, o que constrói felicidade e amor não é o dinheiro, é o respeito, o carinho, os valores enxergados um no outro, ainda que a vida dessa união seja simples e não tenha gerado tantos bens materiais. Mas de que adianta o dinheiro, bens, se não houver A VERDADEIRA FELICIDADE? Você sabe quando alguém te ama. Mesmo quando tudo acabar, ainda restará o que há de maior valor: o amor. E esse amor será capaz de superar todos os obstáculos. Comece a observar os bons frutos em vez dos maus.
  • 5- Fofocar para parentes

    É muito feio e chato, quando um problema surge e os pais correm para espalhar o "problema", vira uma bola de neve. Quando o filho chega em determinado evento, todos olham para ele como um mau filho, que não se importa com a família de sangue, que abandonou os pais e irmãos, "o ingrato", e chega a um ponto em que o filho sente-se constrangido, porque aquela não é a realidade e para evitar confusão, afasta-se. Se houver algum problema familiar, evite falar para outros da família, conversem entre si, sem envolver outrem.
  • 6- Chantagem mesquinha

    Outras vezes, os pais dão sugestões para o filho mudar, sugestões egoístas, como: "Desse jeito, você não ganha nada", "Assim, você só está perdendo, seus outros irmãos têm tudo e você não, por fazer esta escolha." As pessoas não são objetos e ninguém deve ser comprado, o amor é construtivo, não o contrário.
  • 7- Intolerância religiosa

    Não aceitar a religião ou doutrina que seus filhos venham a optar, xingando-os, chamando-os de loucos, de "fanáticos". Usar termos baixos pela escolha religiosa que fizeram é zombar e quebrar mais uma vez o vínculo fraterno. Respeitando e aceitando sua escolha religiosa, você criará um clima de paz e união.
  • 8- Buscar perdão e cometer os mesmos erros

    Aquele que pediu perdão foi perdoado, e passado um tempo, comete novamente os mesmos erros, de verdade, parece nunca ter sido sincero. Aquele que busca perdão por um erro cometido, depois de receber, não volta lá para magoar de novo, reabrir a ferida. O perdão é a riqueza da alma, mas repetir os mesmos erros é não valorizar esse perdão.
  • 9- Empreender uma situação para prejudicar o filho

    Pais e mães, não façam isso, por mais que não concordem com o estilo de vida que seus filhos vivam, não tente prejudicá-los usando outras pessoas, estimulando ou atrapalhando os planos que eles têm.
  • 10- Cobranças

    Até certo ponto você pode cobrar, mas deixe sempre o espaço aberto para o livre-arbítrio de cada um. É importante que você demonstre preocupação e tente orientar da melhor forma, mas, às vezes, cobranças demais em vez de ajudar prejudicam. A melhor forma, sempre, é um diálogo com amor e tolerância. Se algumas coisas são muito difíceis de lidar ou aceitar, tenha paciência, porque "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira."
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Como o psicólogo deve proceder quando for solicitado a emitir laudo psicológico para liberação de cirurgia bariátrica?

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A(O) Psicóloga(o) terapeuta tem como foco o trabalho psicoterápico, e no decorrer deste processo, às vezes surge a demanda por parte do paciente para a emissão de um laudo psicológico com a finalidade de liberação para cirurgia bariátrica
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Neste caso, a(o) psicoterapeuta deverá avaliar sua competência para se posicionar quanto à demanda (art. 1°, alínea “b” do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP), Resolução CFP nº 010/2005), pois, muitas vezes, esta(e) profissional já tem um vasto conhecimento sobre o funcionamento psíquico do seu paciente, coincidindo com a demanda da psicoterapia que pode já ter como foco o transtorno alimentar, e possibilitando que a(o) Psicóloga(o) auxilie no processo necessário para a cirurgia. 
Deverá seguir a Resolução CFP nº 007/2003 para uma elaboração correta do laudo psicológico. Havendo qualquer impedimento para atender tal demanda, a(o) Psicóloga(o) deverá encaminhar o paciente a outra(o) Psicóloga(o) que possa desenvolver uma avaliação psicológica com a finalidade de verificar a aptidão da pessoa em submeter-se a tal cirurgia (CEPP, Art. 1°, alínea ‘k”). 
A(O) Psicóloga(o) poderá consultar mais informações relevantes nesta área:  Informações
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Mitos e verdades sobre a terapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem muitos mitos relacionados à terapia. Isto ocorre por que algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrendo distorções quase impossíveis de reverter.



As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.

Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.
Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.

Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"
Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o paciente viria para a terapia apenas para a "manutenção”. Claro que em ALGUNS casos, a psicoterapia é necessária por longos períodos. Se as pessoas são diferentes, o tempo de terapia também o é. A Psicoterapia é no tempo de cada um. A individualidade, a problemática e o desenvolvimento de cada pessoa é que define o término do tratamento.

Mito 3 . Fazer terapia "Custa caro"
Não mesmo. Se você procurar com calma, sempre encontrará um profissional que aceite o que você pode pagar. Basta conversar. O que não pode é deixar de procurar terapia por medo de quanto irá custar. Além do que, hoje em dia, existem clínicas de atendimentos que aceitam planos de saúde.
Mito 4: Terapia substitui a medicação.
Não. E o pressuposto contrário também é falso. Terapia e medicação são tratamentos complementares, como o trabalho do dentista e do protético. Hoje já se sabe, por exemplo, que não adianta tomar remédio para depressão e não fazer terapia. Um completa o outro e vice-versa. Entretanto, é necessária uma avaliação bem feita para saber quando entrar com medicação, quando pedir a suspensão, a redução, etc.

Mito 5. "Psicólogo não pode atender parente "
Este talvez seja a maior dúvida que muitos psicólogos ouvem. De fato: não pode atender OS SEUS parentes. Não podemos atender nossos irmãos, tios, primos, filhos, pois nosso vínculo transcende o profissional. Sobre atendimento de indivíduos da mesma família, o CRP-SP responde:

“A decisão pelo atendimento é do (a) psicólogo(a), que considerará se o atendimento interferirá negativamente nos objetivos do serviço prestado, uma vez que não há nada na regulamentação que proíba especificamente o atendimento de familiares e/ou conhecidos(as).”

 Devo tomar algum cuidado quando optar por atender familiares e/ou conhecidos(as)? Sim. Além do conhecimento e consentimento das pessoas atendidas, o(a) psicólogo(a) deverá estar atento(a) em relação ao sigilo profissional. As informações de um atendimento não podem, em nenhuma hipótese, ser reveladas ou utilizadas no outro atendimento.”

 (Fonte: Manual de orientações do CRP-SP)
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