VOCÊ VAI FICAR MAIS VELHO, MAS NÃO NECESSARIAMENTE MAIS SÁBIO

0

A sabedoria não consiste em não cometer erros, e sim em descobrir a melhor maneira de sobreviver a eles, mantendo intactas nossa sanidade e nossa dignidade.



As pessoas acreditam que, ao envelhecer e adquirir experiência, automaticamente se tornarão mais sábias. Sinto muito, mas isso não  é verdade. Em geral, continuamos sendo tão tolos quanto antes e fazendo uma porção de besteiras. Podemos aprender com a experiência e não cometer os mesmos erros, mas sempre existirá um suprimento bastante grande de erros novos, esperando a primeira oportunidade para nos passar a perna e nos derrubar. O segredo é aceitar esse fato e não ficar se recriminando a cada vez que errar. Seja gentil com você quando fizer alguma bobagem.

Perdoe a si mesmo e aceite que isso faz parte da vida: você está ficando velho, mas nem um pouco mais sábio.

Quando olhamos para trás, conseguimos identificar nossas falhas, mas com frequência deixamos de perceber as armadilhas que estão à nossa frente. A sabedoria não consiste em não cometer erros, c sim em descobrir a melhor maneira de sobreviver a eles, mantendo intactas nossa sanidade e nossa dignidade. 

Quando somos jovens, ficar velho parece uma coisa que só acontece com nossos avós. Mas a velhice acaba chegando para todos nós e não temos escolha senão abraçá-la e seguir em frente. Não importa o que fizermos, vamos envelhecer. E, à medida que a idade avança, mais rápido parece ser esse processo. 

Podemos encarar a questão da seguinte forma: quanto mais velhos ficamos, mais problemas já enfrentamos em diversas áreas. Mas sempre haverá situações em que não saberemos como agir e acabaremos tornando decisões equivocadas, entenderemos tudo errado ou entraremos em pânico sem necessidade. Quanto mais flexíveis e aventureiros formos, quanto mais estivermos dispostos a abraçar a vida, mais avenidas teremos para explorar e, naturalmente, mais oportunidades de cometer erros também. 

Desde que você esteja atento aos erros do passado e empenhado em não repeti-los, não há muito mais a fazer. Mas não se esqueça: se uma regra serve para você, também se aplica a todos ao seu redor. Como você, seus parentes e amigos estão ficando mais velhos, e nenhum deles está se tornando particularmente mais sábio. Quando aceitar isso, terá maior capacidade de perdoar e será mais gentil com os outros e consigo mesmo.

Por fim, realmente o tempo cura tudo e as coisas melhoram com a idade. Afinal de contas, quanto mais erros você cometeu ao longo da vida, menor a probabilidade de se deparar com outros diferentes. A melhor coisa é cometer a maior quantidade de equívocos e superá-los enquanto se é jovem, porque assim haverá menos para aprender mais tarde . A Juventude é uma oportunidade para que você faça todas as bobagens a que tem direito, a fim de tirá-las do seu caminho.




Continue lendo este Post »

Conheça 6 transtornos com nomes inspirados em personagens da literatura

0

Caso personagens da literatura fossem parar no divã, suas histórias certamente intrigariam qualquer psiquiatra. Para além de aventuras e desventuras vividas nas páginas, estas personas literárias estão cheias de entrelinhas, conflitos, nuances e contradições. Não por acaso, o mundo literário se confunde com o mundo real no momento do diagnóstico: conheça 6 transtornos com nomes inspirados em personagens da literatura:

1. Síndrome de Alice no País das Maravilhas

alice1
Não é preciso seguir o coelho branco para visitar o estranho País das Maravilhas – para algumas pessoas, essa viagem faz parte do dia a dia. Em 1955, o psiquiatra J. Todd descreveu esta condição neurológica que compromete os sentidos e a percepção, e tem efeitos que muito se assemelham às experiências da personagem do escritor Lewis Carroll. No livro, de 1865, Alice cresce e encolhe com ajuda de alguns cogumelos alimentos e bebidas que encontra pelo seu caminho. É assim que os afetados pela síndrome se sentem: o doente fica confuso em relação ao tamanho e forma do próprio corpo, sentindo que está aumentando ou diminuindo de tamanho, por exemplo. A confusão também se dá quanto aos formatos e dimensões dos objetos ao seu redor. A condição teria ligação com enxaquecas e com epilepsia, mas estudos que determinam suas causas ainda estão sendo conduzidos.

2. Síndrome de Peter Pan

peten pan 1

Em 1911, J.M. Barrie nos levou em um passeio pela Terra do Nunca, lar encantado de Capitão Gancho, de Sininho, dos Garotos Perdidos e, claro, de Peter Pan, o menino que não queria crescer. Não por acaso, é deste garoto levado que a psicologia pegou emprestado o nome para a condição descrita e popularizada pelo escritor Dr. Dan Kiley. A Síndrome de Peter Pan descreve adultos que nunca conseguiram dar adeus à infância. “Ele é um homem devido a sua idade e um garoto por seus atos”, descreve Kiley em livro publicado em 1983. Considerada uma psicopatologia, a condição ainda não foi incluída na lista de distúrbios da Organização Mundial da Saúde.

3. Síndrome de Rapunzel

rapunzel 1
Você com certeza se lembra dela: Rapunzel é a heroína do conto escrito pelos Irmãos Grimm e publicado em 1812. Inconfundível, a jovem princesa, aprisionada em uma torre sem portas ou escadas, possui loooongos e belos cabelos dourados. Como você pode imaginar, as madeixas também são uma parte importante da rara síndrome de mesmo nome, descrita em 1968. A Síndrome de Rapunzel está ligada à tricotilomania, transtorno que torna irresistível a vontade de arrancar os próprios cabelos e muitas vezes está associado também à tricofagia: a compulsão pela ingestão destes fios. O problema se agrava porque o corpo humano não é capaz de digerir o cabelo, que pode acabar se acumulando entre o estômago e o intestino delgado. Aí, já viu: caso essa grande massa (chamada tricobezoar, em “cientifiquês”) vá crescendo até chegar até o intestino delgado, acaba o obstruindo, tornando necessária sua remoção cirúrgica.

4. Síndrome de Dorian Gray

Dorian 1

Obcecado com sua aparência, Dorian Gray, o perturbado e narcisista personagem criado por Oscar Wilde, faz escolhas impensáveis para manter sua juventude eterna. O Retrato de Dorian Gray, publicado em 1890, inspirou a descrição da condição que aflige àqueles que também não lidam nada bem com a ideia do envelhecimento. Ainda não incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (a bíblia dos psiquiatras), a síndrome descrita no International Journal of Clinical Pharmacology and Therapeutics, em 2001, aponta uma das mais comuns “fontes da juventude eterna” procuradas pelos afligidos pela condição: cirurgias plásticas e drogas milagrosas que prometem esconder a passagem dos anos.

5. Síndrome de Huckleberry Finn

CARMAN26A/C/24JAN00/DD/HO CULTURE SHOCK BORN TO TROUBLE MARK TWIN PROJECT, BANCROFT LIBRARYHuck não teve uma infância feliz. O garoto, personagem de As Aventuras de Huckleberry Finn, livro escrito por Mark Twain em 1884, nunca conheceu sua mãe e era constantemente abandonado por seu pai.
Ao invés de ir para escola, Huck cabulava aulas e fugia de qualquer obrigação. E, segundo estudos, este tipo de comportamento na infância pode ter impactos ao longo da vida. Vem daí o nome da Síndrome de Huckleberry Finn, que faz uma ligação entre a infância problemática e atitudes erráticas na vida adulta – como a instabilidade profissional, por exemplo.
Segundo o Steadman’s Medical Eponyms, a condição seria despertada por sentimentos de rejeição.

6. Síndrome de Otelo

otelo 1
É verdade o que você ouviu por aí: o ciúme pode mesmo ser uma doença. O sentimento angustiante tem uma explicação clínica – é causado pelo medo da perda de um objeto amado. Até aí, tudo bem. Mas, quando o ciúme passa a gerar perturbações e sofrimentos sérios, deixa de ser considerado normal. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quem sofre do Transtorno Delirante Paranóico do tipo ciumento tem convicção, sem motivo justo ou evidente, de que está sendo traído pelo cônjuge ou parceiro. O ciúme patológico e delirante se enquadra na Síndrome de Otelo, cujo nome remete à obra escrita por William Shakespeare em 1603. Em Otelo, o Mouro de Veneza, o personagem-título é devorado pelas suspeitas infundadas de que sua esposa, Desdêmona, estaria o traindo. Se você não sabe como termina a história, uma dica: ninguém vive feliz para sempre neste conto.


Continue lendo este Post »

Mitos e verdades sobre o suicídio

0
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou,  uma cartilha com perguntas e respostas sobre as questões mais recorrentes sobre o suicídio. O texto trata o assunto, ainda tabu na sociedade, de maneira direta e desfaz algumas conclusões que, segundo a instituição, não correspondem à verdade. Uma delas é a de que conversar sobre o suicídio pode encorajar outras pessoas a cometer o ato.

De acordo com os dados da OMS, uma pessoa tira a própria vida a cada 40 segundos. São mais de 800 mil pessoas por ano no mundo todo. O casos de suicídio acontecem, em sua maioria, na faixa etária entre 15 e 29 anos e em pessoas acima de 70 anos. Os homens estão mais propensos do que as mulheres.
Porém, considerado uma epidemia mundial,  o suicídio pode atingir qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. O melhor caminho é a informação. Sempre.
Leia as dicas da OMS:
Mito: Pessoas que falam sobre suicídio não têm a intenção de se suicidarem
Verdade: As pessoas que conversam abertamente sobre o tema podem estar procurando suporte ou auxílio. Um número significativo de pessoas que se suicidam sofrem de ansiedade, depressão e falta de esperança, o que as leva a crer que não existe outra saída.
Mito: A maioria dos suicídios acontece repentinamente e sem aviso
Verdade: A maioria dos suicídios são precedidos de avisos verbais ou comportamentais. Há casos ainda em que o suicídio acontece sem qualquer aviso, mas é importante tentar perceber quais são os sinais e procurar por eles.
Mito: Alguém com propensão ao suicídio está determinado a morrer
Verdade: Pessoas com propensão ao suicídio agem de forma impulsiva. O indivíduo pode ingerir drogas, remédios ou pesticidas e morrer dias depois, quando já não havia mais a ideia de suicídio. O suporte emocional no momento certo pode ajudar.
Mito: Alguém que deseja se matar, vai continuar querendo se matar em todos os momentos
Verdade: O maior risco de suicídio acontece a curto-prazo e em situações específicas. Pensamentos suicidas não são permanentes e uma pessoa que já cogitou o suicídio pode continuar vivendo normalmente.
Mito: Conversar sobre suicídio é uma má ideia e pode ser encorajadora
Verdade: Por conta do estigma do suicídio, pessoas que tem pensamentos suicidas não sabem como ou com quem falar. Em vez de encorajar, conversar abertamente sobre o assunto pode dar tempo e opções para o potencial suicida de repensar e desistir da situação.
Continue lendo este Post »

Saiba como proteger seu filho contra a pedofilia

0

Nem sempre é fácil descobrir se seu filho está vulnerável 




Pedofilia é assunto sério. Todos os dias lemos nos jornais notícias sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes, casos horríveis que envolvem pais, padrastos, professores e até líderes religiosos. A violência pode vir de qualquer lugar e é isso que mais assusta.

Os pedófilos sabem agir de uma forma bem discreta, por meio de presentes e agrados, sem deixar rastros. Por isso, todo cuidado é pouco, o adulto costuma identificar o que a criança quer, o que ela gosta e do que ela precisa. Assim, se aproxima lentamente, criando a imagem de uma pessoa cooperativa, participativa e disposta a ajudar. Quando finalmente ganha a confiança da criança (e dos pais dela), parte para o “ataque”.

Não é de hoje que existem pedófilos e estupradores. Isso sempre existiu, mas antes as histórias ficavam entre quatro paredes ou eram abafadas pela família. De uns tempos para cá, as vítimas resolveram colocar a boca no mundo. Quanto mais denúncias aparecem, mais gente se sente encorajada a denunciar. E, claro, quanto mais esse assunto aparecer na mídia, mais as crianças ficam informadas e atentas.

A apresentadora Oprah Winfrey fez um a série de matérias sobre o assunto em seu programa, durante os meses de abril e maio de 2010. Nelas foi mostrado que meninos e meninas que reagiram ao ataques – gritaram, fugiram ou contaram aos pais – não sofreram abuso. Essas crianças escaparam porque sabiam o que estava acontecendo.
Há duas medidas fundamentais que os pais devem tomar. Em primeiro lugar, é muito importante conversar.

A melhor forma de prevenir é o diálogo. Claro que o tom da conversa vai depender da idade da criança. Se ela for pequena, diga que ninguém pode tocar em determinadas partes do corpo. Fale sobre o que é aceitável e o que não é. Assim, quando acontecer alguma coisa inaceitável (beijar na boca, tocar nos genitais), ela vai se manifestar.

Quanto maior a criança, mais aberto pode ser esse diálogo. Diga que ninguém é obrigado a fazer nada e trabalhe a auto-estima. Algumas meninas e sentem constrangidas em dizer ‘não”. Deixe claro que ela pode e deve estabelecer limites em relação ao seu corpo. O resto, “não converse com estranhos” e “não aceite nada de desconhecidos”, é óbvio! Diga, repita e insista nisso.
Em segundo lugar, preste atenção. Observe a relação de seu filho com outros adultos e fique de olho no comportamento dele. Se perceber alguma coisa diferente, como irritabilidade, ansiedade, tristeza ou comportamento sexualizado que não combina com a idade, você deve procurar um especialista. Um psicólogo vai identificar o problema.

Na maioria dos casos, a criança demora a falar do que aconteceu porque tem vergonha, acha que ninguém vai acreditar ou tem medo de levar uma bronca. É importante que aquela conversinha seja reconfortante para ela.

Um dos meios mais comuns de aproximação é a Internet. Por isso, lugar de computador é na sala. Como a criança sempre pode acessar da casa de um amigo, sem você por perto, oriente. Se estiver bem orientado, não vai deixar que estranhos se aproximem. Caso você desconfie de algum abuso, faça uma denúncia anônima pelo Disque 100. A ligação é gratuita.

É nosso dever proteger as crianças!

Continue lendo este Post »