Psicólogo também é gente.




Psicólogo tem medo, chora de noite no travesseiro e briga com a namorada  com o pai e com a vizinha. Brinca , corre da chuva para não estragar o penteado e segura a porta do elevador. Psicólogo sente fome, vazio , tem medo de errar a mão na educação dos seus filhos. 

Psicólogo faz dieta, não tem vontade de ir trabalhar às vezes e grita com o carro da frente que está te atrasando para a consulta médica. Psicólogo vai ao médico, faz exames, tem medo de agulhas e não se lembra de tomar remédio. 

Psicólogo tem crises de riso, fica nervoso, chora de alegria e comemora a vitória do seu time . Psicólogo tem ressaca. Alcoólica e moral. E promete que nunca mais vai beber. E bebe de novo. Psicólogo tem vontade de largar tudo e sair correndo. 

Psicólogo sente frio, sente fome, sede , calor  e faz xixi. Tem dor de cabeça e dor de barriga. Tem medo de ser assaltado e medo de barata. Escuta música alta no carro e canta junto. Chora vendo filme de romance e dorme cansada em frente à TV e torce pelo mocinho.

Psicólogo sofre, chora, grita, tem crise de identidade e esperneia. Fica de mal , termina relacionamentos e começa novos relacionamentos. Psicólogo tem depressão e ansiedade. Perde a paciência, a caneta , o carimbo é só não perde a cabeça porque precisa dela para atender o próximo paciente. 

Psicólogo cozinha, lava e passa. Busca o filho na escola, leva a mãe no médico e lida com as birras da filha no corredor do supermercado. Psicólogo quer largar tudo e vender miçanga na praia. Tem dúvidas, medos e incertezas. Psicólogo faz terapia, chora na terapia , sente raiva do seu psicólogo.

Psicólogo perde a paciência, perde o sono , quer colo de mãe e pede ajuda. Psicólogo lê muito, estuda muito, reclama do preço do livro e quer mudar o mundo. Psicólogo faz exercício para emagrecer , toma remédio para depressão e tem unha encravada.

Psicólogo  é gente.  Gente como a gente. Apenas um ser humano que resolveu ouvir e acolher a dor do outro. Alguém que durante  60 minutos esquece dos seus problemas, das suas dores e coloca toda a sua atenção para entender e ajudar seu paciente. 

Psicólogo se preocupa com o paciente , com a sua dor, seus traumas e passa o dia pensando, lendo para poder te ajudar. Ele só não te conta que muitos fios de cabelos brancos em sua cabeça se deva ao fato de querer o bem para os seus pacientes e sua constante preocupação com o outro.

Psicólogo vibra internamente com as conquistas dos seus pacientes e sente orgulho em dar alta e ver cada um deles caminhando com as suas próprias pernas e lidando com a sua dor. Sofre internamente quando se sente incapaz de ajudar o paciente e depois descobre que nesses dias são os dias que mais ajudou.

Psicólogo é gente. Gente como a gente. Nem mais nem menos. Apenas humano. Um humano cuidando de outro humano. Com seus erros e acertos. Falhas e sucessos. E sempre, sempre com o compromisso de ajudar seu paciente a libertar das suas cargas do passado, dos seus traumas, das suas dúvidas e medos.

Debora Oliveira
Psocologa clínica - CRP 06/123470
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Caro paciente, obrigada por me ajudar.

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Vira e mexe, em um processo terapêutico, acontece de o psicólogo ser ajudado por um paciente. Calma! Me explico melhor.


Algumas pessoas pensam que somos uma espécie mutante de ser humano e que não temos problemas. É claro que temos! O carro quebra. Brigamos com os filhos. Choramos uma perda. E pasmem vocês, ficamos deprimidos.  Não estamos imunes às mazelas da humanidade e tampouco das forras  psíquicas. Somos seres humanos.


Outro dia, em consultório, fui confrontada por uma paciente. Sua resistência à terapia era tão grande, porque, em sua fantasia, eu não tinha problemas e nem ao menos sabia o que era estar deprimido. “Você só conhece isto dos livros, não sabe o que é não querer acordar e nem ter vontade de tomar banho.” Fiquei com aquela frase na cabeça durante um tempo, e seu processo continuou, bem como sua resistência. Um belo dia, percebi que ela me via como alguém anormal, sem problemas.


Durante outra sessão, em que a paciente tocou novamente no assunto depressão e na minha “imunidade” emocional, falei que realmente não conseguia sentir a imensidão da sua dor, pois aquela era a sua dor, com toda a sua singularidade e complexidade. No entanto, eu, assim como ela, já tinha passado por depressão. Seus olhos brilharam! O véu foi rasgado. Ela se desiludiu com meus pseudossuper-poderes e passou a me ver como ser humano, como uma psicóloga que estava ali não só para ajudá-la, mas como alguém que também tinha passado por algo doloroso. Nem preciso dizer que ela entrou em processo e hoje não está em depressão. Tampouco sou a mulher maravilha para ela. Saí do status de santa e entrei para o hall da humanidade.


Sabemos que esta fantasia permeia o imaginário de vários pacientes, mas o inverso também acontece com o psicólogo. E é aí que entra a tal da ajuda dos pacientes. Eles servem para nos colocar no nosso devido lugar. Não somos deuses ou temos qualquer tipo de privilégio com relação à dor. Também sofremos. O psicólogo que se coloca na posição de uma pessoa detentora do saber soberano diante de um paciente está fadado ao fracasso, tanto profissional quanto pessoal.


Precisamos sempre nos lembrar que estamos diante de uma outra vida, e nosso dever é ajudá-la a achar o caminho, mas o seu caminho, as suas respostas. Nós não fazemos os caminhos e tampouco as respostas. Estamos ali apenas para ajudar a sinalizar, a orientar e, mais do que isto, a dar àquela pessoa o poder de assumir e ser dono da sua vida. Não estamos ali para "criar" pacientes dependentes, pelo contrário, estamos ali para ajudar os pacientes a saírem da sua dependência (que é normal no começo de qualquer terapia), rumo à sua independência emocional. Se você está buscando qualquer coisa diferente disso como psicólogo, você está na profissão errada. Somos companheiros nesta viagem e nesta estrada.. A única vantagem que temos é que sabemos um pouco melhor como "ler as placas"!


Debora Oliveira 
Psicóloga Clínica - CRP 06/123470





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A culpa é sempre do estagiário: um texto pra quem sabe os altos e baixos de sobreviver a um estágio

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Ah… o estágio! Aquele momento sensacional em que finalmente se pode começar a ter contato real com a profissão escolhida, e o melhor!, de forma remunerada, digna, ao lado de pessoas experientes e respeitosas. Pelo menos é o que se pensa antes de ingressar nesse ofício…


Após percorrer a cidade para distribuir cem currículos e roer todas as unhas à espera de uma entrevista, conseguir o primeiro estágio é lançar-se num rito de passagem. Deixa-se de ser calouro “barriga-verde” da faculdade, para tornar-se um veterano legítimo, exalando superioridade, descolamento e um leve ar de deboche pelos mortais que ficaram para trás. Até porque, em tempos de crise e faculdades hiperinchadas, há algo de heroico em quem consegue um “trampo” congruente com a área estudada.


Um estagiário no primeiro dia do ofício parece menino criado com vó, a caminho do primeiro dia de aula: discurso pronto, cabelo arrumadinho e com gel, roupa passada e engomada, perfume importado, meias limpas, uma pastinha com post-its, cadernos, agenda e um estojo de canetas coloridas para organizar as anotações. Tudo como manda o figurino e nos devidos conformes, afinal o negócio é sério e ele decidiu adotar a postura de ser humaninho organizado (ainda que a gaveta de meias divida espaço com cabos de videogames, chocolates escondidos e uma coleção de história em quadrinhos).


Devidamente apresentado ao chefe e aos colegas de trabalho, já vislumbra sua linda mesa e seu computador de última geração. Mas, opa!… não era aquela! Alguns metros à frente e chega ao seu real espaço, um quadradinho em que cabem um laptop modesto e um providencial copo de café (fiel companheiro que, aos litros, acompanhará sua saga). Apenas. Os cadernos e canetas terão de ficar no chão mesmo. Glamour zero. Mas é isso aí — ele pensa esperançoso — ninguém chega por último e se senta à janela. O espaço deve ser conquistado. E então, ainda meio atrapalhado e sem conhecer suas incumbências direito, ele se dedica como um leão às tarefas que lhe são incumbidas. Antes de perceber, está levando trabalho para casa e esticando as horas de trabalho para dar conta do recado.


Com o passar dos meses, o estagiário descobre suas duas funções primordiais: levar a culpa e fazer serviço de office boy, além de servir cafezinho, é claro, mas isso nem conta, é como um contrato tácito assinado por todos os membros da ala. Ele já aproveita e bebe a metade da garrafa a cada vez que serve, já que terá que passar a noite em claro estudando para a prova da faculdade e terminando de resolver os pepinos que um ou outro assistente mais enrolado lhe determinou.


O número foi digitado errado? Ih, deve ter sido o estagiário; o prazo de protocolo foi perdido? Esse estagiário desatento…; o papel sumiu? O estagiário deve tê-lo lanchado com café. Mas, no meio de toda a balbúrdia, ele capta uma manha de lidar com cliente, uma teoria pouco conhecida, a indicação de bom livro e, sem que se dê conta, entre muita culpa e pouco espaço na mesa, aprende a resolver problemas que sequer sabia que existiam, desenvolve jogo de cintura para conversar com o chefe e já está sendo convidado para todas as festinhas do departamento.


Num piscar de olhos, deixa o gel e as canetas coloridas de lado; aprende a ser eficiente com o cérebro, desenrolado com o discurso e descolado com as roupas. Sem que perceba, conquista o chefe, adere ao vocabulário da área com naturalidade e começa a compreender as explicações da faculdade sob um viés prático. De repente, completa seu ciclo de estágio e está na hora de se despedir. Quem sabe seja contratado pela empresa, quem sabe já queira alçar voos mais altos… A realidade é que estágios — remunerados ou não, pouco ou nada glamourosos — são experiências de humildade e paciência. Só quem foi um bom estagiário poderá ser um bom líder. Até lá, que o cafezinho seja servido com presteza e a culpa, carregada com leveza.



Fonte  http://www.revistabula.com/7066-a-culpa-e-sempre-do-estagiario-um-texto-pra-quem-sabe-os-altos-e-baixos-de-sobreviver-a-um-estagio/


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Idealização e fantasias do pai super-herói

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Qual seria o papel das fantasias em nossas vidas? As fantasias têm um papel muito importante em nossa realidade. Se imaginarmos como foram os nossos primeiros momentos em nossas vidas, quando fomos acolhidos nos braços quentes e amorosos de nossos pais, e protegido e satisfeito em quase todas as nossas necessidades e reconhecemos o bom e o gostoso, mas por outro lado também conhecemos as faltas que seria quando tudo aquilo acabaria.

Mas qual é o verdadeiro papel desse provedor de carinho e aconchego em nossas vidas, será que por alguma razão as fantasias tomaram a razão desse lugar em nossas vidas, vamos entender melhor assim, será que por ter conhecido a proteção e o encolhimento na infância, teríamos que ter essa estabilidade para o resto da vida ou esse pai que eu criei é uma idealização de minha infância.

Acredito que podemos caminhar por vários assuntos mais gostaria de fazer uma sugestão. Gostaria de conversar sobre esse pai herói e o pai real de toda nossa vida.

O “ser” pai, vem se transformando com o tempo em uma busca por um ideal que por si só é inatingível de se alcançar, pais e filhos estão cada vez mais tendo dificuldade em encontrar suas posições, um no outro, filhos com dificuldade de serem filhos e pais de serem pai, e você como se reconhece nessas posições, queria te convidar a caminhar comigo nessa ideia e chamar a todos a se permitir entender e se perguntar, queria convidar aqueles que por alguma razão não estão mais com seus pais e com seus filhos, será que seria possível resignificar essas posições.

No filme Logan temos o nosso protagonista Logan, um mutante homem velho e castigado por um passado onde ele não se orgulha, pois se encontra no presente com seu único amigo sobrevivente, doente e ele também está doente, pois o que havia o protegido por muitos anos, agora o estava matando o adamantiun, uma liga de metal inquebrável que protegia seus ossos agora o estava intoxicando.

Podemos transferir ou dizer que o fator que atravessa nossos pais talvez seja essa ideia, que nossos pais por buscarem esse local de um super-herói, estão tento duvidas e não se acham dignos dessa posição. Pois na busca de um ideal impossível acabam se frustrando ou melhor que sua dadiva agora tenha se tornado intoxicador.

A grande pergunta é ser pai é um local a se chegar ou será uma local que nos é dado, pois no filme o Logan, ele foge de ser pai a todo momento, mas esse local lhe foi entregue e isso ele não pode escapar, pois como pai durante o filme ele vai se encontrando, ele sendo pai e a X23 sendo filha.

Logan tem medo de ser pai, pois tem um pai interno dele que nunca chegará, um pai idealizado, um pai que vai dar conta de todas as angustias de sua filha. A cada vez que ele ouve que essa menina se parece com ele, de alguma forma sofre, pois ela passará por tudo que ele sofreu.

De alguma forma, os pais não temem que seus filhos cometam erros, mas sim que cometam os mesmos erros que eles cometeram, pois temem que os filhos pareçam com eles. Isso tudo acontece de forma sutil, no próprio filme o Logan teme que a X23 se parece com ele.

Tem uma fala muito forte: “Não seja o que fizeram de você” mas essa é grande pergunta, seria possível não se tornar o que nossos pais nos idealizaram ou melhor seria possível se tornar a fantasias dos filhos.

Iremos caminhar sobre essas questões, não carrego as respostas apenas as perguntas.

Apenas por hoje.



Daniel Frank 
Psicólogo Clinico
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Coaching infantil: deixem nossas crianças serem crianças.

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O coaching virou moda no Brasil. Demorou mas chegou. Em 2007 quando eu morava em Londres entrei em contato com O Coaching. Fiz um curso e no final dele tive a sensação de que estávamos tentando controlar situações e comportamentos sem entender o porque das pessoas agirem ou não agirem de determinada forma.

Não me entendam mal. Acredito que o Coaching funcione em algumas áreas da nossas vidas em em alguns momentos quando precisamos alcançar algum objetivo ou dar um rumo para a vida. Quer mudar a sua carreira? Decidir como irá fazer um projeto? Aprender a se disciplinar em algumas coisas? Perfeito. O Coaching funciona... mas para por aí.

Entendo que algumas pessoas tenham dificuldade em tomar decisões, mudarem de vida, aumentar o seu rendimento. Mas entendo que antes de tudo existe um ser, um indivíduo, com uma história de vida e com necessidades e desejos . Essas necessidades e desejos muitas vezes nos bloqueiam e adivinhem?  São inconscientes! Bem, a maior parte. Afinal, se você soubesse o que te bloqueia e como agir você iria pagar uma fortuna para alguém ? Não ! Claro que não!
E é por isso que o Coaching só funciona até certo ponto. 

Bom, mas então chegamos ao absurdo. Coaching para crianças ! Fico pensando que tipo de pais colocam os filhos para fazerem Coaching e que tipo de profissional faz isso com uma criança.

Lendo a respeito vi várias coisas e se surpreendam ao descobrirem que esses Coaching estão citando Piaget. Pegam partes da teoria, colocam no meio como base do que fazem e o resultado? Crianças deixando de ser crianças.

"A desculpa" para isso é ajudar as crianças. Veja só como relatam os objetivos :

-Geração de uma maior auto confiança, auto motivação e senso de conquista;
-Melhor relacionamento com pais, irmãos e amigos;
-Maior aceitação e tolerância no convívio com outros;
-Desenvolvimento da inteligência emocional com seus reflexos nas interações sociais;
-Desenvolvimento intelectual mais saudável;
-Senso de pertencimento e merecimento;
-Melhor entendimento sobre si mesmo e sobre seus sentimentos;
-Algumas técnicas simples, porém eficazes, para lidar com as próprias emoções.

Se você leu com calma cada objetivo acima, percebeu que algo está muito errado. Em primeiro lugar os objetivos citados acima são desenvolvidos em um ambiente familiar, saudável, onde crianças são crianças, os pais são pais e cuidam dos seus filhos e a família segue seu rumo normal.

Em segundo lugar isso é perigoso porque mais uma vez estamos transferindo a responsabilidade que é dos pais e da família para "coaches". Primeiro foram os professores, depois as babás, e agora chegamos nos coaches. 

E por ultimo não consigo deixar de pensar na pressão colocada em cima dessas crianças.  As crianças de hoje fazem tudo e mais um pouco. Atendo crianças que têm a agenda mais cheia que a minha e não têm tempo para brincarem, ficarem com os pais, muitas vezes nem para descansarem. O resultado? Posso citar um : crianças com excesso de estímulos , com ansiedade. 

É preciso repensarmos como estamos lidando com as crianças e o que queremos delas. Autoconfiança, respeito, senso de pertencimento e merecimento valor próprio, melhor relacionamento com os pais, irmãos, escola, e saber lidar com emoções, são coisas que aprendemos em casa, com nossos pais, em nossos relacionamentos com colegas, amigos. Trabalho nenhum de coaching irá prover isso para uma criança, porque isso está relacionado com o desenvolvimento infantil e familiar. Está relacionado com relacionamentos e não técnicas. 

Nossas crianças não precisam de coaching, nossas crianças precisam serem crianças, serem amadas e cuidadas. Se você ama o seu filho e ele tem alguma dificuldade ajude-o a lidar, ame-o, entenda-o e caso seja necessário, procure ajuda de um psicólogo, e não de um “profissional” que irá ensinar “técnicas” e dar “ferramentas para o seu filho. 

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica - CRP: 06/123460


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O mau comportamento de nossas crianças.

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Papais, mamães e responsáveis pela educação de crianças, hoje vou falar que nós adultos somos o modelo para os pequenos, podemos buscar as melhores influências mas se o nosso comportamento não melhorar, eles vão nos copiar. A quem diga que as criança são inocentes. Elas podem até  ser, mas aprendem por meio de modelos e reforços, ou seja , eles reproduzem algo que podem não saber o que é, se o meu pai faz? Minha mãe? Vou fazer também

Cada criança é única, ímpar, elas precisam de atenção, necessitam de aprendizados e cabe a nós orientá-las. 

Primeiramente, devemos evitar o NÃO. Será mais simples explicar o motivo para não fazer algo.  

Permita que ela tenha escolhas, por exemplo: se a criança optar por desrespeitar uma regra ela terá de lidar com consequências devido sua escolha. Desta forma estamos possibilitando autonomia e ajudando a criança a desenvolver sua resolução de problemas futuros. 

Flexibilidade, toda regra tem sua exceção, nem todas as regras atendem a todos os momentos. As situações mudam o tempo todo. Deixe que as regras sejam apenas um ponto de partida. 

Apelidos ou recriminações evite colocar apelidos nas crianças ou recrimina-las com nomes ofensivos, este comportamento além de estigmatizar a criança ajuda os colegas na prática de bullying. 

Cuidado com suas emoções, a criança não tem culpa dos seus problemas. Qualquer traquinagem realizada pode ter uma proporção maior, prejudicando a relação adultocriança.  

Promessas, alerta, as promessas não devem ser absurdas, só prometam o que puderem cumprir, as crianças já identificam quem pode cumprir sua palavra e quem apenas promete. 

Importante ressaltar, para que tenhamos sucesso na mudança de comportamento temos que nos lembrar de manter uma constância. Nem sempre em uma primeira vez dará certo, as crianças devem reagir de forma negativa quando perceberem que alguns privilégios serão retirados de seu ambiente. Não DESANIMEM!!! 

Espero ter contribuído um pouco para o dia a dia de vocês. 

Kamilla R. Oliveira Sawczen - Psicóloga – CRP 06/105718

 

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10 passos para te ajudar a esquecer um ressentimento

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Não é fácil libertar-se de ressentimentos que crescem a ponto de quase ganhar vida própria. Mas o alívio e a leveza que você vai sentir valem a pena. Abaixo, explicamos como os ressentimentos te prejudicam, e dão um passo a passo para deixar os rancores para trás.



O parceiro infiel, o pai ou mãe que não eram atenciosos, o ex melhor amigo que te rejeitou. O bully do trabalho, o criminoso, até você mesmo, quando era jovem. A mágoa é real. E agora? Depois de uma infidelidade, o ímpeto de se proteger da dor é normal. Reconhecemos que fomos magoados e estamos impotentes e vulneráveis. Não gostamos dessa vulnerabilidade, e tudo bem – isso faz parte da natureza adaptável do ser humano. 

Guardar um ressentimento pode ser uma “moeda de troca” que um dos parceiros pode usar a qualquer momento no relacionamento. “Não venha reclamar de mim – lembra daquela vez...?” Mas manter o parceiro à distância por causa de uma desconfiança impede que o relacionamento se aprofunde, mesmo quando um parceiro se desculpa e muda o comportamento. Às vezes a desculpa nunca vem, é claro. Neste caso, é como uma “cicatriz” se formasse. 

Ressentimentos podem ser corrosivos para nossa saúde física e mental. Ficar preso num estado de raiva faz com que o corpo opere no modo luta ou fuga. Hormônios liberados no sangue podem aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca. E o estado mental negativo e desconfiado pode afetar outros relacionamentos.

Os passos para deixar para lá

Ressentimentos levam tempo para crescer, e livrar-se deles é um processo. Você pode seguir esses passos por conta própria ou com a ajuda de um psicólogo:

1. Reconheça a mágoa. Você foi injustiçado, e isso é real. Descrever o que aconteceu e como você se sentiu é um começo – seja escrevendo um diário ou uma carta que você nunca vai enviar para a pessoa que te magoou. Contar essas verdades pode ser um processo incrivelmente poderoso, quando você coloca os responsáveis numa cadeira imaginária e expressa sua raiva, 

2. Perdoe. Perdoar alguém que te magoou é um presente que você dá para si mesmo. Isso não significa que você tem de esquecer a ofensa. Não se trata de fazer a outra pessoa agir de forma diferente. Pode ser até mesmo perdoar-se a si mesmo por algo que você tenha feito.

3. Entenda que perdoar não significa concordar. Aceitação não significa concordância. As pessoas podem ter um bom senso de justiça e equidade e, apesar de entenderem logicamente – que é importante deixar para lá; que não se pode controlar tudo --, elas temem que, abandonando a briga, o culpado vai achar que saiu vitorioso, ou que a vítima concorda com o que foi feito. O que a aceitação realmente significa, é: “Não posso voltar no tempo e criar uma nova versão do passado”.

4. Pergunte a si mesmo: por quê? As pessoas percebem que o ressentimento é um problema quando sentem que não conseguem evoluir. A mágoa começa a parecer coisa antiga, que não importa mais tanto assim. Mas... deixar para lá parece ameaçador,  porque isso significa abrir mão da atitude:
“Olha o que aconteceu comigo”. Você também pode ter medo de perder o ressentimento, pois isso vai te deixar se sentindo vazio. Na verdade, você estará criando espaço para que sentimentos mais saudáveis ocupem aquele espaço.

5. Considere a troca. Pense nos benefícios que você terá quando se comprometer a perdoar. Muitas vezes, estamos falando de paz de espírito, economia da energia pessoal desperdiçada com o ressentimento, uma sensação de liberdade e a capacidade de renovar a confiança de forma mais genuína.

6. Não deixe que a raiva te defina. As pessoas conseguem perdoar injustiças terríveis, até mesmo crimes hediondos. Mas muitas vezes deixamos que a raiva controle nossa vida, nossos pensamentos e consequentemente nossos pensamentos e emoções.

7. Preste atenção no que dizem os outros. Amigos próximos costumam ser boas referências quando você fala de mágoas do passado. Até mesmo os ouvintes mais pacientes vão se cansar. Quando as pessoas disserem que você está parado, é hora de encontrar uma nova narrativa.

8. Mude a conversa. Se você é quem ouve os lamentos de algum amigo ou parente, pode perguntar por que a pessoa insiste em reviver o passado. Mas, se estiver farto, seja direto. É “completamente aceitável” dizer (de forma gentil): “Não consigo mais ouvir isso. Não espero que você deixe para lá, mas também preciso de cuidados”.

9. Pratique. Empatia gera perdão. Reconhecer a perspectiva do outro – que ele ou ela também tem mágoas não resolvidas ou que agir em causa própria pode causar conflitos inevitáveis com seus interesses – pode ajudar a lidar com a mágoa. Deixar ressentimentos no passado gera revelações e transformações. Quando você "libera" a pessoa de uma mágoa, você se liberta. Além disso você se coloca na posição de alguém que também pode errar , afinal ninguém é perfeito. 


10. Não se passe por vítima. Se fazer de vítima irá te impedir de assumir o controle da sua vida como protagonista. Muitas vezes não percebemos, mas fazer de vítima acaba afastando as pessoas ao invés de trazer empatia e amor. Ninguém consegue suportar uma pessoa vitimista o tempo todo. É cansativo e  frustrante. 




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12 celebridades contam como é fazer TERAPIA.

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Buscar ajuda para tratar de saúde mental não é apenas vital, mas também pode melhorar drasticamente a qualidade de vida. Pesquisas indicam que conversar com um terapeuta pode refazer as conexões neurais e também ajudar a encontrar propósito na vida e a lidar com os fatores de estresse do dia a dia. 



Apesar desses benefícios, ainda há uma nuvem de estigma em torno da saúde mental. E é esse tipo de vergonha que muitas vezes impede as pessoas de procurar um terapeuta.

Por sorte, cada vez mais pessoas públicas estão se manifestando a respeito dessa ideia equivocada. Veja algumas das declarações de celebridades que listamos abaixo. Elas são prova de que não há vergonha nenhuma em buscar ajuda.

1. "Pedir ajuda é sempre um sinal de força." - Michelle Obama

 

Em uma entrevista com a revista Prevention, em 2016, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos elogiou o poder de procurar ajuda -- especialmente para veteranos de guerra que podem estar lidando com transtorno de estresse pós-traumático.

"Encontrei vários ex-militares e cônjuges que estavam hesitantes em pedir ajuda porque achavam que conseguiriam lidar com o problema sozinhos ou que buscar ajuda significava que eles eram fracos", disse ela à revista. "Mas é claro que isso não poderia estar mais longe da verdade ... Nossos militares, veteranos e suas famílias são algumas das pessoas mais corajosas e resistentes que já conheci, e pedir ajuda é sempre um sinal de força."

2. "Meu cérebro e meu coração são realmente importantes para mim. Não sei por que eu não procuraria ajuda para que fossem tão saudáveis ​​quanto meus dentes." -- Kerry Washington

A estrela da série "Scandal" falou sobre terapia em entrevista para a revista Glamour, em 2015. Na entrevista, que também incluiu Sarah Jessica Parker e Obama, ela enfatizou que a razão pela qual ela fala na mídia sobre sua saúde mental é porque sente que o problema deva ser tratado da mesma forma que a saúde física.

"Digo isso publicamente porque eu acho muito importante tirar o estigma da saúde mental", disse ela. "Meu cérebro e meu coração são muito importantes para mim. Não sei por que eu não procuraria ajuda para ter essas coisas tão saudáveis ​​quanto meus dentes. Vou ao dentista. Então, por que eu não iria ao psiquiatra?"

3. "Não é sinal de fraqueza dizer 'preciso de ajuda'" – John Hamm

 

Hamm discutiu como o tratamento de saúde mental o ajuda a enfrentar os desafios da vida, como sua separação da escritora e diretora Jennifer Westfeldt, em entrevista concedida este ano à revista InStyle.

"Cuidados médicos são cuidados médicos, seja para seu cotovelo, para os dentes ou para o cérebro", disse ele à publicação. "E são importantes." Ele também enfatizou que consultar um profissional não diminui a pessoa ou significa que ela seja frágil.

"Vivemos em um mundo em que admitir qualquer coisa negativa sobre você é visto como fraqueza, quando na verdade é uma força. Não é fraco dizer: 'Preciso de ajuda', disse Hamm. "A longo prazo, é muito melhor, porque você precisa consertar as coisas."

4. "Acho que, tenha você um problema de saúde mental ou não, é bom falar com alguém -- especialmente um profissional." - Demi Lovato

Lovato tem falado abertamente sua saúde mental há anos -- e ela diz achar chocante que as pessoas ainda pensem que o assunto seja motivo de estigma.

"A maior surpresa para mim é a quantidade de pessoas que tem medo de falar sobre saúde mental", disse ela. "Terapia é algo que todos devem tentar. Acho que, se sua saúde mental é boa ou não, é bom conversar com alguém -- especialmente um profissional."

5. "Passei muito tempo evitando sentimentos. E agora não tenho mais tempo para isso." - Brad Pitt

O ator revelou à GQ Style no início deste ano que começou a fazer terapia após seu divórcio de Angelina Jolie. Ele também destacou uma grande verdade na entrevista quando se trata de procurar ajuda profissional: às vezes é preciso dar uma boa procurada.

"Acabo de começar a terapia", disse Pitt. "Adoro, adoro. Passei por dois terapeutas para encontra a pessoa certa."Pitt também comentou como o processo o ajudou a fazer muita reflexão interna."Acho que passei muito tempo evitando sentimentos", disse ele. "E agora não tenho mais tempo para isso."

6. "É extremamente importante, toda vez que algo surgir, procurar alguém e se abrir com essa pessoa." - Brandon Marshall

O jogador de futebol americano Brandon Marshall, que co-fundou a organização de saúde mental Project 375, já discutiu sua experiência com transtorno de personalidade limítrofe. Em maio, a estrela da NFL falou com o Child Mind Institute sobre a importância de ter um sistema de apoio durante os momentos ruins.

"É extremamente importante, toda vez que algo surgir, procurar alguém e se abrir com essa pessoa", disse ele.

7. "Temos de ajudar os jovens e seus pais a entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza." – A duquesa de Cambridge

A família real britânica se dedica à conscientização sobre saúde mental. Em abril do ano passado, eles lançaram a campanha "Heads Together", cujo objetivo é reduzir o estigma que envolve a questão. Tanto a duquesa de Cambridge como seu marido e o príncipe Harry discutem abertamente a procura por profissionais de saúde mental – pode fazer toda a diferença, especialmente para os mais jovens.

"Temos de ajudar os jovens e seus pais a entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza", disse a duquesa de Cambridge num evento em maio de 2015.

8. Matty McGorry

 O ator de "How to Get Away With Murder" é conhecido por falar bastante nas redes sociais – e isso inclui falar sobre terapia. Em maio, mês da conscientização da saúde mental, McGorry tuitou sobre fazer terapia e disse que o acesso à saúde mental não deveria ser limitado.

 

 9. "Não é preciso sofrer em silêncio e não há vergonha em pedir ajuda." – Catherine Zeta-Jones

 

Zeta-Jones falou sobre seu diagnóstico de transtorno bipolar em uma entrevista para a revista People em 2011, quando era menos comum falar do assunto em público. A atriz disse estar disposta a falar de seu problema se isso incentivasse as pessoas a cuidar do próprio bem estar.

"É uma doença que afeta milhões de pessoas, e sou uma delas", afirmou ela. "Se minha relação com a doença incentivar uma pessoa a buscar ajuda, já valeu a pena. Não é preciso sofrer em silêncio e não há vergonha em pedir ajuda."

"É uma doença que afeta milhões de pessoas, e sou uma delas", afirmou ela. "Se minha relação com a doença incentivar uma pessoa a buscar ajuda, já valeu a pena. Não é preciso sofrer em silêncio e não há vergonha em pedir ajuda."

10. "É maravilhoso poder falar com alguém que não vai te julgar." – Katy Perry

 

 A cantora recentemente transmitiu ao vivo uma sessão de terapia pelo YouTube, na qual falou em pensamentos suicidas. Ela discutiu a decisão de fazer a sessão em público com a estação de rádio australiana KIIS FM. Perry afirmou que a terapia é uma ferramenta excelente para seu bem estar emocional.

"Faço terapia há mais ou menos cinco anos e acho que ela ajuda demais em minha saúde mental", disse ela. "É maravilhoso poder falar com alguém que não vai te julgar, porque acho que pouca gente tem [essa vantagem]."

11. "Cada sessão melhorou minha vida." – Rachel Bloom

 

 Bloom, mais conhecida por criar e estrelar a série "Crazy Ex-Girlfriend", falou à revista Glamour sobre sua terapia. Ela afirmou que as sessões com o psiquiatra melhoraram drasticamente sua saúde mental. O depoimento de Bloom é prova de que não há um tratamento que sirva para todas as pessoas.

"Já tinha feito terapia, mas pela primeira vez procurei um psiquiatra", disse a atriz. "Cada sessão melhorou minha vida. Ele diagnosticou uma depressão leve e receitou uma dose pequena de Prozac. Há um estereótipo (acreditava eu) que diz que os antidepressivos te deixam anestesiado; não aconteceu comigo."

12. "Terapia é lindo." – Jenny Slate

 

 A atriz de "Landline" falou sobre saúde mental em uma entrevista recente com a revista Marie Claire. Slate enfatizou que buscar ajuda não deveria ser considerado insulto. Ao contrário, deveria ser celebrado.

"Sabe o que é estranho nos reality shows? Tudo. Muitas vezes as mulheres dizem umas para as outras que elas deveriam procurar terapia, como se fosse insulto", disse a atriz. "Tipo: 'Você realmente precisa de ajuda, querida'. Te desejo o melhor. Você precisa fazer terapia'. Mas toda pessoa precisa de alguém com quem conversar. Terapia é lindo."

Não é verdade? Sigam pregando, estrelas. Conscientização definitivamente ajuda.
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Ser pai.

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Engravidar uma fêmea, até um animal faz instintivamente. Mas ser pai, já é outra história.

Ser pai é promover os valores que lhe é possível praticar, para que ele os siga de forma segura; é ter a coragem de se mostrar falível, para ele entender que não importa perder batalhas, desde que se tenha certeza da vitória; é usar a sabedoria com autoridade nos momentos de incertezas, para ele desejar profundamente saber sempre mais; e também usar a experiência apenas como uma fonte de consulta, para ele entender o que é o amor; ser pai é ter uma razão para viver quando todas as outras parecem desvanecer, ser pai é educar para a vida... ser pai é conduzir seu filho a mergulhar de cabeça nos sonhos que ele acredita, não nos seus.

O compromisso de ser pai envolve muito mais do que comprar presentes, ser um pai presente é muito mais do que levar os filhos para passear no fim de semana, ser um bom pai é muito mais do que abraçar um filho, ser um pai que ama é muito mais do que estar presente. 
Ser pai vai além de pagar alimentos, postar fotos em redes sociais e diversões.

Ser pai é estar presente diariamente, orientando, ensinando, participando e acima de tudo dando-lhe a visão que a vida pode ser bela mediante as suas escolhas. Ser pai é algo especial, é ser mestre e ao mesmo tempo aprendiz, é ser exemplo e também aprender com próprios os erros. Na estrada da vida, o pai está sempre ao lado dos seus filhos, e a cada pedacinho de sua caminhada o incentiva e ajuda a superar obstáculos sendo caminho, e ao mesmo tempo condutor.

Ser pai é colocar o seu filho acima de todas as coisas e perceber que a vida dele será o reflexo daquilo que você demonstrou com as suas atitudes.

Ser pai é amá-lo, protege-lo e jamais abandoná-lo nas crises existenciais e escolhas erradas que fizeste para a sua vida. Ser pai é muito mais do que dar ordens e ser uma carteira ambulante, sei pai é moldar honra e caráter.

Em fim, ser pai é ser herói, ser forte, ser digno, honrado e, mesmo com o peso do fracasso nas costas, mostrar aos seus filhos que diante das adversidades da sua vida, existe um refúgio, um porto seguro, que é o seu abraço!
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O pai que abandona o filho é um covarde.

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O pai que abandona o filho é um covarde. “Meu pai é um covarde”. A primeira vez que ouvi essa frase em consultório me chocou. Percebi no olhar daquele adolescente não uma raiva, mas uma indiferença com relação ao seu progenitor. Seu corpo me dizia claramente que aquela indiferença não era verdadeira, ali dentro existia uma dor de um filho que foi abandonado pelo pai. Um filho que não pediu para ser gerado. Um filho que enxerga a sua vida como um peso, uma dor, não só para ele, mas principalmente para a mãe.





Penso no que ele disse e suas palavras ficam na minha cabeça: Sim, o seu pai é um covarde. Covarde não apenas por te abandonar, mas covarde por fingir que você não existe. Como se isso fosse possível. Covarde em deixar uma mulher sozinha, com um filho na barriga ( não que ela precisasse de você, porque adivinha? Ela se saiu muito bem), covarde por pensar que isso te fazia ou te um homem, quando na verdade isso te torna um saco de batata com espermatozoides.

O pai que abandona o filho, não tem ideia da marca, da ferida que ele causa. E não precisa ser apenas aquele pai que sai de casa, existem muitos pais que abandonaram seus filhos e estão com eles na própria casa. São pais que estão presentes, mas não se fazem presentes. Por favor, seria melhor que você fosse embora.

O papel do pai na vida dos seus filhos é algo importante e essencial. A participação ativa do pai na criação fortalece o filho para a vida individual e social, além de promover segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional. Separar um tempo para brincar, ler, estudar e conversar com os filhos é fundamental. Você, pai, é exemplo a ser seguido e é referência quanto à integridade, ética e valores. Estabelecer limites e ajudar o filho a ter noção de certo e errado são algumas das atitudes decisivas para a formação do caráter e também fazem parte da função paterna.


Geralmente, a criança que cresce sem a presença da figura paterna busca esse modelo masculino em outra pessoa, como um avô, tio ou amigo da família, e que isso é importante para a construção da identidade. Por isso, é necessário que o pai não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos filhos, e não seja indiferente ao desenvolvimento deles. Quando uma criança se sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho pode ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.

Um estudo recente confirmou que o pai é fundamental na formação da personalidade da criança e na forma como ela desenvolverá diversas características até à idade adulta. Investigadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crianças de todo o mundo tendem a responder de igual modo quando são rejeitadas pelos seus cuidadores ou por pessoas a quem são apegadas emocionalmente. Quando essa rejeição é do pai, causa marcas profundas.


Segundo o estudo, que avaliou 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crianças e adultos, a rejeição paterna tem essa influência tão marcante porque, em primeiro lugar, é mais comum do que a materna, mas também porque a figura do homem é associada a prestígio e poder, ou seja, para a criança é como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por alguém que todos consideram importante.


A investigação mostrou que as crianças sentem a rejeição como se ela realmente fosse uma dor física. As partes do cérebro ativadas quando uma criança se sente rejeitada são as mesmas que se tornam ativas quando ela se magoa, com uma diferença: a dor psicológica pode ser revivida durante anos, levando a insegurança, hostilidade e tendência à agressividade.

Um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contrário na formação da personalidade do filho: a criança cresce feliz, segura e capaz de estabelecer ligações afetivas muito mais facilmente na vida adulta.

Então pai, sou obrigada a concordar quando você abandona o seu filho, você realmente é um covarde.

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica










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