10 Perguntas que você Precisa se fazer quando se sentir esmagado pela vida.

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Quando você se sente esmagado pela vida, a vontade de desistir e permanecer no fundo do poço é tentadora. Aqui estão 10 perguntas para você se fazer quando se sentir fraco. Elas o ajudarão a ver as coisas sob uma nova perspectiva e iniciar um movimento mais construtivo. Elas podem ser aplicadas a qualquer área da sua vida que faça você se sentir para baixo, com raiva, com medo, triste ou confuso.



1. Escolherei me fazer de vítima ou ser responsável ​​por esta situação?
2. Vou continuar a reagir às circunstâncias ou vou optar por criar a vida que quero viver?
3. Posso ter um tempo para refletir antes de responder, em vez de reagir impulsivamente a esta experiência?
4. Vou culpar os outros pela situação ou assumirei a responsabilidade e criarei um plano de ação para seguir adiante?
5. Será que estou permitindo que outra pessoa tire o meu poder pessoal? (Dica: se você estiver se fazendo de vítima, a resposta será sempre sim).
6. Como posso servir a esta pessoa (situação ou circunstância) e a mim mesmo, de modo que ambos se sintam impulsionados?
7. Como posso criar algo significativo para mim e/ou outras pessoas fora desta experiência?
8. Estou colocando expectativas sobre mim ou sobre os outros? Essas expectativas estão me servindo de alguma forma?
9. E se eu usar este desafio como uma forma de aprender, criar, crescer e expandir, em vez de me culpar e me ressentir?
10. O que o meu instinto está me dizendo? (Eu estou ouvindo?)

A vida é cheia de estímulos; a única coisa que podemos controlar é o modo como escolhemos responder. Quando você tomar um tempo para pensar sobre isso, tudo o que acontecer ao seu redor será neutro e sem sentido, até o momento em que você der um sentido.

Toda situação é uma questão de escolha: Será que vou permitir que isso me chateie? Vou optar por fazer isto bem feito ou mal feito? Vou optar por ir embora? Vou escolher gritar ou sussurrar? Vou escolher reagir ou dar um tempo para responder?

Você vai se surpreender com o quanto o mundo se abrirá para você, quando você optar por se abrir para o mundo.

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Negação emocional: tudo o que resiste, persiste !

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Toda emoção que você esconde ou à qual você resiste, persiste ainda mais. 

Às vezes, dentro da psicologia, costuma-se dizer que a dor é o melhor remédio. É possível que esta afirmação o surpreenda e, inclusive, que você não a aceite. Mas não há realidade mais evidente do que assumir que toda emoção vivida leve a um aprendizado.
O sofrimento, por exemplo, costuma ser o melhor cinzel de nosso conhecimento vital. Ele que marca novos amigos e caminhos em vista de novos aprendizados obtidos através das perdas, das derrotas ou das desilusões. Embora exista quem prefira não vê-las, há quem se incline mais a esconder essa dor no abismo de seu ser e, simplesmente, passa a chave nessa fechadura emocional.
E, finalmente, o que é que vai acontecer? A dor ainda persistirá, mas dessa vez, adquirindo novas formas. Aparecerá a ira, o ressentimento… a raiva. Tudo o que resiste, persiste. Falemos hoje sobre isso. Sobre a negação emocional.

A negação emocional e sua obsessão

Coloquemos um exemplo. Você mantém uma relação afetiva com uma pessoa. Você a ama e tem uma vida sólida formada junto com seu parceiro. No entanto, algo dentro de você diz que as coisas já não são como eram antes. Você percebe que essa pessoa já não o ama. Como aceitar? Você nega. E, pela razão que for, a outra pessoa não quer dar evidências de que isso está acontecendo.
O tempo passa e, apesar de saber perfeitamente que o que você mantém já não é uma relação autêntica, você se nega a assumir, a enxergar. As pessoas ao seu redor dão sinais do que está acontecendo, mas você se defende. Sua negação emocional persiste e resiste diariamente.
O que vai acontecer é que, quanto mais que você esconder a verdade, mais ela aumentará. Mais emergirá. Longe de deixá-la de lado e não pensar nisso, ela será um pensamento constante e destrutivo. Porque a mente tem um mecanismo terrível sobre as emoções negativas; elas podem se transformar em pensamentos quase obsessivos.
Se dizemos a nós mesmos algo como “não ficarei triste”, em estados de ansiedade muito elevada, vai acontecer justamente o contrário. A questão não está em dizer a si mesmo que você não deve ficar triste. A autêntica realidade está em perguntar a si mesmo o porquê da sua tristeza.
Pode parecer uma ironia, mas é assim. A negação emocional é uma entidade que tende a persistir no tempo, que reside na lógica e no raciocínio. Torna-se obsessiva e quase irracional.
Se eu negar, não existe. Eu acabo com o problema. Mas, na realidade, o problema é tão grande que não posso deixar de pensar nele.
As emoções e sua função adaptável

Emoções como a tristeza, a raiva e o medo são um bom remédio. Damos, mais uma vez, ênfase nessa ideia. São as mais difíceis de assumir, nós sabemos, mas cumprem uma função adaptável. O medo nos obriga a correr e a escapar e, portanto, a sobreviver. É algo instintivo que nós aprendemos como espécie.
No entanto, dentro da nossa evolução também aprendemos que, às vezes, a solução não é correr ou fugir. Mas sim nos determos e conhecer esse inimigo que deseja nos fazer mal. Negá-lo não vai nos ajudar. A tristeza, por sua vez, precisa ser assumida, aceita, chorada e, depois, enfrentada. As emoções negativas permitem que sobrevivamos porque nos obrigam a tomar, muitas vezes, o caminho contrário. O caminho oposto, onde reside a autêntica realidade.
A negação emocional que opta por resistir persistirá até nossa própria destruição. Até que não possamos mais. Por que resistir? Deixe-a ir. Como costumam dizer, se você resistir a um inimigo, lhe dará mais força. Assim, os melhor é não oferecer resistência: aceite a evidência, a dor, o terror. Assuma e, diariamente, eles irão sumindo.


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Vive bem quem...

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A única certeza que temos na nossa vida é a de que um dia iremos morrer. Todo mundo sabe que vai morrer. Ninguém irá ficar para semente. Mas quem está preparado para morrer? Você está preparado para morrer?

Ouvi esta pergunta durante a VIII jornada de Psicologia da Saúde , Psicossomática e Psico-Oncologia. Lógico que a pergunta gerou certo desconforto entre os participantes. A impressão é que todos se olharam pensando o que aquela mulher queria dizer. 



Como alguém em sã consciência poderia estar preparada para morrer? Seria isto possível? O que isto quer dizer. Hoje, diferente de outras épocas, a morte amedronta e afugenta. Em nossa sociedade, pratica-se a negação da morte, como se ela não fizesse parte da vida. É um tabu, como se como em um passe de mágica ficassem isentos de passar por esta experiência. 

Está preparado para morrer quem viveu bem. Preparar para a morte é viver intensamente! Simples assim! Simples assim?  Morre bem quem viveu bem. Porque quando chega na hora de morrer se pergunta o quanto deixou de viver, só que não dá mais tempo. É chegar no final da vida , olhar para traz e dizer : vivi, certo que vivi! 

Para se morrer bem, tem que ter um poder de entrega muito grande em vida. É ser coerente entre as suas escolhas e seus sentimentos.  Viver bem não significa uma vida isenta de sofrimento, significa que você se ouviu , se respeitou e principalmente se amou.

Viver bem, é ter qualidade de vida. E qualidade de vida pode ser descrita como um equilíbrio em vida e da vida. Qualidade de vida compreende seis áreas na vida de uma pessoa (Físico, psicológico, social, ambiental, nível de independência  e espiritual). O  equilíbrio entre aquilo que se quer , o que se fala e o que se faz. Vive bem quem, desenvolve a espiritualidade, tem uma fé, crê em Deus, porque as pessoas que entendem que existe um significado maior além do que está vida consegue lidar melhor com a morte.

Vive bem quem....

Faz o que gosta. 
Gosta do que você faz.
Cria coisas positivas. 
Contribui para uma sociedade melhor.
É fiel aos seus valores.
Procura ser o melhor naquilo que faz. 
Faz do erro uma experiência. 
Faz o improvável, o inovador, o surpreendente. 

E lembre-se sempre, você é o único responsável pelo seu destino. 
Você é o único responsável por sua realização pessoal.

" Acho que comecei a morrer quando deixei os meus sonhos de lado... Percebi isso.. Mas agora não dá mais tempo. Não estou preparada para morrer." Fala de uma paciente terminal com câncer. 




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7 razões para você sair da sua zona de conforto

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Na Psicologia a Zona de Conforto é  uma série de ações, pensamentos e/ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. Nessa condição a pessoa realiza um determinado número de comportamentos que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança. Muitas vezes esta sensação é falsa,uma vez que, quando ocorre uma grande mudança, quem está muito confortável leva um choque maior, e estará menos prepara para sobreviver do que os outros. 



Em um artigo publicado no Lifehack, o cinegrafista Kamal Burri busca ajudar e motivar as pessoas que querem buscar aquilo que realmente amam, mas desistem por medo de saírem de suas zonas de conforto.
Veja as 7 razões elencadas por ele para você criar coragem de batalhar por seus objetivos e não viver mais com arrependimentos:

1 - O futuro não é óbvio

O futuro não apresenta nenhuma segurança ou obviedade se você está em sua zona de conforto. Mudanças sempre irão acontecer na vida e, caso haja resistência a elas, você sempre irá sair perdendo. Como escreveu Charles Darwin em "A Origem das Espécies", a sobrevivência é do mais adaptados, não do mais forte.

2 - Mente vazia, oficina do diabo

Viver dentro da zona de conforto pode dar a sensação de segurança no começo, mas em um determinado momento você vai começar a se odiar devida à inatividade. Ninguém quer viver uma vida chata. Viva sabendo que não tem nenhum arrependimento ou vergonha: nada pior do que odiar a si mesmo sabendo que pode fazer algo para mudar.

3 - A jornada vale a pena

A jornada fora da caverna do conforto oferece desafios. Não vai ser fácil, mas pode valer a pena. Tudo que encontrar no caminho vai fazer você mais forte e capaz de lutar diante das incertezas da vida. No fim das contas, não é sempre sobre aonde se quer chegar: a jornada também é importante.

4 - Você pode achar o tesouro no fim do arco-íris

O tesouro pode ser qualquer coisa que você imaginar. Suas paixões podem florescer, mudar, reaparecer. A história é cheia de heróis que desafiaram o conforto e acharam sua grande recompensa. Não se preocupe: viva pelo que acredita, não pelo que está enxergando à sua frente.

5 - Você irá crescer como pessoa

A jornada para sair da zona de conforto dá a chance de crescer espiritualmente e mentalmente. Não espere que o mundo mude e leve você junto para a mudança. A vida é cheia de paradoxos: você só irá entendê-los se crescer e mudar junto da maré, ou então ficará perdido e será engolido pelo universo.

6 - Você irá descobrir o propósito da sua vida

O nosso maior propósito não é definido pelo destino: tem que ser descoberto por você mesmo. Só é possível descobrir esse propósito saindo da zona de conforto, pois descobertas só acontecerão durante sua jornada. Os labirintos não irão sumir sozinhos, você precisa sair deles.

7 - Você conseguirá descansar

Poder descansar nada mais é que alcançar um estágio em que você superou todos os testes em sua jornada. Medo e ganância são provações para poder respirar em paz, aliviado. Assim como no Nirvana, presente na religião budista, o estado mental verdadeiro e transcendental será a fonte enterna de felicidade que você passou a vida inteira procurando.

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Anedonia: a vida em preto e branco

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Anedonia, etimologicamente, faz referência a Hedone, a deusa grega do prazer e, com seu “a” de negação, já sabemos o que a palavra quer dizer. Anedonia é a dificuldade ou incapacidade de uma pessoa em sentir prazer ou se motivar a realizar atividades que antes eram prazerosas. Isso inclui reuniões com amigos, uma atividade de lazer ou mesmo o prazer sexual, com a pessoa muitas vezes relatando que “a vida perdeu o sabor” ou que “não consegue vibrar com mais nada”. Ocorre mais comumente na Depressão (sendo um dos critérios diagnósticos), mas também pode ocorrer na Esquizofrenia e em quadros crônicos de outros transtornos (como as Fobias e o TOC).
Na anedonia, a pessoa tem dificuldade em sentir prazer ou vontade de realizar atividades prazerosas, como se sua vida “ficasse em preto-e-branco”.

Afeto, humor, sentimento e emoção

São praticamente a mesma coisa, não? Bom, na psicologia e na psiquiatria são conceitos diferentes. O afeto humano é complexo e, assim, seu estudo é igualmente complicado, sendo necessário definir em detalhes os diversos estados afetivos que podemos ter a fim de entender melhor suas alterações do dia-a-dia ou na vigência de um transtorno mental. Por isso, essas palavras não são sinônimos.
Afeto é um conceito mais amplo. É qualquer qualidade emocional que acompanha uma ideia ou pensamento e, assim, engloba os conceitos de humor, sentimento e emoção.
O humor é um “tônus emocional”, como que um plano de fundo com uma longa duração que orienta as experiências afetivas de um indivíduo em determinado sentido (ex: um humor depressivo favorece sentimentos e emoções negativas em relação às situações sendo vivenciadas).
As emoções são estados afetivos intensos e agudos, porém curtos. Ou seja, são reações desencadeadas por estímulos internos ou externos, conscientes ou inconscientes.
Já os sentimentos são intermediários entre o humor e as emoções, mais estáveis e menos intensos. Estão relacionados ao conteúdo intelectual e cultural de cada pessoa.
Em resumo, dentro de um “plano de fundo” emocional chamado humor, temos, dependendo do contexto e dos valores culturais de cada um, sentimentos diversos orientados por ele (melancolia, saudade, culpa, contentamento, confiança, raiva, revolta, amizade, amor, gratidão, etc). E, uma vez tomados por determinado sentimento, temos reações afetivas mais intensas que ocorrem imediatamente após um pensamento, uma conversa, uma lembrança ou outros desencadeadores, chamadas de emoções (as quais, em geral, não são definíveis por palavras).

Anedonia x apatia

Mas qual seria a importância dessa diferenciação de conceitos? Bom, muitas vezes confundimos a anedonia com a apatia. Ambas frequentes nos transtornos mentais, nem sempre estão presentes simultaneamente. A anedonia se aproxima mais de uma alteração das emoções que do humor e do sentimento: a pessoa não sente prazer (uma reação emocional mais aguda a certas atividades que causam “bem-estar mental”), mas ainda pode ter seu humor e sentimentos bem ativos (mesmo que seja na forma de um humor depressivo, por exemplo). Já a apatia é a incapacidade de sentir afetos, o que quer dizer que estão comprometidos desde o humor até os sentimentos e as emoções, como que numa ausência completa de experiência afetiva (ou uma espécie de “afeto neutro/indiferente”).
Em psiquiatria, que trabalha com a elaboração de diagnósticos, um erro de diferenciação entre esses dois termos pode culminar em erros de conduta.
Por que saber sobre ela?
Sendo a anedonia um sintoma, mais que um transtorno em si, seu tratamento envolve o tratamento da condição subjacente, tendo ela um valor mais diagnótico que terapêutico. É importante entender que um paciente com anedonia nem sempre é depressivo: muitas doenças orgânicas, pela incapacidade que causam, ou outros transtornos mentais podem causar anedonia nos pacientes. Da mesma forma, não se deve esperar a anedonia para diagnosticar um quadro depressivo. E, assim como dito anteriormente, é preciso conhecê-la para diferenciá-la de condições semelhantes (como a apatia), mas que têm significados diferentes dentro na fisiopatologia das doenças.
De qualquer maneira, é uma condição que merece atenção pela acentuada redução da qualidade de vida que provoca, favorecendo o surgimento de quadros depressivos, quando esses ainda não estão presentes, e mesmo aumentando risco de suicídio em pacientes psiquiátricos. Conhecer a psicopatologia envolvida e a neurofisiologia por trás do quadro permitirá a melhor compreensão da saúde mental e seus distúrbios, bem como melhores tratamentos para os pacientes com anedonia.

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Os segredos das amizades que duram .

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O que faz com que as pessoas virem amigas? E por que algumas amizades duram e outras não? Um artigo do site Psychology Today reuniu alguns estudos que trazem bons esclarecimentos sobre o tema. Os pontos principais, bem práticos, estão listados a seguir:


Condições para começar uma amizade

Além de alguns fatores básicos, como ter contato com a pessoa com alguma regularidade (afinal, assim temos mais chance de conhecê-la melhor e aprofundar nossos laços) e ter coisas em comum, dois aspectos são fundamentais para que se passe do posto de conhecido para o de amigo:

1. Disposição de se abrir.  

Segundo Beverley Fehr, pesquisadora da Universidade de Winnipeg e autora do livro “Friendship Processes”, o que determina que passemos de meros conhecidos a amigos é a disposição de se abrir e revelar coisas mais pessoais ao outro – e isso precisa vir dos dois lados. “Nos estágios iniciais da amizade, isso tende a ser um processo gradual. Uma pessoa aceita o risco de revelar uma informação pessoal e ‘testa’ se a outra faz o mesmo”, diz ela. Aqui, a reciprocidade é essencial para a coisa funcionar, porque leva a outra condição importante:

2. Intimidade.

De acordo com a pesquisa de Fehr, pessoas com boas amizades envolvendo o mesmo sexo têm uma boa compreensão do que envolve a intimidade: elas sabem se abrir e expressar suas emoções, sabem o que dizer quando o amigo lhes conta algo e respeitam os limites – entendem, por exemplo, que sinceridade não significa falar tudo o que lhes vêm à cabeça, especialmente no que se refere a opiniões sobre a vida e os gostos do outro. Até porque outras condições apontadas foram aceitaçãolealdade e confiança. Essas qualidades foram consideradas mais importantes do que ajudas práticas, como emprestar dinheiro.

Por que algumas amizades duram e outras não?

Ok, entendemos o que dá aquele pontapé inicial às amizades. Mas há outro fator, descoberto pelas psicólogas sociais Carolyn Weisz e Lisa F. Wood, da Universidade de Puget Sound, em Tacoma, Washington, que é fundamental para fazer com que as nossas relações durem: o apoio à nossa identidade social. Em outras palavras, procuramos amigos que entendam e validem a ideia que temos sobre nós mesmos e sobre o nosso papel na sociedade ou grupo de que fazemos parte – o que pode estar associado à religião, etnia, profissão ou mesmo participação em algum clube.

Para chegar a essa conclusão, elas acompanharam um grupo de estudantes universitários por anos durante toda a sua graduação, sempre pedindo a eles que descrevessem níveis de proximidade, contato, apoio geral e apoio à identidade social que sentiam em relação a amigos do mesmo sexo. A conclusão foi que todos esses fatores ajudaram a predizer se a amizade seria mantida ou não. Mas um único fator pôde predizer quem seria elevado à posição de melhor amigo: a pessoa, nesses casos, era parte de um mesmo grupo (fraternidade, time etc.) ou pelo menos apoiava e reafirmava o papel do amigo dentro desse grupo. Um cristão podia ter como melhor amigo alguém que não tivesse religião, desde que esse amigo apoiasse sua identidade como cristão. E, como temos vários papeis na vida, é mais provável que nosso melhor amigo esteja ligado ao papel que é mais importante para nós, que melhor representa a nossa identidade.

Por que escolhemos assim os amigos? Segundo o estudo, além de isso estar relacionado a níveis maiores de intimidade e compreensão, também envolve o aumento da autoestima. Esse senso de identidade que influencia até o comportamento de viciados em drogas. Outro estudo de Weisz concluiu que as pessoas eram mais propensas a se livrar de seus vícios depois de três meses quando sentiam que seus papéis sociais e senso de identidade entravam em conflito com o uso de drogas.

Nossas identidades sociais são tão importantes para nós que estamos dispostos a ficar com as pessoas que apoiam a nossa identidade social e nos afastar daqueles que não fazem isso. Podemos até mudar de amigos, quando os antigos não apoiam nossa visão atual de nós mesmos”, diz o artigo do Psychology Today. “A sabedoria popular diz que escolhemos os amigos por causa de quem eles são. Mas acontece que nós realmente os amamos por causa da maneira como eles apoiam quem nós somos.”

Como manter a amizade

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De acordo com Debra Oswald, psicóloga da Universidade de Marquette (em Wisconsin, EUA), que estudou o relacionamento entre voluntários que estavam no ensino médio e seus melhores amigos, há quatro comportamentos básicos necessários para manter o vínculo – que valem para todo mundo, não importa se você tem 15 ou 70 anos.

Os dois primeiros são pontos que exploramos bastante até agora: tomar a iniciativa de se abrir e apoiar nossos amigos. O terceiro ponto é a interação. Não importa se o amigo é seu vizinho ou mora em outro continente: você precisa estar em contato com ele, seja escrevendo, conversando ao telefone, visitando. Felizmente, com a internet, a proximidade física tem pouco efeito sobre nossa capacidade de manter uma amizade.

Por fim, é importante ser positivo. Precisamos nos abrir com nossos amigos, mas isso não significa que está tudo bem ficar choramingando por horas e só ver o lado negativo de tudo. É claro que faz parte de ser amigo segurar a onda durante os perrengues da vida, mas, no final das contas, a intimidade que faz com que uma amizade prospere deve ser algo agradável e que faça bem para os dois lados.

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