Preste atenção em seus hábitos para diferenciar manias, tiques e TOC




Bater três vezes na madeira, entrar com o pé direito, não passar embaixo de escada ou ter medo de quebrar um espelho são superstições manifestadas por muita gente. Mas, quando essas atitudes viram hábitos, tiques ou TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), começa o problema.


Pode ser uma mania de limpeza, de piscar, roer as unhas, fazer barulhos com a boca, manter os objetos simétricos ou verificar várias vezes se a porta está fechada. As donas de casa reclamam muito desses hábitos que parecem compulsão, principalmente os relacionados à limpeza e à arrumação doméstica. Mas um ato só se torna doença se o que motiva o indivíduo é uma obsessão ou um pensamento muito forte.


Segundo os médicos, deve-se evitar falar diretamente para uma pessoa que ela tem tique. Algumas podem se ofender ou se irritar com esse tipo de comentário.

Por isso, é sempre bom procurar a família do paciente, que tem mais condições de dar apoio e, certamente, já percebeu o problema. Além disso, o tique é um problema com um fator genético envolvido.


Alterações emocionais, como nervosismo, estresse, cansaço ou falta de sono, podem piorar transtornos psiquiátricos. Isso porque a instabilidade aumenta a adrenalina descarregada no corpo, o que pode provocar uma crise de tiques.


Alimentos estimulantes, como café, chá verde ou preto, chocolate e guaraná em pó, podem estimular o efeito da dopamina no cérebro. Com isso, a pessoa fica mais tensa e acelerada, o que faz com que também haja um descontrole dos tiques.


Sinais de alerta 


Fique atento se uma atitude repetitiva começar a prejudicar a sua rotina. Um tratamento especializado – com um pediatra, neurologista, psicólogo ou psiquiatra, dependendo do caso – pode ajudar.


Tome cuidado também se você ficar muito ansioso por não fazer algo a que está acostumado: pode ser TOC. Um acompanhamento médico ajuda a diminuir essa sensação.


Se perceber que você ou alguém da sua família está desenvolvendo vários tiques ao mesmo tempo, sejam eles motores ou vocais, sobretudo antes dos 18 anos, pode ser a chamada síndrome de Tourette. Procure um especialista para avaliar o caso e indicar o tratamento correto.


5 dicas contra tiques e manias


1) Espere um ano 

No caso das crianças, apenas um em cada 20 tiques duram mais de um ano. Por isso, é importante esperar. Agora, se for algo que prejudica a sua saúde e sanidade, você pode ir a um especialista antes desse período.


2) Concentre-se 


Focar seus pensamentos costuma melhorar a maioria dos tiques, porque o corpo se volta para outra atividade e não dá brechas para o tique ser disparado.


3) Vá ao médico se a atitude prejudicar a sua rotina 


Existem remédios voltados para o bloqueio do descontrole hormonal que acontece no cérebro quando temos tiques. Ou seja, há soluções médicas para, pelo menos, diminuir os impulsos.


4) Durma bem 


Dormir mantém o corpo relaxado e tranquilo. Quando você se priva de sono, acaba deixando o organismo mais cansado e suscetível ao curto-circuito dos tiques. Um bom sono, portanto, ajuda e muito a controlar os impulsos.


5) Faça atividade física

Quando nos exercitamos, aumentamos a quantidade de endorfina disparada dentro do corpo. Isso faz com que fiquemos mais relaxados, com menos tensão e ansiedade. Ouvir música também funciona, pois tem efeito semelhante.



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Dica para felicidade: Queira o que possui

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A famosa frase de pára-choque de caminhão “Não tenho tudo que quero, mas amo tudo que tenho”, parece ser mesmo uma chave para a felicidade.


A vida não é feita que coisas que temos ou não. Uma nova pesquisa revela uma abordagem mais variada da vida: Indivíduos que querem o que eles têm tendem a ser mais felizes que os demais.


Os resultados do estudo, detalhado na edição de abril da revista científica Psychological Science, sugere que um segredo para alcançar maior felicidade é continuar querendo as coisas que você já possui.


O novo celular ou o última televisão de plasma pode parecer a melhor opção na hora da compra. Mas com o tempo até o melhor produto fica desatualizado e, os pesquisadores dizem, você irá atribuir menor felicidade àquele item.


“Ter um monte de coisas simplesmente não é a chave para a felicidade”, disse Jeff Larsen, um psicólogo da Universidade Texas Tech, nos EUA. “Nossos dados mostram que você também precisa dar valor às coisas que possui. É também importante manter o desejo por coisas que você não possui sob controle.”


Jeff e sua colega Amie McKibban pesquisaram 126 estudantes de graduação de ambos os sexos que deveriam indicar se possuíam ou não coisas de uma lista com 52 itens como carro, som, patins ou cama.


Os estudantes que possuíssem um carro, por exemplo, deveriam dar uma nota do quando eles queriam aquele mesmo carro em uma escala que variava “não queria” até “queria muito”. Aqueles que não possuíam um carro deveriam dar a nota do quanto eles queriam um.


Outros questionários e pesquisas sobre satisfação de vida e bem-estar geral revelaram que os estudantes que queriam mais o que eles já possuíam eram mais felizes do que os indivíduos menos fãs de suas posses. As pessoas mais satisfeitas com suas posses também eram mais felizes do que estudantes que tinham menos itens da sua lista de “quero ter”.


O fato dos estudantes quererem coisas dos tipos que não possuíam (por exemplo: os que não tinham, mas queriam muito um carro) não teve impacto na felicidade. [Fonte]


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Meu filho é muito medroso! E agora?

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Ser uma pessoa tão pequena em um mundo tão grande pode ser bem assustador, e algumas crianças são mais medrosas que outras. E, como não compartilhamos dos mesmos pânicos que eles, ficam mais difícil entender o que estão sentindo e até respeitar o porque deles não fazerem coisas que parecem ser fáceis e divertidas.


Mas tem algumas dicas que você pode fazer para ajudar o seu filho a viver melhor com isso.


Mostre que entende o medo dele. Falar para o seu filho que aquilo não tem sentido, é imaturo ou bobo não ajuda de nenhum jeito. Ao invés disso, mostre que entende o que ele sente e que você está ali para ajudar.


Explique o motivo que não ter medo. É preciso um pouco mais de maturidade por parte da criança em entender que não é preciso ter medo de monstros porque não existem. Mas se a criança já é um pouco maior, é bom você senta com ele e entender juntos o porquê daquele medo.


Encoraje, mas não insista. Se o seu filho está com medo de andar na montanha-russa, por exemplo, encoraje-o a tentar. Pode ser que apenas o fato de nunca ter andado antes o deixe tão receoso, mas se demonstrar muito relutância, não insista. Ele pode acabar vindo sozinho, mas insistir tanto pode provocar um medo ainda mais intenso.


Não deixe que o medo do seu filho controle a casa. Tem uma diferença entre entender o medo dele e deixar que isso vire uma coisa normal dentro de casa. Mudar o passeio ou a rotina porque ele tem medos de fantasmas ou parques, faz com que ele entenda que aquele medo faz sentido, o que só piora a situação.


Faça com que ele sinta que você vai mantê-lo em segurança sempre. Independente do medo do seu filho for maior ou menor, fizer mais ou menos sentido, seu papel é se manter calmo e mostrar que está no controle da situação e que é mais do que capaz de garantir a segurança dele.



Fonte: Revista Crescer 



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Depressão: 11 maneiras de apoiar quem sofre com a doença

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Quando você pensa em alguém que sofre de depressão, pode imaginar alguém em casa, escondido embaixo das cobertas e incapaz de sair da cama. Mas nem sempre é assim. Pessoas que sofrem de depressão de alto funcionamento, um dos tipos da doença, são capazes de cumprir seus objetivos, manter uma rotina diária e parecem ter uma vida bem-sucedida, explica Charlene Sanuade, terapeuta clínica do CS Counseling and Therapy


Ou seja, a doença pode estar presente, mas de forma oculta. Fica difícil ajudar, demonstrar compaixão ou até mesmo reconhecer que a pessoa precisa de ajuda. Mas o apoio é absolutamente vital. Eis como reconhecer os sinais e ajudar quem sofre desse tipo de depressão, segundo os especialistas.


1. Eduque-se


Antes de tentar ajudar quem sofre de depressão de alto funcionamento, é melhor educar-se a respeito do assunto. "Parte da dificuldade desse tipo de depressão é que a pessoa em geral sofre em silêncio", diz Tanisha M. Ranger, psicóloga e proprietária da Insight to Action LLC.


"Por exemplo, a pessoa pode não estar se acabando de chorar nem ser um poço de tristeza e desespero, pelo menos na sua frente. Mas será que elas não são críticas implacáveis de si mesmas?", continua Ranger. "Parecem incapazes de sentir ou expressar alegria? São particularmente irritáveis? São perfeccionistas ou parecem incapazes de dar um tempo e relaxar? Todos esses são sinais de que elas podem estar lutando contra esse tipo de depressão particularmente insidioso."


É importante, no entanto, não tentar fazer o papel do terapeuta nem se considerar especialista. "Você pode entender as generalidades, mas as dificuldades de cada um são únicas", explica Ranger. "Educar-se sobre depressão significa entender o que seu amigo está passando. Esteja aberto a ouvir que você não compreendeu tudo e esteja disposto a descobrir o que a outra pessoa está sentido exatamente."


2. Ouça e não tente consertar nada


Tentar consertar as coisas é da natureza humana, mas talvez não seja isso o que seu amigo procura.


"A ânsia de 'consertar' os outros vem do nosso desejo de atenuar nossa própria inquietação ou ansiedade. Dê um passo atrás e deixe que a pessoa indique o caminho, no tempo dela", afirma Sanuade.


Lisa Hutchinson, conselheira de saúde mental em Middleborough, Massachusetts, diz que, se um amigo lhe confidencia o que está sentindo, é melhor deixar que ele fale, sem fazer julgamentos e evitando dar opiniões. "Ouvir dessa maneira vai permitir que seu amigo sinta sua empatia e encontre suas próprias soluções", diz Hutchinson.


Ash Nadkarni, psiquiatra associada e instrutora da Escola de Medicina da Universidade Harvard, acrescenta que também é importante reconhecer que uma solução que funcionou para você num cenário específico pode não ser necessariamente adequada para outros. "Todas as pessoas são diferentes", afirma ela.


3. Seja específico em seu apoio


Quando se oferecer para ser parte do sistema de apoio de uma pessoa com depressão de alto funcionamento, é importante explicar exatamente o que você está oferecendo.


"A depressão muitas vezes inclui a sensação de estar sobrecarregado e incapaz de tomar decisões", diz Cindy Adeniyi, conselheira que atua em Jonesboro, Geórgia. Adeniyi lida com depressão clínica há mais de 20 anos.


Em vez de dizer "me ligue se precisar de algo", seja mais específico. Ofereça-se para conversar ou diga: "Se precisar de alguém para te levar no médico, me avise no dia anterior que eu te levo", afirma Adeniyi.


4. Sugira programas divertidos para vocês fazerem juntos


A depressão isola e rouba a energia. Mas conectar-se com pessoas e participar de atividades divertidas ajuda a aliviar os sintomas da doença.


"Sugerir programas divertidos a dois pode fazer muita diferença", diz Adeniyi. Ela sugere um almoço, um filme ou uma caminhada. O que importa é a atenção individualizada.

"Se você convidar a pessoa como parte de um grupo maior, a tendência é que elas não apareçam, ou então não interajam com os outros", afirma ela.


5. Faça as perguntas certas


Quem sofre de depressão costuma ouvir perguntas como "O que você tem de errado?" e "Por que você não está feliz?", ou então frases como "Sua vida é incrível" ou "Supere!". Mas, segundo Erika Martinez , psicóloga baseada em Miami, usar esse tipo de comunicação só piora o estado de quem sofre de depressão. Em vez disso, ela sugere perguntar "O que está acontecendo?", "de que você precisa para se sentir melhor?" ou "Posso fazer alguma coisa para ajudar?"


6. Valide sentimentos


A principal coisa que queria que família e amigos tivessem feito é validar meus sentimentos", diz a YouTuber Cassandra Bankson, 25, moradora de San Francisco. Isso significa que você não pode menosprezar o que as pessoas queridas estão passando.


"Entendo que minha depressão, suas causas e seus gatilhos possam parecer irrelevantes, dramáticos demais ou desimportantes no contexto das vidas das outras pessoas. Mas, para mim, é tudo enorme", explica Bankson. "Quando parentes e amigos dizem: 'Não é nada demais', me sinto mal compreendida e me afasto ainda mais. Foi muito importante ver meus sentimentos validados, ouvir claramente que é OK tê-los e OK pedir ajuda."


7. Pequenos atos de gentileza


Apoiar envolve ter resistência. É importante manter-se firme e ao mesmo tempo dar ao amigo o espaço que ele precisa. Não deixe de procurá-los ou se oferecer para fazer companhia, talvez para cozinhar ou ajudar na arrumação da casa, sugere Nadkarni.


"Lembra quando você era pequeno e seus pais te preparavam um chá ou faziam sua comida favorita quando você estava pra baixo? Ajudar quem está deprimido em casa pode fazer muita diferença", explica ela.


Nadkarni diz também que esses pequenos atos de gentileza são especialmente importantes para quem sofre de depressão de alto funcionamento porque essas pessoas estão acostumadas a cuidar de outros, mantêm altos níveis de controle e usam mecanismos de defesa como humor ou altruísmo para lidar com sentimentos negativos.


"Oferecer-se para cuidar de uma pessoa pode ajudá-la a tolerar uma eventual sensação de desamparo. E elas também entendem que não há nada errado em não estar no controle o tempo inteiro."


8. Não desista


Amy Ragan Kearns, 26, teve depressão depois da morte da mãe, em dezembro de 2016. Kearns, que mora em Nova York, disse ter sido importante contar com o apoio incondicional dos amigos e parentes.


"Mostre que a pessoa não está sozinha e que você sempre estará por perto", diz Kearns. "Simplesmente dar um oi e lembrar a pessoa de que você está pensando nela."

Kearns acrescenta que a parte difícil de viver com depressão de alto funcionamento é que ela não é um exemplo típico de pessoa que tem doença mental.


"Amigos e colegas do trabalho podem não reconhecer os sintomas, mostrar simpatia ou até mesmo acreditar que você tem depressão, pois não há sintomas tradicionais", diz ela. "Você não corresponde ao que a sociedade espera de uma pessoa deprimida – não falta no trabalho, não evita atividades sociais e assim por diante. Ter depressão não significa ter problemas na carreira ou não ser bem-sucedida em outras áreas da vida."


9. Não leve as mudanças de humor para o lado pessoal


Quem tem qualquer tipo de depressão pode se sentir para baixo sem motivos aparentes. É importante saber que essas alterações de humor não têm nada a ver com você.


"Achar que o humor ou o comportamento da pessoa tem relação com o que você fez ou deixou de fazer não ajuda e gera ressentimento de ambas as partes", diz Bianca L. Rodriguez, terapeuta e fundadora do You Are Complete. "Você acaba achando que está sendo punido, e a outra pessoa acha que você é egoísta e autocentrado."


10. Aponte sistemas de apoio externos


Por mais que você queira ajudar, nunca será capaz de dar todo o apoio que as pessoas precisam. "Você pode perguntar se seu amigo está fazendo terapia ou tomando remédios para entender se ela precisa ou quer algum tipo de tratamento profissional", diz Deborah J. Cohan, professora associada de sociologia da Universidade da Carolina do Sul, em Beaufort.


Como forma de incentivo, você também pode reiterar os benefícios da ajuda especializada. "Diga que você está preocupado com o bem estar da pessoa e que há muitas maneiras de obter ajuda hoje em dia, de coaching a meditação e até mesmo abordagens baseadas em nutrição", diz Teodora Pavkovic, psicóloga e life coach. Também é essencial incentivar as pessoas a pesquisar os vários tratamentos existentes, acrescenta ela.


11. Se você achar que a pessoa pode se agredir, fale


"É OK dizer para um amigo que está preocupado com o bem-estar dele", diz Lakiesha Russell, terapeuta licenciada do The Evolving Chair. Russell sugere formular um plano de ação com o amigo caso ele passe por uma crise aguda, deixando claro qual será o seu papel.



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Crianças vítimas de violência passam a ter direito à escuta humanizada em processos judiciais

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Crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência agora podem contar com novos mecanismos de proteção. Ao prestarem depoimentos tanto à Polícia quanto ao Poder Judiciário, elas obrigatoriamente deverão passar por um formato adaptado de entrevista. A medida entrou em vigor no dia 05/04 um ano depois da aprovação da Lei 13.431/2017 pelo presidente Michel Temer.


A partir de agora, menores de idade envolvidos em casos de violência prestarão depoimentos em ambientes reservados e, sempre que possível, terão de contar a história apenas uma vez. Além disso, as entrevistas deverão ser conduzidas por profissionais treinados para conversar com crianças, como psicólogos e assistentes sociais.


O objetivo é garantir que os fatos sejam esclarecidos, sem que seja necessário expor os pequenos a situações traumáticas ou estressantes. Antes da aprovação da lei, os menores testemunhavam em audiências tradicionais, na presença de juízes, promotores e advogados. Segundo o advogado Marcello Rodante, especializado em Direito de Família, era comum que crianças e adolescentes tivessem que depor, inclusive, na frente de seus agressores.


Vale lembrar que a Lei é direcionada para os executores das normas, ou seja, aos delegados, juízes e promotores que participam dos processos. “Essa medida é um passo importante porque envolve uma ética de cuidado que reforça princípios já estabelecidos na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).  A partir de agora, as autoridades terão que olhar para os menores de uma forma especial e ouví-los com mais cautela”, afirma Marcello.


Segundo a psicóloga Carol Braga, especializada em cuidados com a família, a nova medida, se aplicada por profissionais capacitados, vai garantir proteção emocional aos menores: “A preocupação com a conduta das autoridades vai ajudar a evitar abordagens que exponham essas crianças e adolescentes e até mesmo gerem novos traumas”, explica.


Apesar de a medida já estar valendo, ainda faltam regras que especifiquem como ela será aplicada. Depois de a lei entrar em vigor, o poder público tem até 60 dias para fazer esse detalhamento. Já os Estados e os Municípios devem apresentar suas propostas em até 180 dias.


Porém, desde o ano passado, quando a lei foi aprovada pelo presidente Michel Temer, alguns estados têm se preparado em iniciativas independentes para atender as novas medidas. Em maio de 2017, por exemplo, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) inaugurou uma sala adaptada para escuta humanizada de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. O espaço fica no Fórum Clóvis Beviláquia, em Fortaleza.


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Bebês podem sonhar dentro do útero?

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Após sete meses dentro do útero, se desenvolvendo, o bebê passa a maior parte de seu tempo dormindo. Mas é um mistério se o bebê tem os ciclos de sonhos como uma pessoa adulta ou se o cérebro do feto não tem essa capacidade ainda, desligando-se completamente. Ou, pelo menos, ainda era um mistério.


Um time de neurocientistas da Friedrich Schiller University, na Alemanha, afirmam ter descoberto que fetos de ovelhas podem entrar em um estado muito similar ao que ficamos quando sonhamos. O estudo promete, além de decifrar os mistérios dos sonhos intra-uterinos, analisar melhor o desenvolvimento do cérebro de uma pessoa, e identificar períodos vulneráveis.


Medir diretamente a atividade cerebral de um feto humano enquanto ele está no útero é impossível. O que sabemos sobre os hábitos de sono em uma idade tão pequena vem de observações sobre os movimentos dos olhos dos bebês.


É sabido que o cérebro oscila entre o ciclo REM (no qual o cérebro ainda está parcialmente consciente) e o ciclo não-REM (no qual o cérebro já está com os sistemas praticamente desligados e o cérebro descansa).


Alguns cientistas tentaram medir as atividades cerebrais de bebês prematuros, que haviam acabado de nascer. Mas, de acordo com os autores desta última pesquisa, os resultados destes procedimentos são cheios de falhas. Os neurologistas que estudavam esse campo não sabiam se os bebês desenvolvem sutilmente a capacidade de sonhar ou se ela simplesmente aparece, um dia.


Para preencher essa lacuna, Karin Schwab, que conduziu as pesquisas, estudou fetos de ovelha (em teoria, similares aos fetos humanos na maneira de desenvolvimento). Ela descobriu que os ciclos de sono desses fetos duram entre 5 a 10 minutos e ficam oscilando constantemente. Eles também mudam, lentamente, enquanto o feto cresce.


A pesquisadora também descobriu que os neurônios, que controlam o sono, são desenvolvidos e ficam maduros muito antes de que o cérebro esteja suficientemente desenvolvido para ter um sono do tipo REM.


Um melhor entendimento da maneira com que o cérebro se desenvolve pode indicar que um determinado bebê está propenso a desenvolver uma doença neurológica posteriormente. [Sciencetific Blogging]



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Computadores já dominaram um dos três tipos de consciência

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A consciência é um conceito difícil de se identificar, mas um pequeno grupo de neurocientistas acabou de tentar fazer exatamente isso. O objetivo deles era determinar se estamos perto do grande objetivo da inteligência artificial – a autoconsciência artificial.
Por enquanto, a resposta é não. Mas eles apontam que ainda podemos construir nossas próprias mentes totalmente conscientes.

Um jeito “fácil” de definir a consciência é que ela é o conjunto de pensamentos e sensações que todos experimentamos pessoalmente. O que significa que ainda não temos uma maneira de estabelecer se ela existe em uma coisa, como um computador.

Assumindo que a consciência que damos como certa nos seres humanos é baseada nas mesmas leis físicas descritas em nossos livros didáticos de física e química, devemos ser capazes, teoricamente, de encontrar uma maneira de criar um modelo dela.

Esta foi uma das motivações do lendário Alan Turing, um dos criadores da ciência da computação. Sua resposta foi estabelecer as bases para o computador moderno. Turing sonhava com máquinas de computação universais que poderiam jogar xadrez melhor do que campeões do mundo – ele ficaria chocado pelo nível de inteligência artificial que temos hoje em programas como o AlphaGo e o DeepMind.

Mas por mais fantásticos que esses sistemas computacionais sejam, seus talentos extraordinários apenas se comparam com nossas próprias habilidades cognitivas – eles podem resolver problemas em velocidades ridiculamente altas, mas eles ainda não sabem que podem resolver problemas.

Mas será que poderíamos fazer alguns ajustes no futuro próximo para fazê-los acordar?

Para responder a isso, os pesquisadores quebraram a consciência em três categorias. Eles chamaram a categoria de C0 a mais baixa, comparando-a com a solução de problemas que nossos cérebros efetuam sem percebermos, que é o que acontece quando voltamos do trabalho sem nem pensar no caminho. Os computadores podem fazer isso suficientemente bem, como podemos ver na iminente revolução dos veículos sem motorista.

Mas é questionável se podemos chamar isso de “consciência” em qualquer sentido real, o que nos leva à próxima categoria, a C1. “Refere-se à relação entre um sistema cognitivo e um objeto de pensamento específico, como uma representação mental da luz do tanque de combustível”, escrevem os pesquisadores.

Na C1, esse objeto de pensamento é selecionado para o processamento global, movendo-o de um relacionamento estreito para um que pode ser manipulado em vários contextos. Essa luz de combustível intermitente pode ser modelada em C1, não apenas como um único problema, mas um conceito que pode ser avaliado, priorizado e resolvido – ou não – de forma temporizada.

A categoria final, C2, é como um chefe olhando para sua fábrica do alto de um mezanino, consciente das tarefas que estão sendo desenvolvidas. Abrange o que chamamos de “meta-cognição” – uma sensação de saber o que sabemos. C1 pode ocorrer sem C2, e vice-versa. Mas de acordo com os pesquisadores, nenhum dos sistemas possui um equivalente na inteligência das máquinas. Ainda não, pelo menos.

Os pesquisadores especulam que a C1 evoluiu como uma maneira de quebrar a modularidade dos processos de inconsciência. Os avanços recentes em microchips que podem tanto armazenar como processar informações da mesma forma que células cerebrais humanas podem potencialmente desempenhar esse papel de revolucionar a tecnologia modular existente.

Para que isso funcione, precisamos aprender mais sobre como nossos próprios cérebros criam seu próprio espaço de trabalho global – a arquitetura que dá origem ao que pensamos como nossa consciência.

Para desenvolver a tecnologia C2, os pesquisadores sugerem vários processos, como alguns que aplicam probabilidade de tomada de decisão e outros que possuem algum tipo de meta-memória para estabelecer uma linha entre o que é conhecido e o que não é.

Embora o relatório não forneça caminhos para a próxima geração de inteligência artificial, argumenta que é perfeitamente possível construir máquinas conscientes com base em nosso próprio hardware mental. Talvez tenhamos que esperar um pouco mais pelos replicantes de Blade Runner, mas parece que eles estão a caminho. [Science Alert]




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6 perguntas que podem ajudar você a saber se é hipocondríaco

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Você se considera hipocondríaco?


Segundo o Manual de Transtornos Mentais, publicado pela Associação de Psiquiatria dos EUA, trata-se de uma condição que leva as pessoas a acreditarem que estão com uma doença grave. Ou seja, o paciente considera que sintomas normais do corpo - como cansaço, cefaleia ou dores musculares - significam problemas de saúde de muito maior gravidade. Mas a hipocondria também pode se manifestar em quem não sente nada.


O SUS britânico (NHS, na sigla em inglês) criou um manual de autoajuda para quem sofre com o transtorno. Se você responder "sim" à maioria das perguntas abaixo, é provável que você seja hipocondríaco e deva procurar ajuda médica. Nos últimos seis meses…


1. Você se preocupou com a ideia de ter uma doença grave devido a sintomas que duraram por um longo período?


Segundo o NHS, "quando prestamos muita atenção em uma parte do corpo, tendemos a notar sintomas dos quais não tínhamos conhecimento antes, como protuberâncias".

Em outras palavras: quanto mais nos concentrarmos em uma área ou em um sintoma, maior é a chance de notá-los. A partir daí, começaremos a nos preocupar e vamos acabar nos autoexaminando com mais frequência. As dores de cabeça, por exemplo, costumam ser apenas um sinal de estresse.


2. Essa preocupação gerou angústia?


Os hipocondríacos tendem a desenvolver preocupações desnecessárias sobre os sintomas que acham que estão tendo. O NHS enumera quatro tipos de pensamentos que passam pela cabeça de quem está demonstrando ansiedade por causa de seu estado de saúde:


a) Aqueles que tiram conclusões infundadas

Exemplos:

"Se o médico me pediu para fazer esses exames, é porque está muito preocupado."

"Uma dor de cabeça como essa deve ser algo grave."


b) Os catastróficos

Exemplos:

"Isso é câncer."

"Isso poderia me matar em meses."

"Meus filhos ficarão sem mãe antes que comecem a escola."


c) Tudo ou nada

Exemplos:

"Se tenho qualquer sintoma é porque algo muito ruim está acontecendo comigo."

"Preciso fazer todos os testes possíveis - ou algo pode ficar de fora."


d) Os que se baseiam em uma lógica emocional

Exemplos:

"Sinto que há algo ruim comigo. Por isso, alguma coisa está errada."

"Se me preocupo por isso, então pelo menos estou preparado para o pior."

"Essa tensão deve ter como causa uma doença grave."


3. Você acredita que a preocupação teve um impacto negativo em todos os aspectos de sua vida, incluindo família, vida social e trabalho?


"As preocupações com a saúde se tornam um problema no momento em que nos impedem a levar uma vida normal - quando não há razão para pensar em algo seriamente ruim", diz o NHS. O britânico Morgan Griffin, por exemplo, suspeitava de que tinha um problema e que precisava de ajuda médica quando foi jogar boliche com a mulher e os sogros. Com frequência, ia ao banheiro. Mas não porque tinha um problema fisiológico ou porque tinha bebido muito líquido. Griffin queria, na verdade, medir sua temperatura.


"Tinha um termômetro no meu bolso todo o tempo. Quando minha mulher descobriu, me disse para parar; por isso, passei a me esconder para poder medir minha temperatura - e fazia isso mais de 25 vezes por dia", conta ele, que assume ser hipocondríaco. Griffin diz temer que, se abdicar do hábito, manifestará a doença. Ele acrescenta que sempre pensa "no pior".


4. Você está constantemente se autoexaminando e se autodiagnosticando?


Griffin media a temperatura 25 vezes por dia. Mas há pacientes que sentem que devem submeter-se a exames mais exaustivos. Eles acreditam que fazê-los é a única maneira de confirmar que estão bem, justificando essa necessidade ao dizer que podem estar doentes e não saber.


Mas, segundo o NHS, não é recomendável fazer exames "o tempo todo" e que não há como sempre ter certeza de que você não está doente, pois doenças podem surgir a qualquer momento. O sistema de saúde público britânico indica que, no caso de algumas pessoas, "buscar muita informação sobre uma doença pode incrementar suas preocupações e fazer com que se foquem em sintomas novos ou em outras áreas do corpo".


Outros pacientes fazem completamente o contrário: evitam tudo que tenha a ver com doenças. Por exemplo: trocam de canal quando um programa de saúde está começando ou passam rapidamente a página de uma revista quando uma reportagem fala sobre um transtorno em particular.


Algumas pessoas, inclusive, evitam fazer exercícios ou certas atividades físicas pelo temor de que possam ficar doentes. Outros tratam de permanecer em casa e ficar em repouso como se estivessem doentes.


"Isso pode provocar anemia ou até mesmo um aumento dos sintomas devido à falta de atividade física", indica o NHS.


5. Não acredita no diagnóstico de seu médico ou não está convencido quando ele diz que está tudo bem?


"Os médicos se equivocam com frequência" é um pensamento recorrente entre os hipocondríacos. Outro argumento das pessoas que se preocupam em excesso com a saúde é o histórico médico de sua família, especialmente quando está relacionado a uma doença em particular.


Neste sentido, é bastante comum ficar ansioso por causa de uma doença. No entanto, trata-se de um comportamento prejudicial, porque, como explica o NHS, se o médico falou com o paciente e disse que está tudo bem, não há motivo para se preocupar com a saúde.


No caso de Griffin, ele acredita que a motivação está em sua infância. "Meu pai morreu inesperadamente aos 43 anos. Sou uma pessoa racional, e por causa do que ocorreu, quis entender por que isso havia acontecido. Acreditava que havia sintomas que nos passaram despercebidos. Se tivéssemos nos dado conta deles, poderíamos ter evitado sua morte", explica.


6. Você precisa constantemente que os médicos, familiares e amigos o tranquilizem e lhe deem garantias de que está bem, incluindo quando não acredita no que estão dizendo?


É normal que, ao nos sentirmos preocupados, busquemos conforto em alguém em que confiamos. Mas no caso dos hipocondríacos, a necessidade de que buscar a todo momento essa validação é frequente e, em alguns casos, insaciável.

"O conforto funciona no início e faz com que os hipocondríacos se sintam um pouco menos preocupados", diz o NHS. O problema é que a tranquilidade não dura muito e a preocupação acaba voltando. "As pessoas podem desenvolver o hábito de pedir esse apoio o tempo todo. Isso mantém os sintomas presentes em suas mentes e, normalmente, faz com que se sintam pior", conclui o NHS.




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