terça-feira, 21 de março de 2017

Rejeitados pelo mercado de trabalho, amigos com Sindrome de Down abrem pizzaria de sucesso


Rejeitados pelo mercado de trabalho, estes amigos que têm em comum o Síndrome de Down juntaram-se e abriram o próprio negócio. Passado pouco tempo já não têm mãos a medir com tanta clientela! Conheça esta magnífica história de empreendedorismo mas acima de tudo, de coragem:

Muitos dos nossos jovens até que têm ideias e muita vontade de trabalhar, alguns deles lutam pelos seus sonhos e muitas vezes acabam por ter um enorme sucesso no mercado de trabalho. Um grande exemplo disso é a história que hoje vos trazemos, uma daquelas histórias que dá um enorme prazer partilhar!

Em San Isidro, na Argentina existe uma empresa chamada “Los Perejiles”, é uma pizzaria mas que também prepara canapés e outros petiscos para venderem para eventos, essa empresa está a ter um enorme sucesso na Argentina e cada vez tem mais clientes! Você só tem de ligar e eles deslocam-se ao evento, preparam toda a comida e no final arrumam e deixam tudo conforme estava, limpinho e arrumado.

A ideia partiu de 6 amigos que sofrem de Síndrome de Down e que apesar de terem muita vontade de trabalhar, não conseguiam arranjar emprego no mercado de trabalho. Então eles tomaram uma decisão radical, sabendo que tinham potencial, juntaram-se a abriram a sua própria empresa. Eles anunciaram a empresa conforme podiam, nas redes sociais e distribuindo panfletos, e ao fim de apenas 2 meses no activo eles já tinham mais de 25 eventos agendados!

Telam Lopez, professor e que ajudou voluntariamente estes jovens a lançarem o projecto afirmou: “Los Perejiles começou a nascer quando explicámos às mães desres meninos as dificuldades que eles iriam ter no mercado de trabalho, porque os meninos iam para um colégio especial supostamente os formariam para o mercado de trabalho, mas que no final acabam sempre por ali, sem conseguir emprego embora com formação”.

Uma das grandes qualidades desta empresa é a organização, sem sombra de dúvida. Para qualquer evento que são contratados os “Prejiles” chegam lá com as suas ferramentas de trabalho e os ingredientes necessários. Lá, distribuem as tarefas entre si, e até agora contam que ninguém fez perguntas estranhas, nem sentiram olhares desagradáveis, antes pelo contrário sempre têm sido tratados com muito respeito.

Acima de tudo estes jovens deram uma grande lição a todos aqueles que lhes recusaram um posto de trabalho! Eles são tão competentes como qualquer outra pessoa, e não precisam da piedade de ninguém para vingarem no mercado de trabalho. Há males que vêm por bem, e neste caso ainda bem que ninguém lhes deu trabalho noutra empresa!

Pode acompanhar a história destes 6 corajosos na sua página no Facebook : https://m.facebook.com/Losperejileseventos/


Prestando atenção em como nos fazemos presentes

A maneira como nos fazemos presentes - para onde direcionamos nossa atenção - está integralmente relacionada à realidade que percebemos como verdadeira. Durante a maior parte de nossa existência, temos vivido dentro de uma determinada faixa repetitiva e estreita de atenção. Como consequência, sentimos tédio e mesmo um certo entorpecimento. Muitas vezes vemos até abrir-se um espaço fora desses hábitos, mas raramente nos sentimos capazes de acessá-lo.


Nossa atenção está habituada a muitos planos: temos uma gama repetitiva de emoções às quais voltamos continuamente; um caminho estreito e viciado de usar nossa visão; uma audição de extensão limitada; um sistema de crença que reduz nosso campo de percepção... e a maneira como processamos tudo isso intelectualmente, o que reforça nossa visão do mundo.

Muitas vezes, uma "crise de meia idade" - ou outros tipos de lutas quando adultos -, estão relacionadas à uma postura limitada de atenção. Começamos a nos entediar com nós mesmos, saudosos de podermos estar presentes no mundo mais espontaneamente. Assumimos que nosso tédio se deve ao mundo exterior, e então recorremos a subterfúgios como "comprar um novo carro" ou "renovar o corte de cabelo". Na maior parte das vezes, estamos inconscientes de que nosso tédio origina-se da prisão criada por nós mesmos, de nossos limitados hábitos de atenção. Perdemos contato com o fato de que o caminho escolhido afeta nosso grau de conecção com o mundo e com a vida em si.

Les Fehmi, precursor no campo de biofeedback(*), estudou, ao longo de quarenta anos, como usamos nossa atenção em diversas situações. Fehmi contrasta duas maneiras de se fazer presente ao descrever um grupo de leões orgulhosamente relaxados em uma savana Africana. Eles respiram devagar, seus músculos estão relaxados e em estado de atenção difuso e aberto. Então, um animal ferido entra no raio de seus olhares e, de repente, os leões se movem a partir desse estado relaxado para outro de intenso foco - unifocalizado. Seus músculos tensionam e seus batimentos cardíacos e taxas respiratórias aumentam. Os leões se deslocam para o "modo emergencial de atenção". Logo que o animal ferido é dominado e se torna a refeição do dia, os leões rapidamente retomam seu estado amplamente aberto, alerta e relaxado.

A maioria dos líderes - e mesmo das pessoas - raramente se encontra nesse estado aberto e relaxado. Como o leão no "modo de emergência", a maior parte de nós está em uma condição crônica de atenção focada. Isso é ótimo para certos tipos de resolução de problemas e perante uma real necessidade de nos situarmos nesse "modo de emergência". No entanto, quando nossa atenção está habitualmente nessa posição, limitamos nosso campo de percepção e vivenciamos um estado incessante de estresse.

Estamos viciados nessa maneira de se fazer presente. Na escola, é comum exigir das crianças que se restrinjam e mantenham o foco de atenção ao longo do dia. Aqueles que não correspondem são muitas vezes vistos como portadores de "Déficit de Atenção". O estado relaxado, alerta e amplamente aberto é menos valorizado. E é ele que nos conduz e conecta a áreas como a criatividade, abrindo o campo para captarmos informações sutis no meio ambiente, acessarmos nossa intuição e ganharmos, assim, uma ampla e visionária perspectiva.

Todos sabemos que é fundamental que os líderes, em particular, mantenham uma perspectiva ampla e profunda sobre a realidade que se desenrola ao seu redor. Os líderes mais eficazes movem-se para frente e para trás com flexibilidade e facilidade entre o estado estreito e focado, e o alerta e aberto. Para a sustentabilidade a longo prazo, é melhor que o modo padrão de se fazer presente, de atenção, seja relaxado e aberto. Existem alguns líderes que fazem isso automaticamente, mas são poucos e estão distantes entre si. Para a maioria, essa capacidade exige desenvolvimento. Deixo aqui algumas maneiras simples a explorar:

1. Feche os olhos e siga o ritmo de sua respiração enquanto ela se move dentro e fora de seu corpo. Não manipule sua respiração; apenas observe-a. Quando você perceber que sua atenção se desviou, gentilmente, sem julgamento, traga-a de volta à respiração. Faça isso por cinco minutos. Ao abrir os olhos, suavize seu olhar e perceba sua atenção. Ela será, naturalmente, mais relaxada e aberta.

2. Quando você está segurando um foco estreito, seus olhos não estão relaxados. Sempre que você pensar sobre isso, relaxe seus olhos.

3. Olhe para a vista à sua frente e leve para dentro o que quer que esteja em seu campo de visão. São boas as chances de que o seu olhar natural estará mais estreitamente focado. Agora, suavize seu olhar, trazendo para sua consciência uma visão periférica mais ampla. Relaxe seus olhos. Expanda e amplie sua visão, levando para dentro todo o campo que está à sua frente. Redirecione, então, sua atenção para o espaço que está entre os objetos, permitindo que o próprio espaço se torne o primeiro plano e os objetos no espaço ocupem o segundo plano ou plano de fundo.

4. Na próxima vez que você estiver em uma reunião, pare por um momento e perceba como está se fazendo presente. Você pode estar ouvindo atentamente algum colega ou concentrando-se em sua agenda. Em seguida, puxe a lente de seu foco para trás e suavize sua visão. Com esse olhar mais suave, observe todo o campo do grupo, sem focar em algo específico. Sustente essa perspectiva por alguns minutos, e veja o que encontra. Observe coisas como a qualidade do campo do grupo, a disposição/estado de espírito, o nível de energia, ou sua mais profunda e intuitiva resposta para as questões que chegam até você. Essa é uma prática particularmente boa quando você está aprendendo a se concentrar no conteúdo (o que realmente está sendo discutido) e os processos (como as questões estão sendo discutidas, incluindo a qualidade do diálogo).


(*) A terapia Biofeedback propõe treinar pacientes a controlar seus processos psíquicos tais como tensões musculares, pressão arterial ou batimentos cardíacos. Na maioria das vezes, esses processos acontecem involuntariamente. No entanto, pacientes que recebem ajuda de um terapista biofeedback podem aprender a manipulá-los conforme desejado. Fonte: Medical News Today


quarta-feira, 15 de março de 2017

Neuropsicólogos dão dicas que podem te ajudar a manter o foco, ser mais criativo, ter uma memória melhor e, assim, tomar decisões mais inteligentes


A revista americana Fast Company selecionou conhecimentos sobre o cérebro que podem te ajudar a manter o foco, ser mais criativo, ter uma memória melhor e, assim, tomar decisões mais inteligentes . Veja só:

Como aprender mais: 

Os escritores Judah Pollack e Olivia Fox Cabane usam uma metáfora de jardinagem para explicar como certas células cerebrais agem podando, removendo ervas daninhas e cultivando sinapses para que seu cérebro funcione melhor. Elas se livram de conexões não utilizadas para abrir espaço para mais aprendizado. Assim, é importante saber escolher seus pensamentos. Isso porque, quanto mais você pensa sobre algo, mais você vai reforçar as conexões, diminuindo a probabilidade de que sejam podadas. "Se você está brigado com alguém no trabalho e dedica seu tempo a pensar sobre como vai revidar, e não sobre um grande projeto, vai acabar com se tornando um rei da vingança, mas um péssimo inovador."

Durma melhor:


Toda aquela jardinagem acontece enquanto nós dormimos. Ou seja, o sono é uma das principais chaves para o aprendizado. Só que muita gente não dorme tanto quanto deveria. Um estudo recente mostrou que dormir só seis horas pode ser tão ruim quanto ficar acordado a noite toda. Especialistas recomendam hábitos saudáveis ​​na hora de dormir: certificar-se de que é na mesma hora todas as noites, manter o ambiente fresco, manerar no álcool à noite e guardar os dispositivos eletrônicos (olha aí o celular) pelo menos 30 minutos antes de ir para cama.

Confie nos seus instintos

Estudos recentes indicam que confiar em seus instintos — junto com uma análise cuidadosa dos fatos — pode melhorar a sua tomada de decisão. Instintos são valiosos se você sabe equilibrar. "Comece a dizer para as pessoas: eu preciso dormir com isso na cabeça, respondo para você amanhã". Construa essa resposta por meio também de conversas, especialmente com as pessoas com que você mais trabalha", ela aconselha.

Como aprender mais rápido:

Um mudança simples pode fazer uma diferença profunda. Com o aprendizado, também é assim. Mude de perspectiva. Tente "ensinar" o que você quer aprender para outra pessoa. O ato de explicá-lo a alguém pode solidificar esses conceitos para você.

Como se concentrar melhor

Aprender e memorizar aquilo exige foco. O problema: seu cérebro gosta de ficar viajando. Uma chave para diminuir isso pode ser eliminar o multitarefa. Isto é, você vai fazer uma coisa de cada vez. A regra será o "monotarefa" — nela, você dedica toda a sua concentração a só uma atividade.

Saia do piloto automático:

Supere as armadilhas do passado para alcançar o sucesso. O começo do ano não poderia ser melhor para isso. Pesquisas do Google para "parar de fumar" ou "dieta" aumentam em segundas-feiras e primeiros dias do mês. É isso: dá a sensação de algo novo, momento de sair da rotina. Aproveite agora para tentar algo diferente.

Seja mais criativo:

Você provavelmente já teve alguma ideia no chuveiro — 72% da pessoas dizem que isso já aconteceu. Mas a ciência também mostra que as descobertas criativas podem acontecer sonhando ou passando tempo sozinho. Sim, a solidão pode ser útil. Mas lembre-se: as circunstâncias que incentivam o pensamento criativo são variadas.


domingo, 12 de março de 2017

Mãe, você é abusiva

Por Vanessa Chanice

Em tempos de discussão de relacionamentos abusivos, nós estamos ficando cada vez mais conscientes de quando nossos namorados ou namoradas estão sendo tóxicos para a nossa saúde mental. Continua sendo tão difícil quanto nunca romper um ciclo de abuso, mas o acesso à informação torna cada dia mais fácil identificarmos esse tipo de situação: o que é sempre o primeiro passo para interrompê-las.



O problema é identificarmos com clareza uma relação abusiva quando ela se esconde atrás de discursos normatizados de “educação”, “instrução”, “preocupação” – mas se manifesta na total falta de respeito da individualidade dos filhos e no abuso de autoridade, tendo consequências extremamente danosas para o nosso crescimento em um ambiente seguro.

Mãe, você é abusiva.

Não é saudável me comparar todos os dias com a minha prima/irmã/vizinha e chorar lamentações sobre “por quê você não pode ser mais como a Mariazinha?”, porque eu não posso ser ninguém além de mim mesma. E quem eu sou não deveria ser causa de lamentação.

Não é saudável quando você me coloca pra baixo em toda a oportunidade que tem e expõe que a minha única salvação na vida é encontrar algum homem. E nem que “meu homem” seja minha única conquista decente na vida e que eu precise agradecer todos os dias por esse milagre e me cuidar para que ele não perca o interesse.

“É por isso que você ainda está sozinha”; “se estivesse casada não estaria passando por dificuldade agora”; “se continuar descuidada desse jeito seu marido vai encontrar alguém mais bem cuidada rapidinho”; “com esse seu estilo esquisito você não vai encontrar nunca um homem que te queira”; “precisa casar com um homem que te cubra de porrada pra você aprender a ser mulher”.

Mãe, você é abusiva.

Você é abusiva quando enxerga na minha vida uma extensão da sua e projeta em mim tudo aquilo que queria ter sido e não foi e tudo aquilo que queria ter feito e não fez. E se frustra toda vez que eu tomo um caminho diferente do que você queria tomar. Quando percebe que eu não tenho os mesmos gostos nem reproduzo os mesmos pensamentos que os seus e toma atitudes cada vez mais drásticas na tentativa desesperada de retomar o controle. Quando confunde dominação com instrução e não aceita apenas me dar orientações, mas precisa viver por mim e controlar cada detalhe da minha vida e cada escolha que eu preciso tomar. Que amigos ter. Por quem me apaixonar. O que estudar. Que função exercer. Que preferência política ter. O que fazer no meu tempo de lazer.

Você é abusiva quando faz com que eu me frustre por não conseguir corresponder às suas expectativas. E que eu lamente por ser a pessoa que eu sou, que eu me repreenda e tente me transformar em alguém que eu não queria ser. Que eu me odeie por isso. Me ache errada e me questione todos os dias: porque eu não posso simplesmente ser mais como a Mariazinha? Por quê eu sou esse monstro que causa tanto sofrimento na minha mãe?

Você é abusiva quando se utiliza de discursos maternais sobre como me ama e “só quer o meu melhor” para abusar do seu poder de mãe e revirar minhas gavetas, mexer no meu celular, olhar minhas mensagens, jogar minhas roupas fora, esconder meus batons. Dizer que eu estou horrorosa e vou passar vergonha saindo de casa daquele jeito, porque “é melhor ouvir da sua mãe do que de um desconhecido”. Ou quando me faz sentir culpa por existir. Porque “eu não sirvo pra nada mesmo”. Ou só existo pra te dar prejuízo. Fui um erro que você não compreende. A prova do seu fracasso. A concretização do alerta que todos te fizeram quando você optou por ser mãe solteira. “São todas putas” – eles disseram.

E, ah, as chantagens emocionais! Não podemos nos esquecer dos jogos psicológicos e das tentativas múltiplas de manipulação. Das lágrimas, dos choros e das ameaças.

“você não me ama”; “você só causa desgosto”; “você ainda vai me matar um dia”; “onde foi que eu falhei como mãe?”; “espero que um dia Deus me perdoe pela filha que eu criei”; “você não tem respeito por pai e mãe”; “é muito egoísmo da sua parte”; “porque você é tão ingrata?”; “não faz nada pela sua mãe”; “você não tem medo de ir pro inferno?”; “eu estou à ~isso aqui~ de não te considerar mais minha filha”; “lembre-se que você é sustentada por mim”; “enquanto viver nessa casa…”; “você não valoriza nada que eu faço por você”; “eu sacrifiquei minha vida toda por você e é assim que você me retribui?” “o que o resto da família vai fazer quando souber o tipo de pessoa que você realmente é?”; “não consigo olhar na cara das pessoas de tanta vergonha por ter uma filha como você”; “se eu morrer saiba que foi você quem me matou”; “e eu ainda faço questão de deixar uma carta por escrito dizendo que foi você, pra todo mundo ficar sabendo”.

Tudo isso pra conseguir o controle de volta e me fazer tomar a decisão que você gostaria que eu tomasse. Não pense nem por um segundo que eu estou tendo que ouvir essas coisas porque cometi algum crime terrível. Eu não estou bebendo, me drogando, me prostituindo ou reprovando de ano: coisas que jamais poderiam ser possibilidades reais dentro desse nosso lindo universo familiar tradicional brasileiro.

É apenas porque eu não quis cursar Direito no vestibular. É porque eu quis raspar o cabelo. É porque eu não me sentia bem usando vestido no Natal. Ou depilando minha perna pra ir pra praia. É porque eu não me calei na mesa de jantar diante daquele tio sexista ou homofóbico. Porque eu não quis namorar com aquele garoto que você escolheu. Porque eu coloquei aquele piercing ou fiz aquela tatuagem.

Não é amor. Não é preocupação. Não é educação. Não é saudável. Não é o seu melhor. Não é pro meu próprio bem.


É abuso.

sábado, 11 de março de 2017

Se sente velho demais para aprender algo ? Esse senhora de 81 anos aprendeu a programar e criou um aplicativo.


Quando se aposentou aos 60 anos, após trabalhar por mais de 40 em um grande banco local, a japonesa Masako Wakamiya resolveu se aventurar no mundo da internet, e aprendeu a usar um computador.

Na época, chegou a criar um blog, onde compartilhava vídeos de suas viagens pelo Japão, além de ensinar a usar planilhas do Excel para criar padrões para trabalhos manuais como crochê e tricô.

Hoje, aos 81, Masako acaba de lançar o aplicativo Hinadan, totalmente criado por ela. O app, desenvolvido somente para IOS, é simples: um jogo onde o usuário precisa colocar bonecos numa estante, na ordem correta, e já está disponível na App Store. Clique aqui.

O aplicativo faz referências às tradições locais, e os bonecos representam o imperador, a imperatriz e membros da corte, por exemplo. O jogo termina quando os 12 bonecos são colocados nas posições corretas.

“Eu ganhei asas. Estou tão ativa e cheia de energia”, disse Masako em sua palestra no TEDx Tóquio. Inspirador! A palestra dela você assiste aqui: Palestra




quinta-feira, 9 de março de 2017

Pesquisadores descobrem a relação entre sexo e felicidade




Fazer mais sexo te deixa mais feliz e uma série de pesquisas já mostraram isso. Uma das mais famosas, inclusive, diz que transar uma vez por semana em vez de uma por mês aumenta sua satisfação com a vida tanto quanto um bônus de U$ 50 mil ao ano.

Só que poucos estudos investigam o que, no sexo, te deixa feliz. Afirmar que a satisfação vem só do prazer físico seria intuitivo – mas não é isso que as pesquisas mostram. Primeiro porque, para quem já faz sexo uma vez na semana, transar todo dia não traz benefícios para a felicidade, mesmo que traga mais sensações físicas gostosas.

Em segundo lugar, a felicidade que acompanha o sexo pode durar por dias. Pense em outros prazeres físicos, como comer uma barra de chocolate: eles te fazem sentir bem na hora, mas dificilmente vão mudar seu estado de espírito por tanto tempo.

Então o que, afinal, faz o sexo te deixar feliz?

Uma série de estudos feitos na Universidade de Friburgo, na Suíça, pediu que casais completassem um diário nos seus smartphones detalhando sua rotina: ao acordar, ao meio dia, às seis da tarde e antes de ir dormir. Lá, eles relatavam sua atividade sexual, seu humor, as trocas de afeto com o parceiro e a nota que davam para o relacionamento.

De novo, apareceu a relação entre felicidade e satisfação a longo prazo e uma frequência sexual mais alta. Só que quando olharam outros fatores, perceberam que essa felicidade era mediada pelo momentos de afeição do casal. Sem levar em conta os carinhos, beijos e abraços, a conexão entre sexo e felicidade simplesmente desaparecia.

Olhando o diário dos participantes, os cientistas perceberam que os mais felizes seguiam um ciclo virtuoso: quando marcavam que tinham feito sexo em um dia, relatavam mais situações de troca de carinho, não só durante o ato, mas pelo dia inteiro. Quanto mais carinho, mas felicidade – e quanto mais sexo, mais carinho.

As notas do relacionamento, é claro, subiam – mas os dois parceiros também achavam a vida como um todo mais satisfatória quando viviam esse ciclo.

Para os pesquisadores, o estudo é importante por ser um dos poucos a focar menos nos aspectos mecânicos ou físicos do sexo e mais na conexão social relacionada ao ato. A pesquisa também quebra um estereótipo comum: os cientistas não encontraram diferenças significativas de gênero, indicando que mulheres, ao contrário das infinitas comédias românticas de Hollywood, não valorizam mais o carinho no sexo que os homens.

O estudo, no fim das contas, não tem a intenção de dizer que só o sexo carinhoso pode ser bom – mas é um forte indício de que, se você quer aquele sentimento de felicidade e satisfação duradouras, vai ter que fazer amorzinho.



Fonte : http://super.abril.com.br/comportamento/psicologos-descobrem-porque-quem-faz-mais-sexo-e-mais-feliz/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

quarta-feira, 8 de março de 2017

O que o atendimento clínico me ensinou



A grande maioria das pessoas pensam que fazer terapia é uma experiência difícil apenas para o paciente .  O psicólogo muitas vezes é colocado como o ser do supremo saber que está ali para "resolver" os problemas ou pelo menos trazer uma solução.  Percebe-se na clínica ( e até mesmo Entre nossos familiares e amigos) o mito de que o psicólogo deve ser uma pessoa totalmente centrada, equilibrada e que não tem problemas . Nos tornamos quase uma divindade, imune às dores e problemas da vida, onde são somos autorizados a nem sentirmos raiva ou tristeza.


Porém, a realidade não é assim. Somos seres de carne e osso com vários problemas e com dores. Temos conflitos internos, questões emocionais que também precisamos resolver em terapia. Sim, psicólogo também faz ( ou deveria fazer) terapia.


Vou te contar o que aprendi até agora em meus atendimentos :


Aprendemos com o paciente.

Por mais incrível que isso pode parecer , cada paciente deixa uma marca, uma impressão em nossas vidas que acaba nos ajudando.


Somos de carne e osso

Isso significa que também terei crises e tenho que me aceitar nas crises e tentar mudar também.


Sou falível 

Não temos todas as respostas. Às vezes também ficamos perdidos sem saber o que fazer ou falar.  Aí entra a supervisão e a própria terapia para nos ajudarmos. Sem falar na continuidade dos estudos.


Se importar com o outro é estar disponível 

Não preciso e nem devo ser amiga do paciente. Mas posso me importar com a dor que o paciente traz.  Para isso acolho o paciente não apenas em Consultorio , pois as vezes o paciente precisa de me ligar em uma crise e não posso simplesmente me "desligar" porque ali tem uma vida .


Preciso impor limites

Da mesma forma que eu me coloco à disposição eu tenho que impor limites para isso. Pode parecer que este ponto se oponha ao de cima, mas não é verdade. O limite é necessário tanto para essa "disposição", como para tudo em minha vida. O limite me conduz ao equilíbrio e o equilíbrio é fundamental na minha vida. Nada em excesso é bom. 


Cada dor é única

Isso vale inclusive para a minha dor. Mas o ponto principal é que eu não devo tratar meus pacientes de forma única , como uma receita de bolo.  Ao respeitar a dor e entender como cada uma como sendo diferente ( mesmo sendo queixas iguais), eu valorizo e acolho a dor individual.


Cada pessoa tem seu próprio tempo de mudança

Não devo forças ou tentar mudar o paciente de acordo com o meu ritmo, mas de acordo com o ritmo dele. Isso vale para mim também.  Às vezes , a mudança vem devagar, as rápidas , mas sempre vem no tempo certo! No tempo que cada um consegue lidar e enfrentar. Eu devo respeitar isso, com o paciente e comigo.


A me cuidar

Da mesma forma que eu atendo pessoas que buscam ajuda e estão se cuidando eu também preciso me cuidar. Se eu não estiver bem como poderei ajudar o outro? Preciso ter um tempo para mim, para relaxar, para cuidar da saúde, seja física ou emocional. Não posso simplesmente esquecer de que eu também sou uma pessoa com necessidades e desejos. 


Debora Oliveira

Psicóloga Clínica