segunda-feira, 22 de maio de 2017

23 Dicas para te motivar a ser uma pessoa melhor.


Você é alguém que gosta de crescer? Você busca constantemente melhorar a si mesmo e se desenvolver?


Veja abaixo uma lista com sugestões para te ajudar na sua caminhada.Algumas delas são passos simples que você pode tentar imediatamente. Outras são passos maiores que levarão um esforço consciente para agir. Aqui estão elas:


1. Onde a gente foca, aquilo floresce. Preste atenção onde você está focando.

2. Crie hábitos melhores e encare sua vida como um presente.

3. Agradeça a tudo e todos, até mesmo pela sua dor nesse momento e aqueles que te frustam.

4. Pergunte-se como você deseja se sentir nesse dia de hoje e faça por onde.

5. Veja este momento presente como o mais importante no mundo.

6. Só deixa na sua vida as coisas que você ama verdadeiramente.

7. Viva uma vida simples, menos é mais.

8. Foque na solução e não no problema.

9. Faça uma coisa de cada vez.

10. Lembre-se a vida é uma jornada e não um destino.

11. Aprenda a amar seu lado luz e seu lado sombra. Um não existe sem o outro.

12. "A vida vai nos dar o que a gente tolera". Pense nisso.

13. Faça algo pela primeira vez. Algo que você sempre quis fazer.

14. Leia um pouco todos os dias.

15. Perceba seus pontos cegos (sozinha ou com ajuda de outros).

16. Se afaste de pessoas negativas.

17. Faça terapia.

18. Passe menos tempos no celular. Aprecie a vista.

19. Tire pequenas pausas durante o dia e uma grande pausa a cada 30 dias.

20. Fique confortável com o desconforto até que ele se torne confortável.

21. Ame mais.

22. Perdoe seus pais.
23.Não crie expectativas. Se doe por inteiro.

domingo, 21 de maio de 2017

Privacidade, respeito e parceria: 7 diferenças entre relacionamentos saudáveis e tóxicos



Viver um amor legal, de verdade, não é fácil. Requer comprometimento, maturidade, respeito e uma série de detalhes que, no dia-a-dia, fazem toda a diferença. Se o relacionamento do casal é saudável e positivo, não existe medo ou retaliação; o outro entende, compreende, aceita e entrega na mesma medida, sem necessariamente “completar”. Afinal, todo mundo aqui nasceu e vai morrer inteiro, não é?


Mesmo assim, é fácil cair em um relacionamento tóxico, acreditando que tudo está às mil maravilhas. Cobranças, brigas sem sentido, proibições, falta de personalidade própria… Os sinais são sutis, mas existem e funcionam como um bom alerta do que está acontecendo por trás da fachada de comercial de margarina. Separamos  7 diferenças básicas entre amores saudáveis e tóxicos para quem está neste dilema. 


Hobbies e interesses pessoais


Quando começamos um novo relacionamento, hobbies e interesses pessoais precisam continuar existindo. Afinal, não nos tornamos uma pessoa completamente nova graças à outra metade da laranja, não é mesmo? Em relacionamentos tóxicos, quando o apego é muito forte, os parceiros deixam de viver a própria vida em função do outro. Estar com alguém assim e repetir o mesmo comportamento abusivo é cilada, garantem os especialistas. O certo é, na verdade, ter ao lado um ombro amigo, alguém capaz de estimular nossas descobertas, sonhos, desejos, loucuras e vontades.


Quantas personalidades você tem?

Entre amigos e familiares, você se vê muito mais à vontade para brincar, fazer piadas e interagir, sem medo de ser feliz. O problema é quando o parceiro, ainda que inconscientemente, controla esse seu lado brincalhão, fazendo com que você se sinta desconfortável para ser você mesma. Errado em muitos, muitos níveis. Ninguém aguenta viver com tantas máscaras e freios, gente. É apenas errado tentar mudar a própria personalidade ou comportamento em função do outro. Em relacionamentos saudáveis, as pessoas se curtem sem tanto medo e ressalvas, como tudo deve ser.


Poderes em equilíbrio


Quando o namoro ou casamento é bom, todo mundo tem o direito de ser ouvido e compreendido. Isso significa que ambos têm poder de escolha e decisão na relação, sem desequilíbrio. Nenhum é “maior” ou “melhor” que o outro. Esse balanço faz com que mesmo as coisas mais simples, como tarefas domésticas, sejam compartilhadas com respeito e igualdade entre o casal. Em resumo, você sabe que pode contar com o outro para fazer qualquer coisa, do mesmo jeito que estaria disposta a ajudá-lo em determinada situação. Relacionamentos saudáveis são horizontais, felizes e justos, na maioria das vezes.


Sabe aquela história de seguir os sonhos?


Estudar fora, fazer intercâmbio, conhecer o mundo inteiro, ter cinco cachorros e uma casa na praia… Todos nós carregamos uma porção de sonhos dentro dessa mochila pessoal que nos acompanha durante toda a vida. Quando encontramos alguém bacana, sem nenhum comportamento tóxico, as “mochilas” são combinadas e nós podemos buscar nossos sonhos de igual para igual, sem abrir mão de nada. Relacionamento é compromisso, parceria e compreensão. Se o outro só é capaz de colocar suas expectativas e sonhos para baixo, sem qualquer respeito, repense o que realmente vale a pena na relação. Talvez seja o momento de dar o ponto final.


Diferenças são muito bem-vindas


Não existe e nunca existirá alguém 100% compatível com a gente, com as mesmas qualidades, defeitos, vontades e gostos pessoais. Ainda bem, não é mesmo? Se fosse para namorar com um espelho, a gente nem saía de casa. Diferenças, quando conciliadas, podem representar uma baita oportunidade de crescimento e amadurecimento. O problema é quando ignoramos isso e tentamos, a todo custo, transformar a outra pessoa, desrespeitando o que nos difere. Em relacionamentos saudáveis, as diferenças não são só respeitadas, como celebradas pelo casal. É como eles mantêm a chama da curiosidade acesa.


Celular e computador sem senhas


Confiança é uma palavra bonita, mas pouco praticada em relacionamentos tóxicos. Você não deveria sentir medo de deixar seu celular ou computador desbloqueado por aí, como se o outro fosse bisbilhotar suas coisas a qualquer momento, em busca de algo errado que não existe – ou não deveria existir, claro. A privacidade de cada um deve ser respeitada, sempre; quando parceiros não cultivam essa confiança mútua, qualquer deslize ou desconfiança transforma-se na gota d’água.


Falando a real


Todo mundo erra, fala besteiras e está sujeito a magoar os que estão ao redor. Em relacionamentos maduros e saudáveis não é diferente. O importante, porém, é sentir que há espaço para o diálogo e para a compreensão, mesmo quando você admitir que o outro te machucou, de alguma fora. Não deve existir receio, insegurança ou temor; evitar esses tópicos só aumenta a mágoa, o rancor e a distância entre o casal, desgastando o relacionamento. Para funcionar, é preciso existir um canal de comunicação aberto entre os dois, para que toda situação complicada possa ser resolvida e devidamente superada.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

10 Lições de vida que todo mundo aprende mais cedo ou mais tarde


A vida é uma jornada incrível, recheada de aventuras, alegrias e tristezas… Mas, acima de tudo, a vida é uma grande “escola”, onde permanecemos em constante aprendizagem.


Selecionamos algumas das lições mais importantes que (mais cedo ou mais tarde) você irá aprender. Compreender esses “ensinamentos” é essencial para que a sua vida seja mais saudável e menos estressante!


1. Você não pode ter tudo o que quer


Saber lidar com a rejeição e o fracasso talvez seja uma das lições mais difíceis para a maioria das pessoas… Mas, uma coisa é certa na vida de todo mundo: nem sempre vamos ter aquilo que queremos!


Entender e aceitar as nossas limitações é importante para evitar uma vida baseada em amarguras e frustrações.


2. Você deve sempre tentar de novo!


Nem sempre conseguimos ter sucesso de primeira, por isso continue tentando!

Não tenha receio de fazer algo por medo de errar. Afinal de contas, temos duas opções: o “não” e o “sim”. O “não” já está garantido, então não custa nada tentar correr atrás do “sim”, certo?


3. Você não pode agradar todo mundo


Sempre existirá alguém que pensa e age a partir de princípios diferentes daqueles que você acredita… E daí?


Você não precisa concordar com o mundo, mas sim lembrar de ser sincero consigo mesmo. Este é um dos ingredientes básicos para ser feliz!


4. Você é responsável por aquilo que faz


Somos livres para falar e fazer o que quisermos, mas também somos obrigados a arcar com todas as consequências de nossas ações.


5. O dinheiro não soluciona todos os problemas


Como diz o ditado: “dinheiro não compra felicidade”. E a cada ano que passa você dá mais razão a esta máxima popular!


O dinheiro pode proporcionar alguns momentos de alegria e garantir um nível estável de conforto para a sua vida… Mas, nunca conseguirá resolver os seus problemas mais profundos, como a perda de um ente querido ou a rejeição de um amor, por exemplo.


6. Se permita ter um tempo para se curar


Quando o seu namoro chega ao fim, você sente que nunca mais voltará a se apaixonar por outra pessoa novamente, certo? Errado!


Procure ajuda quando necessário e se de um tempo para curar as “feridas do coração” e fazer com que um novo e emocionante capítulo comece em sua vida!


7. Ser respeitado é mais importante do que ser aceito


Como dissemos anteriormente, nem sempre será possível agradar a todas as pessoas… Mas, uma coisa é imprescindível: o respeito ao próximo!


As pessoas podem não aceitar o seu modo de ser, mas devem te respeitar e tratar com dignidade.


8. Para sermos felizes, temos que nos aceitar como somos! 


Você não precisa que o mundo te aceite para que seja feliz, mas sim apenas uma pessoa: você mesmo!

Aceite as suas peculiaridades, pois são elas que te tornam o ser humano especial que és!


9. A vida é uma “montanha-russa”


Existem momentos “mais altos”, onde imperam os dias de alegria e motivação, mas também existem períodos “mais baixos”, quando nos sentimos tristes e desmotivados…


A vida não segue uma linearidade, estamos em constante mutação, seja de sentimentos ou sensações. E quando você entende que esse é o “esquema da vida”, nota que não é tão mal assim… Afinal, a felicidade só existe porque também temos a tristeza.


10. Estamos sempre aprendendo com a vida…


Não importa se você tem 20, 30, 50 ou 90 anos, sempre existirá uma nova lição a ser aprendida nesta vida!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

8 dicas para deixar o passado para trás




Aprenda com o passado mas foque-se no presente e crie novas memórias. Viva agora, no hoje, neste momento.


Costuma ter noites sem dormir, preocupado com algo que aconteceu no passado? Todos o fazemos. Você não está sozinho. Lembrar experiências negativas pode ser doloroso e enquanto mantiver essa dor não será capaz de ver coisas positivas. É muito importante deixar o passado para trás. 


Seguem-se oito dicas para lidar com o passado:


1. Aprenda com o passado — mas não viva lá


Sim, aquelas experiências negativas que teve podem ser utilizadas para aprender — não importa o quão dolorosas foram. Reflita por algum tempo e tente entender como poderá beneficiar das mesmas. 

Você pode aprender com as suas experiências refletindo sobre estas questões simples:

 O que aconteceu? Enumere apenas os factos. Que emoções sinto? Anote-as. Como posso utilizar estes fatos para mudar o meu comportamento e os meus sentimentos?

 Depois de responder a estas perguntas poderá seguir em frente. Embora refletir durante algum tempo sobre o passado seja aceitável, viver no passado irá apenas manter pensamentos e sentimentos negativos. 


2. Expresse-se Não hesite em desabafar os seus sentimentos. 


Pode falar com a pessoa que o magoou (ou a quem você magoou), abrir-se com um amigo ou anotar as suas emoções negativas. Faça o que sentir que poderá ajudar. O mais importante é que isso será bom para a sua saúde. Edmund Bourne, autor do livro "The Anxiety and Phobia Workbook" (Livro da Ansiedade e da Fobia), avisa que conter os sentimentos leva a ansiedade, depressão, dor de cabeça e hipertensão arterial. Horsley, especialista em dor da OpentoHope, afirma: "Quando estiver a desabafar, certifique-se de que inicia frases com ‘Eu’. Descreva a profundidade das suas emoções e partilhe-as com alguém que irá ouvir sem julgar. Isto vai ajudá-lo a livrar-se da dor." 


3. Pare de culpar os outros


Fazer-se de vítima é mais fácil e, às vezes, agradável do que aceitar a verdade. O problema é que culpar os outros impede-nos de seguir em frente. É assim que nos queixamos da vida muitas vezes. O life coach Ruchika Batra também acrescenta no seu blog "Pick the Brain" (Escolha o Cérebro) que culpar os outros faz com que nos desvalorizemos a nós próprios. Batra avança: "Quando culpamos os outros entramos automaticamente numa zona negativa. Odiamos alguém ou um fator externo porque não somos capazes de ser donos da nossa própria vida."


 4. Foque-se no presente


 Um dos métodos mais eficazes para deixar o passado para trás passa por aproveitar o presente. Em vez de reviver o passado, e ficar absorto na sua negatividade, mantenha-se ativo e goze do momento atual. Aprenda uma habilidade nova. Medite. Faça exercício. Jante com um amigo. Faça novas amizades. Tente viver no presente, mesmo que esteja sentado à mesa olhando para as nuvens lá fora. Para atingir este estado de espírito repare no que está pensando e no que está sentindo ; reduza a cobrança pessoal, procure novas experiências e aceite os seus sentimentos — bem como situações negativas — como uma simples parte da vida. 


5. Desligue-se por um tempo


Permita a si mesmo algum tempo para limpar a cabeça. Afaste-se de determinada situação — distanciando-se das pessoas, lugares e coisas que fazem com que relembre o passado. Não precisa de fazer uma viagem pela Europa. Acampar, por exemplo, numa cidade-vizinha — sem acesso às redes sociais — é um bom exemplo. Vai ver que será mais fácil analisar o passado quando voltar. 


6. Pense nas pessoas ao seu redor


 Analise as pessoas que o rodeiam. Quem é negativo ou o influencia negativamente? Quem é que está tentando esquecer por se encontrar associado ao seu passado? Provavelmente terá de se afastar destas pessoas e fazer novas amizades - com pessoas mais positivas, que irão ajudá-lo a seguir em frente. Como encontrar pessoas novas? Pode, por exemplo, assistir a conferências interessantes. Não seja tímido.


 7. Perdoe as pessoas que o magoaram — incluindo a si mesmo


Se você ficou magoado com alguém provavelmente a última coisa que quererá fazer será perdoá-lo. No entanto, segundo Wayne Dyer, "Perdoar os outros é essencial para o crescimento espiritual.” Wayne Dyer elaborou um programa de 15 passos para ajudar as pessoas a perdoar. Destacando alguns: aceitar o passado, seguir em frente, chegar a acordo consigo mesmo, não adormecer irritado, ser bondoso e generoso; e assim por diante. Também deve ser capaz de se perdoar a si próprio. Ninguém é perfeito e todos cometemos erros. Em vez de se julgar pelos seus erros, foque-se nas lições que aprendeu. É mais fácil seguir em frente sem rancor ou ressentimento.


 8. Crie novas memórias


 Comece a criar novas memórias positivas para substituir as emoções negativas do passado. Passe tempo com as pessoas que o fazem feliz e faça coisas que lhe deem alegria. Criar novas memórias é muito melhor do que ficar preso ao passado. De facto, cientistas provaram que ter muitas memórias antigas faz com que seja mais difícil criar memórias novas. Elimine o passado sem medo. Está na hora de viver — agora. 


terça-feira, 16 de maio de 2017

A falta de convívio familiar e a dificuldade de exercer autoridade sobre os filhos são as principais falhas nas relações familiares atuais.


“Ele é assim e não há o que fazer”. “No meu tempo era diferente”. Essas frases são comumente ditas por pais ao professor e filósofo Mario Sergio Cortella. Ele lançou na última sexta-feira, 12, o livro Família – Urgências e Turbulências (Cortez Editora, 144 págs., preço sugerido R$ 38) em que aponta a falta de convívio familiar e a dificuldade de exercer autoridade sobre os filhos como as principais falhas nas relações familiares atuais.


O senhor fala que a atual geração de pais dá “toda voz” às crianças. A falta de tempo faz com que os pais optem por evitar confronto com os filhos?


A falta de tempo é uma das causas. Ela não é exclusiva, mas extremamente significativa. Afinal de contas, quando um casal inicia uma discussão, é preciso ter tempo para levá-la adiante e concluí-la, de modo a não sofrer alguma ruptura. A ausência do tempo de convívio leva a uma rarefação também do tempo de enfrentamento. Eu uso a palavra enfrentamento sem nenhum tipo de pudor. Porque toda relação de educação tem dentro dela um enfrentamento.


O senhor fala do medo dos pais em confrontar os filhos, de discipliná-los e entristecê-los. Há uma geração de pais com medo de exercer autoridade?


É uma geração que inverteu a relação. Afinal, quando tenho responsabilidade sobre alguém, tenho sempre de lembrar que ela está sob a minha ordenação, está subordinada a mim. Isso não significa que ela seja submissa ou inferior, mas que, do ponto de vista familiar ou legal, tenho responsabilidade por aquele cuidado. A sensação é que os pais se sentem responsáveis para que o filho seja feliz naquela circunstância imediata. É uma felicidade que não é construída e projetada para um aproveitamento mais adiante, é apenas imediata. Há um grande número de pais e mães que enfraqueceram a sua autoridade.


A preocupação excessiva de deixar as crianças em situações prazerosas e a dificuldade de imposição de limites as prejudica?


É uma ilusão imaginar que cabe aos adultos fazer com que crianças e jovens estejam o tempo todo se divertindo. Essa perspectiva hedonista, de uma energia movida apenas pela busca contínua do prazer, é muito danosa porque deforma o que temos de formar nas crianças. Uma grande parte dos jovens tem dificuldade de lidar com a recusa dos desejos. Uma parte dos filhos hoje é criada por pais que assimilam a ideia de que os desejos são direitos e, portanto, é preciso corresponder, outorgá-los. Essa condição, em que se procura o tempo todo dar conta dessas necessidades, enfraquece a nova geração.


Há uma busca muito grande dos pais hoje para oferecer aos filhos o maior número de atividades para que se destaquem. Temos hoje crianças muito estimuladas, mas pouco motivadas?


A motivação parte de dentro e o estímulo vem de fora. Pais precisam ser capazes de estimular a motivação na criança. Esse excessivo agendamento da vida de crianças e jovens, que os deixam quase sem tempo livre, tem uma perspectiva muito mais de preparação para um mundo de combate do que para uma formação densa de valores. Aliás, uma parcela dos adultos usa, em relação aos seus filhos, uma linguagem bélica: “Tenho de preparar meu filho para o combate”, “para a luta da vida”, “para a competição”. Como se a vida fosse uma corrida de 100 meros rasos com barreiras, em que você dispara e cai quase desmaiado no final. Não, a vida é mais como uma maratona. E temos de formar crianças e jovens para essa percepção: a maratona exige situações em que você economiza fôlego, acelera, recua.


Sempre é possível restabelecer uma boa relação com os filhos?


Claro. O pai que diz não ter alternativa assume a falência da capacidade de ação. Quem tem responsabilidade sobre alguém não pode desistir e, afinal, quem ama não desiste. Há pais que estão criando crianças soberanas e não autônomas. Também esquecem que a família não é uma democracia – um conceito político que se aplica a um conjunto de cidadãos com direitos iguais. Uma família pode ser uma estrutura participativa, mas não democrática. Pais e filhos têm os mesmos direitos no que diz respeito à dignidade humana, mas é preciso exercer autoridade. Dar a mesma autoridade à criança é uma responsabilidade que ela não pode carregar.


Procura-se mulher solteira para relacionamento ( sem filhos )


Entre as diversas homenagens que pipocaram na internet no último domingo (14), um texto chamou a atenção e foi compartilhado por milhares de pessoas no Facebook. Trata-se de um relato, atribuído a uma professora, de 27 anos, chamada Fernanda Teixeira. O perfil dela teria sido deletado da rede social depois que o post recebeu diversos comentários machistas. No texto, Fernanda conta o que aconteceu quando entrou no aplicativo de paquera Tinder e criou um perfil, com sua foto e descrição. Entre as informações, ela dizia que era mãe. Fernanda, então, reuniu algumas das respostas que recebeu dos homens que se interessaram a princípio. O resultado revoltou a web. Confira o post na íntegra:


(minha foto mais bonita)  

Fernanda, 27 anos  

Mãe  

Professora  

Militante  

Feminista  

Amor à culinária, literatura e aos amigos  

Ódio ao capital e aos de coração raso.



Essa é a minha descrição num experimento social, no meu perfil do Tinder. 

Depois de conversar mais uma vez com uma amiga sobre a relativização afetiva que as mulheres sofrem e como é isso pós maternidade, ela lembrou de um post que fiz um tempo atras, contando dos perfis no Tinder. Homens com fotos dos filhos, mulheres, nunca. Esconder a maternidade é necessidade. Ela, socióloga, propôs que reativássemos meu perfil e fizemos essas alterações. Foi uma semana forte. não fez bem pro meu ego, mesmo.


83 matchs masculinos. Homens entre 24 e 34 anos. Alguns (re)machs - praticamente os únicos que não me fizeram mal ao ler as mensagens recebidas (nem todos, também). todos homens que eu realmente me interessaria pela aparência física e/ou descrição e interesses em comum.


TOP 10 das bostejadas:  

1  

*Raul - 27 anos:  

-Oi gata  

-Oi. tudo bem?  

-Melhor agora.  

- ><  

-Que bom que você avisa que tem filho.  

-É? Por que?  

-Assim facilita e a gente não tem surpresa.  

-Como assim?  

-ah gata  

não se apaixona nem se desiludi  

- como assim?  

- vc é mãe  

já sei q n rola nd sério



2  

*Felipe - 31 anos:  

-Tu é mãe?  

ainda amamenta? <3  

- Oi. Tudo bem? Não mais, por que?  

- Nada não.  

(combinação desfeita, por ele)



3  

*Lucas - 28 anos:  

-...  

-então o seu filho está onde agora?  

- Em casa, comigo. por que?  

-Nossa.  

Você é bem feminazi esquerdista mesmo.  

coitada da criança com uma mãe p*ta dessas que fica procurando macho.



4  

*Lucas - 24 anos:  

- ...  

- Sou mais novo que vc  

-Sim. 3 anos. Isso é um problema grande?  

-n, n. é q vc é mãe, e eu procuro uma namorada  

-E?...  

-E que daí n dá, né  

-Por que? Sua mãe nunca namorou?  

-N fala da minha mãe  

vadia  

(combinação desfeita, por ele)



5  

*Markus - 25 anos  

-vc tem com quem deixar a criança? n sou chegado, mas achei vc gata.  

-oi? tu n é chegado em que?  

- Filho dos outros kkk  

- Tu tem a foto com uma criança!!!!  

- É meu afilhado.  

-Pra chamar mulher?  

- Siiim. da certo. Com vcs tbm?  

(combinação desfeita por mim, porque não tive mais estomago)



6  

*Marcos - 27 anos  

-...  

-Mas priorizei outras coisas na minha vida  

-Como assim? temos a mesma idade e tu tbm é pai  

-sou pq minha ex quis. acho q ela e vc n são iguais  

-Como assim?  

- Vim morar no sul pra fugir dela  

- E do teu filho?  

-tbm. ela engravidou de gosto  

-hmmm. Quantos anos vcs tinham?  

-Ela 17 e eu 26  

- Tu recém foi pai então?  

- ahan  

- meu, tu é quase 10 anos mais velho que ela. Acho q ela n queria engravidar e ter um filho sozinha em SP  

- mas ela n se cuidou  

n tenho muito a ver com isso  

(combinação desfeita por mim, por motivos óbvios)7  

*Ivan - 34 anos  

-Divorciada?  

-Oi. Tudo bem contigo? Sim, sou separada. Por que?  

-É que mulher com filho a gente pergunta né  

- Por que?  

-Se n casou é que n vale muito  

- Como assim? tu vai vender a mulher? Quanto é que ta o @ da mulher no século XXI?  

- Li teu perfil até o final agora  

vc é feminista  

raça ruim eim  

o corno que deve ter te dado um pe na bunda pq tu n se depila



8  

*Renan - 26 anos  

-...  

- mas vc foi irresponsável  

- Fomos um pouco, mas levo uma vida normal.  

- e vc cria seu filho sem pai?  

-Não. meu filho tem um pai, que ama muito ele.  

Nao entendi a colocação.  

- alem de mãe e bura kkkkkkk  

- Burra? Além de mãe? Por que? Tu tem problemas?  

- Problema tem tu q tem filho e fica no tinder catando outra barriga  

feminista suja  

professor ainda kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk



9  

*Tarciso - 31 anos  

-...  

- Sou marinheiro e busco apenas aventuras.  

- hmmm  

- Você ser mãe facilita as coisas  

- Por que?  

- Porque não precisamos fingir engenuidade e podemos pular os cortejos.  

-INgenuidade, querido.  

- Vá se f*der  

sozinha kkkk



10  

*Elton - 29 anos  

-... eu concordo com esses caras na verdade  

- tu concorda com os absurdos que disse que já ouvi por ser mãe?  

- ué, vc ficou solteira pq quis e parece esperta  

- e???  

- e que todo mundo sabe q ngm leva a sério mulher com filho  

- Por que?  

-p q se ja teve filho e ta solteira boa coisa n é  

- Então todas mulheres divorciadas são péssimas pessoas e péssimas mães? e as que são mães solo porque o cara fugiu?  

- N. minha mãe tbm se divorciou quando eu era criança pq meu pai batia nela  

- ela foi uma mãe ruim?  

- N né  

minha cora é minha vida  

- Quantos anos ela tinha quando isso aconteceu?  

- Ela tinha 26 e eu 5  

- Eu e sua mãe fomos mães com a mesma idade e nos separamos também com quase a mesma idade hehehe 

(match desfeito, por ele)


Quando se fala em irresponsabilidade social e abuso afetivo sobre as mulheres, negligenciar essa cultura da misoginia acerca da maternidade é ser canalha. A solidão da mãe é vista como obstaculo para tornar aquela mulher forte. Nós não queremos esses obstáculos. Ninguém quer. Essa cultura coloca todos os dias milhões de mulheres numa posição que facilita a exposição aos abusos.

Logo depois que me separei, passei por vários "relacionamentos" que tinham um traço forte em comum: Todos homens que me relacionei me esconderam socialmente. O primeiro homem que me assumiu socialmente, no entanto, era mais um dos abusadores emocionais que estão por aí. E eu caí, como uma presa, em mais um relacionamento abusivo porque estava recebendo atenção. Fingia estar bem, feliz, que tudo era flor amor e gratidão, mas a gente aprende a disfarçar bem e evitar perguntas. Enlouqueci, literalmente.

Hoje sigo no limbo social e emocional que nos colocam, fingindo que sou forte e que está tudo bem.

Não está.

Esses diálogos nojentos aí em cima provam que nada está bem.

O meu estado "civil" no momento não importa pra ninguém porque essa não é a questão desse experimento e do futuro artigo. Meu estado emocional e o estado emocional de todas as mães que escondem sua maternidade no primeiro momento para evitar fetichização e conseguir atenção afetiva, sim.

Ser mãe não é amar incondicionalmente e abrir mão da vida social/sexual/amorosa; nem desfazer planos, nem se privar da carreira, nem se privar de todos os sonhos e planos traçados. Isso é ser submissa à alguém. Ser mãe é ser responsável pela vida de um terceiro, eternamente ligado a ti. Nutrir o crescimento desse ser da melhor maneira que conseguires e se esforçar muito pra que tudo de certo pra ele, em primeiro lugar.

Sempre que se fala da mãe, se fala dela como algo terceirizado, como uma entidade atrelada ao filho de uma maneira submissa. Isso é desumanizador.

Espero que esse experimento e esse textinho facebookiano ajude a elucidar a posição que todos vocês acabam nos colocando dentro dessa estrutura patriarcal e misógina.

Ser mulher não é fácil.

Ser mulher e mãe, menos ainda.

Ser mulher, mãe e reivindicar uma vida social fora dos padrões patriarcais, é enlouquecedor.

Na luta da mulher mãe, a resposta é essa mesmo: Não há ninguém perto de você, só seu filho.

Feliz dia das mães. Comprem um presente pras suas, aliviem a culpa e reflitam o quanto de abuso emocional elas já sofreram por serem mães de vocês.

Pai, marido, irmão, cunhado, chefe, amigo, namorado, colega... todos já foram abusivos e/ou negligentes de alguma forma.

Pensem em quantas mulheres permanecem em relações falidas e criminosas com medo da solidão.

Mãe de bicho lê/ouve coisas como essas todos os dias? Alguém já deixou de te assumir porque vocês tem um gato e dois cachorros em casa? Você sofre abuso emocional em todos os meios que vive e circula, inclusive o familiar, por ter bichos e ama-los muito?

Eu queria ter escrito mais, muito mais mesmo; mas não deu. Prefiro manter minha saúde emocional minimamente estável no dia de hoje porque sei que tem muita mulher que aguenta firme coisas muito piores. Reconheço meus privilégios.

*os prints das conversas não foram postados porque a intenção não é transformar isso aqui num álbum de nojeiras. As conversas foram transcritas, mantidas abreviaturas e corrigidas falhas de digitação. Os nomes e idades também foram mantidos.

*não foram vinculadas fotos do meu filho nem seu nome foi exposto em nenhum momento. foi apenas informada a maternidade.

*as mulheres na mesma condição que eu sabem identificar cada frase e contexto, porque certamente passam por isso diariamente.

*não somos menos mães por nada disso.

*não amo menos meu filho por entender que ele não é minha propriedade e eu não sou propriedade dele.

*também vivo em processo de enfrentamento familiar constante por negar o padrão. A luta também acontece no âmbito familiar, por mais massa que seja minha família.




Fonte