Como o cérebro funciona durante o vestibular?



A organização do cérebro humano não é estática. Suas conexões se movimentam o tempo todo, de acordo com a atividade a ser realizada. Foi essa conclusão a que chegou uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Stanford. Durante testes de memória, por exemplo, identificaram que a atividade cerebral ocorreu de forma mais integrada com relação ao estado de repouso. E, quanto maior a rapidez e a precisão na realização da tarefa, mais integrado o cérebro parecia.
Imagine, então, o nível de atividade cerebral durante uma prova de vestibular, em que a pressão e a ansiedade são constantes. “Nesta situação, não apenas o cérebro reage, mas ele se comunica com outros órgãos do corpo, o que denominamos de eixos. Existe o eixo hipotalámo-hipófise-supra-renal, por exemplo, que fica mais ativado frente a uma situação estressante.
Essa ativação leva à produção de noradrenalina, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória e há aumento também do cortisol que, em excesso, pode prejudicar, inclusive, a nossa capacidade de memorizar”, explica Flavio Shansis, médico psiquiatra e professor da Graduação em Medicina na Unisinos. Talvez seja por isso que tanta gente tem “branco” no momento da prova.
De acordo com ele, as áreas ditas mais nobres do cérebro são ativadas durante o vestibular, dentre as quais o corte pré-frontal é bem importante. “Existem áreas mais relacionadas à memória, ao processamento de dados, que são mais estimuladas quando colocadas em demanda.
Estudos mostram que áreas nobres, como o corte pré-frontal, por exemplo, são ativadas quando são desafiadas, e isso é mostrado em exames de neuroimagem funcional. Portanto, provavelmente, no momento de uma prova, essas e outras áreas serão mais demandadas”, explica Shansis. Áreas da memória, como o hipocampo, também podem ser mais ativadas em situações que requeiram evocação de conhecimentos anteriormente adquiridos, que é o caso do vestibular.
E como as conexões cerebrais não são estáticas, é possível aprimorá-las para obter um melhor desempenho no vestibular. A leitura e os exercícios de memória podem não apenas aumentar as conexões, como torná-las mais eficientes. Dormir bem também é fundamental, pois a falta de sono diminui a criatividade, a concentração, o aprendizado e a capacidade de planejar e resolver problemas, deixando o raciocínio lento.
Veja, a seguir, quais partes do cérebro são acionadas durante o vestibular.


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Sabia que reclamar faz mal ao cérebro? Veja dicas para fugir do hábito de reclamar

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Sabia que reclamar faz mal ao cérebro?


Ouvir um resmungão pode te trazer mais do que vontade de sair correndo para bem longe do papo mal-humorado. A Ciência explica que uma enxurrada de reclamações, além de encher seu ouvido, atinge negativamente seu cérebro e o funcionamento do seu corpo.


Pior: se você é a pessoa que tem o hábito de criticar tudo e todos, o efeito também se aplica à sua saúde mental. Mas, parece que o hábito de reclamar acaba fazendo parte da nossa vida vez ou outra, não é mesmo? Por que reclamar atinge seu cérebro negativamente


O articulista e cientista da computação Steven Parton publicou um texto no site Curious Apes sobre como o fato de resmungar pode acabar com seu bem-estar e daqueles que o cercam, atingindo diretamente o cérebro dos indivíduos.

Ele explica que a cada pensamento que temos, nosso cérebro é remodelado, alterando a construção física da realidade. Isto porque a ponte que se forma entre as células nervosas (os neurônios) acaba se estreitando ainda mais para a produção daquele pensamento.


“Ao longo de seu cérebro há uma coleção de sinapses separadas por um espaço vazio chamado de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara um produto químico através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte sobre a qual um sinal elétrico pode atravessar, levando consigo a informação relevante que você está pensando”, detalha.


Sinapses


“Toda vez que essa carga elétrica é acionada, as sinapses diminuem a distância que a carga elétrica tem que atravessar. Portanto, o cérebro é religado em seu próprio circuito, e se altera fisicamente para tornar mais fácil a realização das sinapses adequadas – e isto faz com que o pensamento, em essência, seja mais facilmente disparado”.


Aliado a essa capacidade cerebral, está o fato de que as sinapses que você tem mais fortalecidas definem sua personalidade. No fim das contas: aquele pensamento que se repete mais dentro da sua cabeça reforça as pontes dentro da rede dos seus neurônios.


“Através da repetição do pensamento, você aproxima cada vez mais o par de sinapses que representa suas inclinações, e quando surgir o momento oportuno para que você possa formar um pensamento, o pensamento que ganha é aquele que tem menos distância para viajar”.


Isto quer dizer que, quanto mais você reclamar, mais reforçará o jeito “reclamão” de seu cérebro.


Aceitação x desgosto


Steven aponta outro fator que faz com que os resmungos, por vezes, destruam nosso cérebro: a dualidade entre a aceitação e o desgosto, o amor e o medo, o otimismo e o pessimismo. Em uma experiência pessoal, o autor resolveu seguir, frente a situações boas e ruins, o preceito de “agradecer pela experiência e pela lição”.


“A natureza aprecia caos, e nosso cérebro não é diferente. E por isso é importante salientar que esta, obviamente, não é uma prática à prova de idiotas que irá erradicar completamente a negatividade de sua consciência; por vezes, a emoção pega muito pesado e o par de sinapses que chama a carga química será o negativo”, relata.


“Mas, como qualquer músculo, se você exercer essas sinapses ‘amorosas’, você vai encontrar uma nova força inata que fará o mundo brilhar com muito mais frequência. Você também vai se perceber muito mais feliz por causa de seu bem-estar”.


Ouvir reclamação dos outros


Quando você ouve muito blá-blá-blá negativo, seu cérebro se relaciona com a outra pessoa em virtude dos “neurônios-espelho”.

Nesta experiência, a empatia com o outro faz com que tentemos sentir a emoção que ele está sentindo – e aí, você literalmente, “troca energias negativas” com seu interlocutor.



O que fazer para evitar negatividade


Se você é uma pessoa que reclama muito e quer parar ou convive com alguém assim, separamos oito dicas simples para te ajudar :


1- “Somos o resultado das cinco pessoas que mais nos relacionamos”

Se você está do lado de pessoas que só reclamam, em breve pode se tornar assim também. Se afastem dessas pessoas.


2 -A palavra tem muito poder

Se você está no meio de uma crise e diz que vai ser assim até o final do ano, será  assim leve otimismo para a conversa: ‘existe um crise, sim. Mas o que vamos fazer para mudar?”. A dica aqui é conseguir ver o lado bom das coisas.


3- Esteja ao lado de pessoas que são altruístas e otimistas

Uma âncora é apenas 10% do peso do navio e, mesmo assim, o prende. Não deixe que ninguém seja uma âncora. 


4- Reclamar é um hábito e, por isso, pode ser mudado

Nosso cérebro demora 21 dias para entender que criamos um hábito. Depois, vira rotina. Por isso, evite manter atitudes negativas, como respostas ríspidas e mau-humor.


5- Tente mudar o assunto sempre que quem reclama entrar em ação

Você dá um bom-dia, e a pessoa responde ‘bom dia por quê?’; peça para ela respirar fundo e diga que o fato de ela estar viva já é motivo para um bom dia. 

Ela fala mal de alguém e você fala bem. 


7- Mude de assunto sempre que se sentir arrastado pelas energias negativas do interlocutor

Se a pessoa reclama de alguma coisa, pergunte algo como “você já viu como o céu está aberto hoje?”, para forçá-la a mudar de assunto.


8- Não tente chamar atenção da pessoa

Frases do tipo “você só reclama” ou “você fala tão mal” não funcionam. Quando alguém fizer uma crítica, fale uma coisa positiva. 



Pitaco: a regra da água 

Para aqueles que tem o hábito  de reclamar sempre, aqui vai a regra de ouro: . Ande com uma garrafinha de água e toda vez que pensar em falar mal de alguma coisa, beba a água e segure o líquido na boca. Assim você tem tempo para parar e pensar antes de falar.

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Emocional, social, específica ou fisiológica: qual é o seu tipo de fome?

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Você já parou para pensar, ao longo de um dia, em quantas vezes ingeriu algum alimento porque realmente estava com fome ou por algum outro motivo? Tédio, ansiedade, memórias afetivas e até convenções sociais nos induzem a comer mais do que o organismo necessita em termos de nutrientes.


Nos acostumamos a chamar esses impulsos de fome. No entanto, eles têm mais relação com estados emocionais do que com necessidades fisiológicas. Essa vontade de comer, geralmente, tem raízes em lembranças agradáveis, que foram adquiridas ao longo da vida, relacionadas à alimentação. E nem sempre ela deve ser reprimida: saciar o desejo de ingerir algo, assim como comer por prazer, mesmo sem a fome física, é ok, desde que não haja sensação de perda de controle ou sofrimento psíquico de culpa ou arrependimento desproporcionais.


O que vale aqui é o bom senso. Se você acha que está exagerando, há maneiras simples de controlar essa vontade --se elas não funcionarem, no entanto, pode ser o caso de procurar ajuda profissional. Pra começar, é fundamental que a fome fisiológica esteja regulada. Mas esqueça aquela regra de comer a cada 3 horas. Hoje, sabe-se que cada pessoa tem seu intervalo biológico particular. Por isso, é preciso estar atento aos sinais que o organismo dá.


Outra orientação é evitar dietas que restringem grupos alimentares específicos, pois esse hábito pode desorganizar a fisiologia do equilíbrio entre fome e saciedade. O resultado é o efeito rebote, quando há o aumento da sensação de fome pela restrição calórica e de grupos alimentares. A seguir, entenda melhor quais os tipos de fome e veja com qual --ou quais-- você mais se identifica. Os termos são uma maneira didática utilizada pela psiquiatria, endocrinologia e nutrição para expressar comportamentos relacionados à atitude alimentar.


1) Fome fisiológica


É aquela que surge da necessidade de ingestão de nutrientes para o organismo. Ou seja, é a fome “real”, que não vem acompanhada de aspectos emocionais. E essa fome não tem o mesmo ritmo nem tamanho para todo mundo --particularidades genéticas e ambientais fazem a diferença. Para quem não tem nenhum transtorno alimentar ou doença metabólica, ela pode ser identificada por um desconforto gástrico, ou seja, aquela velha sensação de “estômago roncando” ou “vazio no estômago”. Se não for saciada, o corpo trata de usar outros recursos para ser atendido, como uma sensação de fraqueza e tontura, dor de cabeça, cansaço, etc.


2) Fome social


Você acaba de almoçar e, em seguida vai a uma festa infantil, onde se delicia com quitutes doces e salgados, mesmo sem estar com fome fisiológica. Ou vai ao cinema depois do jantar, não resiste ao cheirinho de pipoca no local e compra logo o maior pacote. É aquela vontade de comer que surge em situações descontraídas de encontros entre pessoas, em que há uma oferta irresistível de alimentos.


3) Fome emocional


É quando o ato de comer envolve uma situação emocional específica, boa ou ruim, em que o alimentar-se representa uma “compensação” ou um “merecimento”. Muitas vezes, é disparada mediante situações de ansiedade, angústia, depressão ou alegria extrema. Geralmente, os alimentos mais procurados nesse caso são os doces ou farináceos (que se transformam em açúcar no organismo). Ambos estimulam uma parte do cérebro ligada ao prazer. Também pode surgir por conta de oscilações hormonais tipicamente femininas, mas, mesmo nesse caso, também há um componente cultural. Por exemplo, quando a mulher está grávida, diz-se que ela precisa comer por dois. Ou, na TPM, ouve-se: “Coma um chocolatinho que passa” --e a mulher acaba repetindo aquele ato mesmo sem real interesse.


4) Fome específica


Sabe aquela vontade de comer um alimento específico? Trata-se de um aspecto da fome fisiológica ou da emocional, e geralmente envolve alimentos preferidos pela pessoa ou que há tempos não são experimentados. Assim como a fome emocional, muitas vezes ela é disparada por lembranças prazeirosas relacionadas à alimentação.






Fontes: Victor Sorrentino, médico, nutrólogo, cirurgião plástico, palestrante e escritor, de Porto Alegre (RS), e Alexandre Pinto de Azevedo, psiquiatra, coordenador do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade (GRECCO) do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


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Por que algumas pessoas são mais egoístas do que as outras?

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Um estudo recente buscou descobrir como funciona a mente de pessoas egoístas. Logicamente, todos nós somos egoístas de vez em quando, mas o que a pesquisa buscou compreender melhor foi a forma como pessoas consideradas maquiavélicas pensam.


O termo “maquiavélico” tem relação com o escritor, político e diplomata italiano Nicolau Maquiavel, autor de “O Príncipe”. Na obra, Maquiavel consegue traçar perfeitamente o perfil frio do personagem principal, que pode ser descrito como manipulador, calculista, traiçoeiro e sem empatia.


O comportamento do personagem principal de “O Príncipe” é comumente visto em nossa sociedade. Há muitas pessoas dispostas a explorar outras apenas por benefício próprio, e essa questão de conduta ética e social é frequentemente estudada por cientistas comportamentais, que tentam entender o que há por trás da forma como as pessoas agem com as outras.


Em um estudo recente, realizado na Hungria, cientistas observaram as reações de dois grupos de estudantes: um era formado por pessoas levemente maquiavélicas e outro por aqueles considerados altamente maquiavélicos. A partir dessa divisão, com a ajuda de exames de imagem, os cientistas puderam ver as diferenças de atividades cerebrais entre esses indivíduos.


Os voluntários foram informados de que trabalhariam em duplas, e cada pessoa recebeu uma nota de US$ 5 e, em seguida, deveria decidir quanto gostaria de “investir” em seu parceiro. A essa altura, os participantes acreditavam que seus parceiros eram outros estudantes, mas, na verdade, eles estavam lidando com um programa de computador.


Esse programa tinha duas formas de ação: ou retornava o investimento de maneira justa, com 10% acima ou abaixo do valor inicial, ou dava resultados injustos, retornando apenas 30% do valor inicial. Após a interação inicial, era o programa de computador que investia nos participantes, mas eles mesmos precisavam decidir se teriam um retorno justo ou não.


Esse exercício mostrou que, quando os participantes menos maquiavélicos decidiram quanto de retorno dariam a seus parceiros, agiam conforme as normais sociais, recompensando seus companheiros de maneira justa no início e os punindo quando receberam a recompensa considerada injusta.


Os mais maquiavélicos deram recompensas injustas para todos, independente das recompensas que haviam recebido. No final do joguinho de investimento, os maquiavélicos foram os que acabaram com mais dinheiro.


As análises das atividades cerebrais dos participantes revelaram que, quando o programa de computador dava uma recompensa justa aos maquiavélicos, as áreas cerebrais mais ativadas eram as relacionadas à criatividade e à inibição. Para os cientistas, isso pode significar que essas pessoas inibiram seus instintos naturais de agir de maneira recíproca e justa, de modo que, ao mesmo tempo, calculavam uma forma melhor de conseguir tirar proveito do parceiro.


Ao que tudo indica, pessoas mais manipuladoras e dissimuladas não são egoístas porque são injustas, mas agem de maneira egoísta em momentos específicos, o que é justificado pela falta de empatia. Da mesma forma, essas pessoas tendem a explorar a boa vontade de quem demonstra agir de forma justa e cooperativa.


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Separação dos pais: 5 livros infantis para ajudar a criança a lidar com a situação

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Uma angústia comum para os pais que se separam é o impacto que essa decisão terá sobre a criança. Em dúvida de como fazer e com receio de traumatizar os pequenos, não é raro que alguns casais optem por continuar juntos mesmo quando o relacionamento já desandou.


Porém, crianças têm olhos atentos. Reparam a vida ao seu redor com curiosidade irreparável. Por isso, adiar uma separação apenas por considerar que a criança poderá sofrer com aquela situação nem sempre é o melhor caminho. Apresentar  experiências desconhecidas à criança é oferecer a vida em sua potência de realidade de constante transformação, é respeitar o seu direito de escolher como vai lidar com o novo.


A literatura, então, aparece mais uma vez como aliada na hora de responder perguntas que parecem insolúveis: como fazer meu filho não sofrer? É só pensar em algo assim para perceber o paradoxo da coisa toda: dor se evita? Como fazer a criança feliz se quem convive com ela não está feliz? O tema separação está diretamente relacionado a uma série de questões fundamentais para o bem-estar da criança: o perigo da alienação parental, a importância da paternidade ativa, maternidade sem culpabilização e muitos outros aspectos que circulam em torno do assunto principal: a saúde do casal.


Pensando em tudo isso , selecionamos alguns títulos que falam sobre o assunto de uma forma leve, natural e delicada, colocando-se no lugar da criança para experimentar diferentes formas de vivenciar o que nada mais é do que um novo cenário familiar.


1. “Lá e Aqui”, Odilon Moraes e Carolina Moreyra (Pequena Zahar)


"Era uma vez uma casa, a minha casa.

Ela tinha um lago cheio de peixes, sapos no jardim,

muitas flores coloridas,

um pai e uma mãe.

Mas, um dia, nossa casa virou duas"


Com uma linguagem lírica e repleta de simbologias sofisticadas e poéticas, o livro "Lá e Aqui", de autoria de Odilon Moraes e Carolina Moreyra, tem por trás uma história real, e surgiu depois de uma quase separação dos dois, quando pensaram como seria para o filho encarar o pai e a mãe vivendo em casas diferentes. Diferente do que aconteceu na vida real, o livro refaz o cenário da família a partir da separação, e a cada página representa a casa do pai e da mãe, dois mundos distintos mas que guardam a única coisa que não pode faltar para a criança: afeto e presença. Um livro para mostrar como é possível manter uma rotina saudável e feliz para a família, mesmo quando ela ganha uma nova casa para morar.


2. “Dois de Cada”, Babette Cole (Ática)


Se você procura uma história sobre separação bem-humorado e divertido, em que as crianças são protagonistas e que ainda por cima mostra como um relacionamento ruim pode fazer mal às crianças, encontrou! "Dois de Cada", escritora pela inglesa Babette Cole, foi lançado no Brasil em 1998 e permanece atual em sua leitura do comportamento humano. O livro conta a história de dois irmãos - um menino e uma menina - que não aguentam mais ver os pais brigando o tempo todo. Para resolver a questão, eles botam um plano cheio de minúcias e engenhosidades de criança para separar os dois. A solução encontrada pelas crianças é "des-casar" os pais. No final do livro, eles ganham algo inesperado, e a história passa enfim o seu recado: às vezes, as coisas são mais simples do que pensamos, nós, adultos, é que temos a mania de complicá-las.


3. “Mamãe É Grande Como uma Torre”, Brigitte Schär e Jacky Gleich (Cosac Naify)


Mais uma história em que as crianças são protagonistas. Aqui, a separação dos pais é contada a partir do ponto de vista infantil. Para a menina desta história - criação da premiada autora suíca Brigitte Schär -, sua mãe é a maior do mundo, e seu pai cabe dentro de uma caixa de sapato. Cheio de poéticas metafóricas, o livro simboliza a importância que os pais têm na vida dos pequenos, e aborda o tema da solidão de um jeito sutil, para ajudar a iniciar com as crianças uma conversa sobre o inevitável da vida.


4. “É Tudo Família!”, Alexandra Maxeiner e Anke Kuhl (L&PM)


Dois irmãos que têm cada um duas mãe e dois pais. Uma menina que ganha duas festas por ano porque chegou em sua família em um dia diferente daquele em que chegou ao mundo. Outra que está chateada porque não quer uma segunda mãe. O livro conta estas e outras histórias incomuns para reinventar o próprio conceito de família. Um livro para mostrar às crianças, sem didatismo e com muita leveza, como podem ser divertidas as famílias que não se parecem com nenhuma outra.

A história mostra principalmente que mesmo com pais vivendo em casas diferentes, o amor é o que nos une e faz uma família ser o que ela é. “Existem pais que tratam seus filhos muito mal. Nunca os abraçam ou beijam. Só gritam com eles. Outros até batem nos filhos, embora isto seja proibido!”, revela. No fim das contas, todas as crianças que aparecem no livro têm algo em comum: fazem parte de uma família, e cada uma é única.


5. “A Separação”, Pascale Francotte (Edições SM)


Escrito pela autora francesa Pascale Francotte, "A Sepração" foi lançado no Brasil em 2009, e compõe uma narrativa sobre separação contada no ritmo da percepção da criança sobre aquilo que está vivenciando. Na história, um menino pequeno percebe que algo está diferente entre os pais, e a autora descreve o desenrolar dos acontecimentos a partir do ponto de vista do pequeno protagonista. As sensações que a nova situação desencadeiam no menino aparecem com força, e aos poucos, as tensões, as brigas e a falta de comunicação do casal geram sentimentos negativos na criança, como insegurança, culpa e medo. É só quando a ruptura se materializa em um novo cenário familiar que tudo fica mais leve e confortável para todo mundo, e o livro chega ao fim com uma lição delicada sobre a aceitação daquilo que é melhor para a criança.


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Quatro passos para estabelecer uma comunicação mais compassiva e não violenta

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Você já ouviu falar em Comunicação Não Violenta? E já parou para pensar o quanto nossa sociedade é violenta? Não digo o ato de violência em si, mas como ela pode ser naturalizada e reproduzida sem que percebemos que é um ato de violência , ela impera no nosso modo de nos relacionar com o outro, causando assim afastamentos, conflitos tudo por conta da forma como nos comunicamos.


A Comunicação-Não-Violenta (CNV), intitulada por Marshall Rosenberg, seguidor e aluno de Carl Rogers, sugere que este seja um método de comunicação clara e empática constituída por alguns elementos. Diante disto ele criou quatro pilares que possibilitam construir uma comunicação mais assertiva e clara:


 Observações, sentimentos, necessidades e pedidos.


Este método é muito bem empregado em muitos lugares onde a comunicação acontece, como por exemplo, instituições escolares, empresarial, mediação de conflitos e relações de modo geral. Resumidamente, a intenção é que ocorra um diálogo simples, claro sem a intenção de culpabilizar, coagir ou ameaçar o outro, facilitando a aproximação, num jeito de falar mais consciente, observando as necessidades internas e genuínas de si e o mundo. Vou explicar todos os pilares:

 

Observar:

 

O ato de observar não se confunde com avaliação, pois a avaliação propicia o julgamento. As pessoas num modo geral tende a receber como critica e isso não contribui para a CNV.

 

Sentimentos:


Qual é o sentimento que a observação fez você sentir? Ou o que o outro está sentindo? Tente descobrir o que o outro sente e peça. Nomear a emoção, livre de julgamento moral, permite a conexão com o outro, num espírito de respeito mútuo e cooperação. Exemplo: “Vejo que você tem faltado no serviço a semana inteira (observação). Fico meio preocupada.” (sentimentos)

 

Necessidade:


Uma vez que você observou, factualmente, entrou em contato com o seu sentimento. Qual é a sua necessidade, antes de pedir?

 

Exemplo: “Vejo que você se afasta quando eu chego. (observação). Me sinto desconfortável (sentimento), pois preciso de um pouco de contato agora”(pedido). Ou Você está se sentindo ressentida por não ser apreciada como deveria?” (adivinhando os sentimentos do outro)

As Necessidades são comuns a todas as pessoas e não está relacionada a nenhuma circunstância ou estratégia específica para a realização delas. Desta forma, querer ir ao cinema com alguém específico não é uma necessidade, ao mesmo tempo que um desejo de passar um tempo com uma pessoa em particular também não o é. A necessidade genuína aqui seria ter uma companhia.

 

Pedido:


Nesta parte é importante fazer seu pedido concreto para que a ação encontre a necessidade identificada.


Peça de maneira clara e específica aquilo que você quer ao invés vez de falar nas entre linhas ou afirmar apenas o que não deseja. Por exemplo, “Vejo que você se afasta quando eu chego(observação) Não está se sentindo apreciada como deveria? (sentimento).  Se a resposta for sim, você pode revelar seu próprio sentimento e propor uma ação: “Bem, eu me sinto triste quando isso acontece. Que tal podermos conversar um pouco mais e entrarmos num acordo?


Para que o pedido seja realmente um pedido – e não uma exigência –, permita que a outra pessoa opine ou proponha alternativas. Quando a decisão é em conjunto, você demonstra quer que essa ação porque ambos consentirem voluntariamente, sem sentirem culpa ou pressão. O segreda é a empatia e tudo se dá mais facilmente.

 

No sentido amplo de toda essa explicação a intenção de fazer uma observação que é contrária ao julgamento, em seguida identificando os sentimentos que ocorrem na fala, encontrando qual a necessidade daquele sentimento para finalizar com um pedido, num movimento de fazer um pedido concreto para que a ação encontre a necessidade identificada.


Diante disso a empatia nos faz aproximar porém, tendamos a nos comunicar de forma alienante assim como diz Marshall na qual evidenciamos o julgamento do que é certo e errado na qual chega para o outro como imposições, e esquecemos que cada um tem sua forma de pensar e agir, é importante que possamos respeitar o outro que pensa ao contrário.

 

Algumas dicas para tentar praticar:

 

Comece usando para si mesmo os passos para obter clareza quanto às próprias necessidades, é importante ter paciência pois mudar o que já está muito incrustado leva um tempo, mudar uma cultura não é uma tarefa fácil,  mas somente com a prática isso será possível.

Escute atentamente o que o outro tem para dizer

Procure pensar o que está por traz das palavras, inclusive das de baixo calão.

Quando alguém falar a você num tom de julgamento ou imposição, falando palavrões inclusive, é possível escutar e sentir quais as necessidades a serem realizadas.

 

Ás vezes é muito difícil mudar, mas não tenha medo de cometer erros, se deu errado ou não ficou satisfeito tente outra vez na próxima oportunidade. 

A discutição com pessoas em extremo nervosismo não é uma boa prática, é interessante só ouvir e tentar se conectar.


Diante de tudo que escrevi aqui, você vai perceber que cada vez que estiver mais atento a você mesmo, e aberto para se conectar com o outros sem uma atitude defensiva ou de julgamento aos poucos a comunicação ficará mais fluida e autêntica e trará muito benefícios a si e aos que te cercam.

 

Fonte de pesquisa: Livro Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, de Marshall Rosenberg

 

 

 

Suzidalia A. dos Santos Brito

Psicóloga - CRP 06/126904 – Psicoterapeuta Humanista – Abordagem Centrada na Pessoa ; graduada também em Gestão de Recursos Humanos. Atuou há mais de 6 anos com saúde pública; desenvolve trabalhos em ONGs voltada ao bem-estar, experiência com treinamentos motivacionais e técnicos em desenvolvimento de pessoas. Realiza projetos específicos  Institucionais e empresas. 11 96548-3610

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Sete soluções para os problemas de sono do adulto com TDAH

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Muitos adultos com TDAH se queixam de noites inquietas e exaustão matinal. Às vezes, a medicação do TDAH causa reações colaterais, outras vezes um cérebro com a velocidade turbinada mantém você aceso. Do mesmo modo que não há somente uma razão para os distúrbios do sono relacionados com o TDAH, também não há só uma solução que funcione para todo mundo. Aqui estão algumas das soluções que os especialistas em TDAH indicam.


1-    Ajuste a medicação do TDAH


A medicação do TDAH pode desencadear problemas de sono em alguns adultos. Se você acha que este é o seu caso, fale com seu médico sobre o ajuste fino do tratamento.


Por outro lado, alguns especialistas em TDAH acreditam que um estimulante tomado 45 minutos antes de se deitar pode desligar cérebros muito ativos. “Cerca de dois terços dos meus pacientes adultos tomam uma dose completa da medicação para o TDAH toda noite, para iniciar o sono”, diz William Dodson, M.D., um psiquiatra de Denver, Colorado.


2-    Apague a luz


A luz ativa o cérebro TDAH e mantém você acordado por mais tempo. Prepare-se para dormir apagando ou diminuindo as luzes lá pelas 9 da noite.

Você pode cobrir a lâmpadas ou usar um algo para diminuir gradualmente a intensidade da iluminação, e não ficar vendo TV muito luminosa ou no computador depois das 9 da noite.


3-    Acalme seu cérebro


Já na cama, com as luzes apagadas, use ferramentas que ajudam quem tem TDAH a relaxar, como aparelho de ruído branco, protetores de ouvido ou música suave para enfrentar os pensamentos competidores. Relaxe um músculo de cada vez, começando pelo seu pé e subindo, respire cada vez que atingir um novo grupo muscular.


4-    Crie rotinas de acordar e de se acalmar


Acordar na hora certa depende de ir dormir na hora certa, e ter uma noite completa de sono reparador. Desenvolva rotinas para ajuda-lo a acordar mais feliz e mais rapidamente pela manhã e para se acalmar à noite.


Essas fáceis rotinas de ir dormir e de acordar podem ser simples – tomar banho de chuveiro e assistir ao noticiário a cada noite, tomar café e ler o jornal a cada manhã


5-    Mantenha o ciclo do sono


Deitar-se e levantar-se todos os dias no mesmo horário. Isto aumentará a qualidade do seu sono por fazer seu corpo pegar um ritmo diário, algo que beneficia particularmente adultos e crianças com TDAH. Nem todos precisam da mesma quantidade de sono, mas a consistência é a chave, então trabalhe com sua família para estabelecer uma rotina de sono e fixe-se nela.


6-    Evite as armadilhas do sono


Conheça as armadilhas do sono do TDAH e evite-as. Se falar ao telefone, ver TV ou checar a correspondência do e-mail mantém você acordado além do horário de ir dormir, pregue avisos que o lembrem de observar as regras. Peça à sua família para ajuda-lo, de modo que eles saibam como não distraí-lo do seu objetivo.


7-    Ajuste um despertador


Programe um relógio de pulso com alarme, ou ajuste um relógio despertador para uma hora antes da hora de ir dormir, de modo que você tenha tempo para se preparar para ir deitar-se. Se você frequentemente fica grudado na TV, coloque o despertador em outro cômodo, porque assim você será forçado a ir até ele para desligá-lo.


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