PARABÉNS A TODOS OS PSICÓLOGOS!

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PARABÉNS A NÓS!!!

Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade. Não apenas isso, é também uma notável dádiva. Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar, as nossas expressões, e até mesmo o silêncio. O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério. Mas não apenas isso, é também um grande privilégio. Pois não há maior que o de tocar no que há de mais precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo, seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.
Somos psicólogos e trememos diante da constatação de que temos instrumentos capazes de favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição. Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.
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Não há nada no meio da estrada além do risco de ser atropelado.

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Se você se negar a assumir compromissos, que tipo de vida terá? Toda realização — grande ou pequena — começa com uma decisão.

São as escolhas e não a sorte que determinam o seu futuro. Existem inúmeras pessoas que passam pela vida sem saber o que querem, mas com a certeza de não obter tal coisa. Como bem expressou Herbert Prochnow: "Existem momentos em que precisamos escolher com firmeza o curso que seguiremos, ou os incansáveis ventos das circunstâncias tomarão as decisões em nosso lugar."

Existem muitas pessoas que são como carrinhos de mão, trailers ou canoas; que necessitam ser empurrados, puxados ou impulsionados com remos para que cheguem a algum lugar. Compreenda que ou você estimula os outros a tomarem decisões ou eles estimulam você. Decida fazer algo agora para tornar a sua vida melhor. A escolha é sua.

Dificilmente você consegue o que almeja se não souber com antecedência o que deseja", disse Maurice Witzer. A indecisão freqüentemente dá a vantagem a outra pessoa que já tenha refletido por antecipação. Como expressou acertadamente Helen Keller; "A ciência pode ter encontrado a cura para a maioria dos males, no entanto ainda não encontrou o remédio para o pior de todos — a apatia dos seres humanos." 

Bertrand Russell ponderou: "Nada é tão extenuante quanto a indecisão, e nada é mais fútil." "Não o que temos, mas o que usamos; não o que vemos, mas o que escolhemos — essas são as realidades que frustram ou abençoam a felicidade humana", declarou Joseph Newton. 

Lembre-se: não seja do tipo que está sempre em cima do muro ou no meio da estrada, porque ficar no meio da estrada é a pior maneira de se avançar. Decida-se hoje a favor do seu sonho!



Debora Oliveira
Psicóloga Clínica
CRP: 06/123470


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A neurociência dos egoístas - você é um deles?

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Pesquisa mostra que egoístas entram em pane quando confrontados com pessoas justas


Seja honesto com você mesmo - certamente, em algumas ocasiões, você já se comportou de forma egoísta. No trabalho, num relacionamento, em relação a dinheiro, etc. Mas a maioria de nós segue algumas regras: se alguém nos ajuda, por exemplo, nós retribuímos o favor. Só que existe uma minoria que não liga muito para essas regras. Informalmente, nós os chamamos de egoístas, mas a psicologia os chama de maquiavélicos.

A palavra 'maquiavélico' vem de Nicolau Maquiavel, historiador, filósofo e poeta italiano que viveu no renascentismo. Ficou famoso por escrever 'O Príncipe', livro que reúne algumas opiniões contraditórias sobre política, poder e sucesso - inspirando o uso do seu nome como adjetivo.

Na psicologia, o maquiavelismo faz parte da 'tríade negra da personalidade', juntamente com a psicopatia e o narcisismo. Pessoas com alto 'score' em maquiavelismo têm uma tendência maior a concordar com frases como: 'é inteligente elogiar pessoas poderosas' e 'a melhor forma de lidar com pessoas é dizer a ela o que elas querem ouvir'. Mas nada disso seria genuíno - a gentileza esconderia propósitos egoístas.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Pécs, na Hungria, analisaram o cérebro de pessoas com uma alta pontuação de maquiavelismo enquanto elas faziam uma atividade que dependida de confiança. O resultado? O cérebro delas entrava em um ciclo de atividade acelerada (e basicamente dava 'pane') quando elas encontravam um parceiro no jogo que se comportava de forma justa.

Explicamos: a atividade incluía quatro estágios. Neles, pessoas com alta pontuação em maquiavelismo e pessoas com scores normais jogavam com parceiros diferentes. No primeiro estágio, os participantes ganhavam cerca de 5 dólares e deveriam decidir quanto investir no seu parceiro. Qualquer quantia era triplicada ao ser passara para seu parceiro. Então o parceiro decidia quanto devolver para a primeira pessoa. Só que o parceiro era um programa de computador (sem que os participantes soubessem), programado para devolver uma quantia justa ou uma quantia completamente injusta (um terço do valor investido).

Depois os papéis eram invertidos e a pessoa deveria decidir quanto devolver par ao computador - permitindo que ela fosse justa caso o computador tivesse sido justo ou que o castigasse por ter sido injusto anteriormente.

Como você pode imaginar, os maquiavélicos acabaram com mais dinheiro no fim do jogo - isso porque, mesmo que o computador tivesse sido honesto com eles, eles não davam a quantidade justa em troca. Ou seja, a norma social de reciprocidade era quebrada.

O curioso foi que, quando eram tratados de forma justa, o cérebro dos maquiavélicos teve uma atividade maior do que a de não-maquiavélicos. Já no caso dos não-maquiavélicos, a atividade maior acontecia quando o parceiro era injusto. Quando eram tratadas de forma justa, pessoas não-maquiavélicas permaneciam com a atividade neural normal, porque já esperavam ser tratadas dessa forma.

Quando os pesquisadores analisaram as áreas cerebrais mais ativas nos maquiavélicos, perceberam que eram regiões envolvidas com a inibição e com a criatividade. Os cientistas interpretaram isso como evidências que essas pessoas estavam inibindo o instinto humano de reciprocidade.

Resumindo: quando você é injusto com alguém egoísta, o cérebro dessa pessoa permanece funcionando da mesma forma, já egoísmo é o que ele espera dos outros. Mas quando gentileza e cooperação é mostrada a eles, o cérebro deles acelera, enquanto ele pensa em como tirar vantagem da situação.

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Precisamos conversar sobre: ALIENAÇÃO PARENTAL.

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"Quando tem início a alienação parental, é essencial reagir com rapidez, pois quanto mais o tempo passar, mais a criança ficará em simbiose com o genitor que aliena- que também conta com a lentidão da justiça – ao passo que o outro se torna um estranho."
Você sabe o que é ALIENAÇÃO PARENTAL? Quais são os riscos para a criança? Para conhecer um pouco mais, leia em "Precisamos conversar sobre: Alienação Parental" . Texto publicado pela psicóloga Debora Oliveira, no site Alívio Imediato .

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Quando a internet se torna um problema.

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O mundo das tecnologias é mesmo muito convidativo, benéfico e transformador, mas pode se tornar um universo raso, de muitas interações e pouca profundidade e também palco de fuga ou idealizações.


O uso abusivo da internet tem feito com que a vida real e os hábitos se modifiquem. Em função disso, as pessoas também estão vivendo vidas paralelas: uma real e uma virtual. Através da internet, elas adicionam novos amigos, namoram, compram, trabalham, ganham dinheiro, pesquisam, estudam. O problema é que muitos agem esquecendo do mundo real, estabelecendo suas relações apenas no mundo virtual ou como se tivessem de fato duas personalidades, o que na verdade é uma ilusão.
Sabe-se hoje que o mecanismo do prazer vivenciado através de redes sociais estimula uma determinada área do cérebro conhecida como córtex cerebral e ativa um sistema de recompensa equivalente a se alimentar, dormir, praticar sexo, ganhar dinheiro etc. O uso abusivo destas tecnologias ativa o mesmo sistema neurobiológico estimulado no consumo de álcool e drogas, liberando no corpo substancias como dopamina que geram uma sensação de prazer.
Entretanto, na prática, o usuário abusivo começa a lentamente substituir as relações na vida real pelo mundo virtual e passa a ter um comportamento repetitivo em busca das mesmas sensações de prazer vivenciadas anteriormente.
Só que não é tão simples assim, pesquisas indicam que mais da metade dos usuários ativos de redes sociais se consideram mais infelizes do que os seus amigos virtuais, pois substituem as relações na vida real pelo mundo virtual e vivem uma história editada que não conseguem sustentar no dia a dia. No Facebook e Instagram, não existe crise financeira nem problemas conjugais, todos tem dinheiro, o emprego dos sonhos, o casamento perfeito, viagens maravilhosas etc.
Precisamos silenciar um pouco e usar o virtual em prol do real. Usar sim a tecnologia, mas resgatar o seu propósito original de nutrir as relações humanas, encurtar distâncias e otimizar o tempo.
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Você se acha "cabeça aberta"?

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O País vive um reboliço em sua economia e na política. No último domingo (16/08) milhares de pessoas foram às ruas pedir o impeachment da Presidente Dilma. Estas manifestações pareciam dividir o Brasil em dois polos: ou você apoiava um partido ou apoiava o outro. Mas será que estamos abertos a entender pontos de vistas diferentes do nosso? 



Será que quando você se depara com fatos que contradizem aquilo que você acredita você incorpora esses fatos novos e altera suas crenças? Você realmente acredita que consegue analisar os dados ou o que está acontecendo e decidir pelo melhor? 

Desculpa, mas pesquisadores no campo da Neuropsicologia descobriram que quando você depara com fatos que contradizem suas crenças, você os ignora e fortalece suas crenças. Ou seja, você não é tão crítico ou “mente aberta” quanto imagina.

Pesquisadores descobriram em nosso cérebro aquilo que eles chamam de Crenças Persistentes (Backfire Effect), que é um desdobramento da Tendência de Confirmação, só que atinge algo ainda mais profundo na psiquê humana, não é só uma questão de ignorar os fatos que se discorda, mas passar a defender ainda mais as crenças quando se é contrariado.

A pesquisa

Em 2006, Brendan Nyhan e Jason Reifler, da Universidade de Michigan e Georgia, criaram artigos de jornais falsos sobre questões políticas polarizadas. Os artigos foram escritos de uma forma que confirmaria um equívoco generalizado sobre certas ideias na política americana. Assim que uma pessoa lia um artigo falso, os pesquisadores entregavam um novo artigo que corrigia o primeiro.

Por exemplo, um artigo sugeria que os Estados Unidos encontraram armas de destruição em massa no Iraque. O próximo tinha uma errata que dizia que os EUA nunca tinha encontrado nada, o que era a verdade. Os que se opunham à guerra ou que tinham fortes inclinações liberais tendiam a discordar do primeiro texto e aceitar o segundo.

Aqueles que já apoiavam a guerra e se inclinavam mais para o campo conservador tendiam a concordar com o primeiro, o falso, e discordar do verdadeiro. Estas reações não deveriam surpreender, a grande surpresa é que ao ler o segundo artigo os conservadores relataram ter ainda mais certeza que o Iraque tinha sim armas de destruição em massa.

Eles repetiram o experimento com outras questões como pesquisas com células-tronco e reforma tributária, e mais uma vez, eles apresentavam as correções e notavam que se as pessoas concordassem com o artigo falso, elas se apegariam ainda mais a suas opiniões quando confrontadas com os artigos verdadeiros.

Ou seja, as erratas estavam indo no caminho contrário do que deveriam, em vez de corrigir elas fortaleciam a crença dos pesquisados.

Uma vez que uma ideia é adicionada à sua coleção de crenças você passa a protegê-la como se ela fosse parte de sua própria personalidade. Isso é completamente instintivo e inconsciente, assim como a defesa que é automaticamente armada contra qualquer fato que possa contradizer suas opiniões.

Assim como a Tendência de Confirmação protege sua crença quando você procura ativamente as informações, o backfire effect cria a defesa quando a informação contraditória é jogada na sua cara. Então se alguém tenta te convencer com fatos e argumentos de que a sua opinião está equivocada, "o tiro sai pela culatra" e você passa a fortalecer ainda mais a crença.

Com o tempo esse feito vai fazer com que você duvide menos de suas próprias conclusões, deixa de ouvir qualquer argumento contrário e inclusive passe a atacar os fatos contraditórios ativamente como se todos fossem mentiras ou uma grande conspiração. 

Contra fatos não há argumentos? Não, não somos tão racionais como imaginamos. E nem adianta tentar convencer aquele seu amigo que você está certo e ele está errado. Suas crenças são mais fortes do que você imagina. Mesmo quando os fatos sejam tão claros que até um cego conseguiria ver.

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica
CRP: 06/123470


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10 questões sobre baixa autoestima que você precisa saber

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E por que ela é um problema grave.



1. Baixa autoestima é muito mais do que insatisfação com você mesmo.


É na verdade um sentimento mais profundo que vai além de não estar bem com seu peso ou sua imagem em algum momento.
O psiquiatra Fernando Fernandes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP que afirmou que “a baixa autoestima é um sentimento de menos valia” e que está sempre associada ao sentimento de insegurança. “Quem sofre de baixa autoestima tende a interpretar fatos e sinais de uma maneira ruim e tem uma visão extremamente negativa de si mesmo o tempo todo”, diz.

2. Baixa autoestima não é uma doença e sim um sentimento, por isso não existe um diagnóstico específico.


Existem indícios de que uma pessoa sofra de baixa autoestima e é muito importante que se fique atento a eles. “É possível identificar por algumas características como atitudes autodepreciativas, comportamentos inseguros, ações que denotem insegurança, principalmente nos relacionamentos interpessoais”, afirma Fernando.
Resumindo, a pessoa que sofre de baixa autoestima dá sinais disso, principalmente quando se vê em meio a outras pessoas, como em um relacionamento afetivo ou trabalho.
3. A baixa autoestima se torna um problema quando impede qualquer pessoa de fazer algo.

O sentimento passa a ser um problema quando o indivíduo deixar de sair, socializar, namorar e até trabalhar. Para Roberto Rosas Fernandes, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, a questão da baixa autoestima é muito mais importante do que as pessoas pensam.
“Em geral usam o termo para falar sobre mudanças físicas, como alterações de peso ou um corte de cabelo”, como se a autoestima fosse uma questão apenas externa. “Mas a pessoa que sofre de baixa autoestima se sente insegura em embarcar em projetos emocionais e profissionais, se tornando incapaz de se lançar para vida”, diz Roberto, em entrevista ao BuzzFeed Brasil.
Segundo ele, evitar ir a uma festa ou não conseguir se aproximar de alguém que te interessa são problemas recorrentes na vida de quem sofre com a baixa autoestima.

4. Problemas de baixa autoestima podem começar já na infância.

Isso é estudado pela Psicologia do Narcisismo, a área que observa a autoestima, e que conta com diversos estudos. “Alguns deles apontam que uma criança que foi ouvida, teve exemplos positivos e contou com pais que foram empáticos e que entenderam as necessidades dessa criança, provavelmente não se tornou um adulto com questões de baixa autoestima, ou como chamamos, feridas narcísicas”, diz Roberto.
Essa é uma das possibilidades de origem de problemas de baixa autoestima e pode ser resolvida em acompanhamento com psicólogos e psicanalistas.
5. A baixa autoestima também pode surgir na adolescência e até na vida adulta por conta de padrões inalcançáveis de vida.
Segundo a professora do Instituto de Psicologia da USP, Leila Tardivo, “a autoestima é sim algo que se constrói desde cedo, porém não se pode culpar apenas os pais”. “Durante a adolescência é muito característica a necessidade de pertencimento e na vida adulta também temos que entender que não adianta você tentar seguir padrões estéticos e sociais inalcançáveis”, diz Leila.
6. Como um bola de neve de problemas, ela pode virar um quadro de depressão.
Nem todo mundo que sofre de baixa autoestima tem depressão, porém ela pode ser um dos componentes da doença e deve ser observada independente de qual seja o caso.
“As pessoas confundem baixa autoestima com um sentimento de insatisfação. Quando esse descontentamento não está associado a uma coisa específica, como um nariz que incomoda, ou um pequeno sobrepeso, passa a ser um problema grave e pode ser sinal de um quadro depressivo”, diz Fernando.
Leila completa afirmando que “é possível entender a baixa autoestima como um sintoma de depressão quando a pessoa se sente constantemente derrotada, infeliz, e insatisfeita. Esses sentimentos vão piorando a situação porque favorecem ainda mais o fracasso individual”.
Nestes casos, é indicado a busca de auxílio profissional como psicólogos e psiquiatras.

7. O primeiro passo para melhorar a autoestima é buscar o autoconhecimento.


“Todo investimento que a pessoa fizer em si é muito importante. O indivíduo pode criar sua própria autoestima através de investimentos como o cuidado com corpo, com a alimentação, investimento em educação e bons trabalhos”, aponta Roberto.
É preciso lembrar porém que a baixa autoestima é também uma questão interna. “Não é só uma questão de aparência. Se mudanças como peso e maquiagem ajudarem você a se organizar internamente, ótimo, do contrário só as transformações físicas não vão ajudar”, diz Leila.

8. Pequenas metas são ideias para melhorar a autoestima.


“Estabelecendo pequenas metas a pessoa passa a desenvolver segurança a medida que consegue ver o desenvolvimento delas. Se por exemplo alguém quer fazer exercícios físicos, pode começar andando uma quadra, na semana seguinte duas, depois de alguns meses começar a correr e assim vai. Cumprir pequenas metas vai gerando um ciclo virtuoso”, afirma Fernando.

9. Não tem problema se afastar de quem não está te ajudando (ou te puxa para baixo).


Fernando diz ainda que “se cercar de pessoas positivas que veem o lado bom das situações e da sua personalidade é essencial para a melhora da autoestima. E não tem problema bloquear quem te deprecia, que te coloca pra baixo”. E o mesmo vale para ambientes. “Isso não quer dizer ficar recluso, mas sim escolher quem ajuda e não quem critica”, diz.

10. Caso você conheça alguém que aparenta sofrer de baixa autoestima, seja companheiro e compreensivo.

Leila diz que “não adianta ficar apontando as falhas e defeitos em quem tem baixa autoestima”. Roberto complementa que “um bom vínculo, seja namoro, casamento ou amizade, é essencial para promover o ser humano, portanto é interessante que quem sofra de baixa autoestima tenha suporte de quem está próximo”.
Fernando indica que esse suporte pode ser feito por meio de conselhos e convites. “Se você percebe que um amigo sofre de baixa auto-estima, convide ele para fazer atividades. Se ele quer emagrecer, proponha caminhadas divertidas, se ele quer ganhar mais conhecimento, proponha cursos”, diz. Não pressione, vá junto e dê apoio de forma objetiva. “As pessoas precisam de um estímulo amigo e de um exemplo, muito mais do que falar, é legal ir junto!”, diz Fernando.

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Síndrome de Burnout: E quando o profissional de psicologia adoece?

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Muitas vezes, a carga emocional presente nos relacionamentos no ambiente trabalho são tantas que, em algum momento, o profissional se vê diante de uma sobrecarga que não mais suporta. Em decorrência, acaba exausto emocionalmente, distanciado afetivamente das pessoas com quem trabalha e perde a satisfação que antes encontrava na atividade laboral , e o psicólogo não está isento desta síndrome.


Essas alterações fazem parte de um quadro específico que tem sido alvo de muitos estudos recentes: A Síndrome de Burnout.
Definição
A Síndrome de Burnout é definida como uma síndrome psicossocial surgida como uma resposta crônica aos estressores interpessoais ocorridos na situação de trabalho.
É um problema complexo, afetando a saúde física e psíquica de muitos profissionais que lidam diretamente com pessoas, como por exemplo: profissionais da saúde, professores, policiais, atendentes de telemarketing, profissionais do judiciário, executivos, entre outros.
Tem desenvolvimento lento e gradual e quando os profissionais procuram ajuda o desgaste é muito intenso e a saúde física e mental já se encontra comprometida.
Desenvolvimento
O quadro desenvolve-se a partir de três dimensões características: a exaustão emocional, a despersonalização e a baixa realização pessoal.
A exaustão emocional é o traço inicial da síndrome e está relacionada ao esgotamento dos recursos emocionais do indivíduo; a falta ou carência de energia e entusiasmo; aos sentimentos de frustração e tensão, sendo que o profissional não se sente mais capaz de dispensar a mesma energia de antes.
A exaustão é consequência da sobrecarga emocional e do conflito pessoal nas relações no trabalho.
A despersonalização, aparece como consequência da exaustão emocional. Por não mais conseguir lidar com os sentimentos vividos nas relações interpessoais no trabalho, o profissional, desenvolve uma insensibilidade emocional, sendo que o mesmo passa a tratar seus clientes/alunos/pacientes e colegas de trabalho como objetos e de forma fria, impessoal e massificada.
Surge uma dificuldade para lidar com os sentimentos e emoções e uma diminuição dos contatos pessoais para evitar a angústia.
O desenrolar desta difícil situação faz com que o profissional diminua seu desempenho e eficácia no trabalho. Com isso, há o desenvolvimento da terceira dimensão da síndrome: a baixa realização pessoal.
Passa a existir um declínio dos sentimentos de competência e êxito e da capacidade de interagir satisfatoriamente com as pessoas, que cede lugar a sentimentos de incompetência e frustração. O profissional passa a ter uma auto-avaliação negativa associada à insatisfação e infelicidade com o trabalho.
Sintomas, Fatores desencadeantes e Consequências
Os sintomas da síndrome são os mais variados, compondo sintomatologia física, psíquica e comportamental.
Entre eles podemos destacar: fadiga, cefaleias, distúrbios gastrointestinais e cardiovasculares, humor deprimido, irritabilidade, isolamento, ansiedade, baixa auto-estima, impaciência, negativismo, rigidez e consumo de álcool e substancias psicoativas em geral.
Está relacionada a diferentes fatores desencadeantes, sejam eles internos ou pessoais (como personalidade, crenças, aspectos sócio-demográficos, história de vida, presença de recursos de enfrentamento, etc) ou externos ou organizacionais (como condições de trabalho, características da organização, etc).
Influência na qualidade de vida do profissional que a desenvolve, aumentando o risco de episódios depressivos, abuso de substâncias e tentativas de suicídio. Interfere negativamente na qualidade dos relacionamentos com pacientes/clientes/alunos e equipe e afeta a qualidade dos serviços prestados. Aumentam as taxas de absenteísmo e de abandono do trabalho.
Superando a Síndrome de Burnout
Se você se identificou com a descrição feita até aqui, o primeiro passo para a superação do problema é buscar ajuda profissional!
Neste caso, a procura com profissionais especializados (médico e psicólogo) é o mais indicado.
A Psicoterapia ajudará a identificar as raízes do problema e a encontrar os recursos necessários para lidar de maneira mais saudável e equilibrada com as demandas laborais e relacionais.
O uso de técnicas de abordagem corporal e/ou expressivas aliadas a psicoterapia podem ser de grande valia.
Outra dica importante é a melhora dos hábitos de saúde e qualidade de vida.
Busque atividades prazerosas e de relaxamento para diminuir a tensão.
Procure ter uma vida social e afetiva mais rica e evite centrar sua vida somente no trabalho.
Buscar supervisão com profissionais mais experientes, grupos de apoio e suporte emocional também podem ajudar. Eles te tiram da solidão e isolamento, despotencializam a ansiedade e podem ampliar sua visão do problema.
A capacitação profissional também é importante neste caso. Voltar a estudar amplia os conhecimentos técnicos e pode te ajudar a ter novos recursos para lidar com as situações no trabalho.
Quanto mais preparado você for, mais hábil para lidar com os desafios laborais e relacionais você estará!

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Alerta: A geração de pessoas que se sabotam emocionalmente

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Aí você conhece uma pessoa que parece incrível. Vocês conversam sobre tudo, fazem todos os passeios imagináveis, viram madrugadas em confissões e gargalhadas e têm uma química nunca antes vista na história da humanidade. Tudo parece perfeito, até que aquela pessoa começa a sumir, deixando você sem entender o que aconteceu. Você tenta respeitar o espaço, deixa a pessoa respirar, até que um dia, por não entender o que teria acontecido de errado, você chega com a pessoa e pergunta o que houve. E aí ela diz que não tem como continuar porque não quer se envolver.


Você acha aquilo estranho: afinal, se não queria se envolver, então por que dizia que era uma sorte grande ter te encontrado? Se não queria se apegar, então por que dava bom dia todo santo dia? E por que se preocupava em ser uma pessoa tão carinhosa mesmo tanto tempo depois de as primeiras transas terem acontecido? Nada disso faz sentido, não é mesmo?
Você fica sem entender o que aconteceu, vai investigando, até que a pessoa diz ou que teve um/uma ex que deixou traumas ou que gosta muito de um outro alguém, mas esse alguém não sente o mesmo por ela.
Nessa hora, você pode se sentir como se não fosse uma pessoa boa o suficiente para fazer com que esse alguém que você gosta deixe para trás os traumas e o passado. Você pode sentir um forte sentimento de rejeição, capaz de abalar até a mais inabalável das seguranças. Mas de uma coisa você precisa ter a mais absoluta certeza: tudo isso não é problema seu. Você não tem culpa se a pessoa que você gosta é uma das milhares de pessoas que se sabotam.
Se o outro prefere ficar se sabotando, é problema dele. Se ele não quer se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente de tudo o que ele já viveu antes, é problema dele. Você não tem nenhuma culpa ou responsabilidade pelas escolhas das outras pessoas, independentemente de quais sejam elas.
Infelizmente, vivemos em uma geração de pessoas covardes, que se envolvem, mas depois ficam afastando os envolvimentos porque preferem ficar se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, você também já deve ter feito. E sabe por que tanta gente faz isso? Porque é mais fácil ficar em uma zona de conforto de auto-piedade, reclamando que os traumas deixaram marcas ou dizendo “Ninguém me ama, ninguém me quer”. Mas tudo isso não é problema seu, amig@: é problema da pessoa. É problema dela se ela só se permite se apegar a sentimentos tão pequenos de mágoa, rancor, egoísmo e pena de si mesma.
Todos nós somos imperfeitos, mas nem as suas piores imperfeições justificam que alguém faça isso com você: se envolva, te trate como se fosse ser algo para valer e depois decida ir embora sem dar explicações. Mas, se essa pessoa quer sair da sua vida, deixe que ela vá embora. Você não merece alguém tão covarde.
Do outro lado da mesa
Agora, se você que está aí do outro lado se identifica com o perfil do covarde, pense no que você está fazendo com a sua própria vida. As pessoas são diferentes. O trauma que você teve com uma não necessariamente vai se repetir com outra. Cada um é de um jeito, e, consequentemente, as experiências que você terá com cada pessoa serão diferentes. Pense em todas as pessoas legais que você deixou passar pela sua vida por esse medo de se envolver. Até quando você vai ficar se sabotando por puro medo?
Eu sei que ninguém está dentro de você para saber o que você está sentindo. Ninguém está aí dentro para saber o quanto aquela rejeição te doeu e você tem todo o direito de sofrer o quanto achar que tem que sofrer. Mas pense comigo: se você não está preparado para se envolver, então não prolongue as coisas. Não tenha atitudes que deem brechas para que o outro crie expectativas. Quer beijar? Beije, mas deixe claro que você só quer o beijo. Quer transar? Transe, mas seja sincer@ e diga que você só quer isso. Quer só uma companhia para não se sentir sozinh@? Ok, todo mundo tem suas carências, mas deixe tudo bem claro para a outra pessoa. Será uma escolha dela se ela decidir ficar com você mesmo nessas condições. Mas ela precisa saber o que, de fato, está acontecendo.
O problema não é você viver o seu luto, mas sim iludir a pessoa e sumir do nada, sem dar nenhuma explicação, fazendo com que ela pense que o problema é com ela, que ela fez algo de errado. Seja uma pessoa adulta o suficiente para assumir as consequências dos seus atos.
Inclusive a de talvez, daqui a algum tempo, estar aí se remoendo porque não deixou que a Júlia ou o João entrassem para valer na sua vida e te mostrassem que o presente e o futuro podem ser completamente diferentes do passado.

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O que há por trás da irritação frequente?

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Por trás de toda irritação há algum grau de frustração. Nós nos irritamos porque nos sentimos incapazes de controlar alguma situação ou pessoa. Isso é claro. Também é claro que todos nós, absolutamente todos, temos momentos de mau humor de vez em quando. Pequenas explosões de caráter que podem ser muito saudáveis quando são originadas por uma causa razoável.
Mas o que acontece quando a irritação não acaba? Quando permanecemos quase todo o tempo com a testa franzida, os olhos entreabertos e procurando alguma briga? Será que pertencemos a esse grupo de “resmungões por natureza” ou há algo mais aí?
A resposta é uma só: por trás de uma irritação frequente, há mais do que uma frustração passageira; o que se esconde é uma depressão encoberta.


A irritação crônica

Em algumas ocasiões, o mau humor não é algo de momento, mas se estende por semanas, meses ou anos. Às vezes, o incomum não é que tenhamos esses incêndios repentinos em nosso caráter, mas sim que consigamos manter a serenidade. A irritação vai se transformando em nossa maneira normal de ser diante da vida. Tudo nos incomoda, ficamos irritáveis e perder a calma é o que acontece com mais frequência.
Nesse caso, a irritação não está direcionada contra uma pessoa ou uma situação em particular. A pessoa simplesmente sente tudo o tempo todo, experimentando intolerância, aborrecimento e tédio.
Por sua vez, expressa-se por meio das atitudes clássicas: gritar, permanecer inquieto, tenso, ter sempre à mão um comentário de auto-desqualificação ou de crítica para os demais. Fisicamente, manifesta-se por meio do cenho franzido permanentemente, problemas digestivos e, muito provavelmente, dificuldades para dormir adequadamente.
Se esse é o seu caso, o mais provável é que não esteja irritado com o mundo: na realidade, está irritado consigo mesmo.
As razões que lhe impulsionaram a criar inimizade internamente com o que você é certamente tem a ver com os modelos mentais que gerencia inconscientemente. Há parâmetros que você escolheu para avaliar a si mesmo, sem ter muito claro o porquê, e que só estão servindo para reprovar a si mesmo mais uma vez. Também há experiências não resolvidas em seu passado. Por isso você se irrita, mas não sabe.

O fogo e a chama

Não é o caso de entrar e analisar aqui todas as possíveis razões pelas quais você decidiu se transformar em um dos seus piores inimigos. Está na profundidade da sua mente, no mais remoto da sua história. Mas o que, sim, podemos esboçar é pelo menos uma pergunta “por que são tão válidas as razões que o levam a manter-se irritado?”
Esqueça os demais, porque eles nunca vão se comportar exatamente como você quer ou pensa que devem se comportar. Os outros são somente uma desculpa que você utilizou para poder expressar a sua irritação. Não são as suas falhas, nem a crise econômica, nem a tensão bélica na Coréia que lhe deixam irritado.
Simplesmente, você tem uma ideia do “dever ser” na vida e não consegue se ajustar a ela. Isso faz com que se sinta terrivelmente mal; você não só se julga severamente, mas também se culpa e se atormenta. Paradoxalmente, seu ego gigantesco não o permite que se compreenda, nem que se perdoe.
A ira é como um fogo interno que arde. Um elemento capaz de dar calor ou de arrastar o que se encontre pelo seu caminho. Essa raiva indefinida é também uma força interna da qual não conseguiu se apropriar. Pode ser o motor de grandes ações, mas também a brasa onde se consomem os melhores momentos da sua vida.
Há um assunto que está pendente com você mesmo, não com os demais. Você deve resolvê-lo e, provavelmente, precisará de ajuda para isso. O que está esperando?

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