quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Os benefícios psicológicos da gratidão


Os benefícios de mostrar gratidão aos outros

A Gratidão afeta realmente o nosso cérebro a nível biológico, aumentando um dos neurotransmissores responsável pelo bem-estar psicológico: a dopamina. Explicando de uma forma simples, a gratidão provoca efeitos semelhantes a alguns antidepressivos. Sentir-se grato/a ativa a região do cérebro responsável pela produção de dopamina, dando-lhe uma maior sensação de bem-estar. Adicionalmente, a gratidão face a outras pessoas aumenta a atividade dopaminérgica em regiões associadas às interações sociais, tornando as mesmas mais prazerosas.



A Gratidão aumenta também outro neurotransmissor responsável pelo bem-estar psicológico: a serotonina. Ao tentar pensar naquilo pelo qual está agradecido/a na vida, leva-o/a a focar-se nos aspetos positivos da mesma, o que promove um aumento na produção de serotonina no Córtex Anterior, com todos os benefícios a ela associados.

Isto significa que é preciso resignar-se e que não é possível ser feliz no dia a dia? Nada mais longe da realidade. Por isso, proponho o seguinte exercício que certamente os deixará gratamente surpresos.

Mas você pode estar pensando neste momento:  “Mas há alturas na vida em que é tão difícil pensar naquilo pelo qual somos gratos”. É verdade, há momentos em que o sofrimento é tão intenso que a única coisa que conseguimos fazer é preocupar-nos, sentirmo-nos ansiosos e tristes. Lembre-se que a curto prazo o seu cérebro se alimenta disso e vai gerar um ciclo de recompensas.

Este ciclo pode começar a ser quebrado por algo tão simples como perguntar-se pelo que está agradecido na sua vida. Na realidade, não é encontrar a resposta que mais importa, mas é sim o ato de pensar sobre isso que aumenta os neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar.

Pense em uma pessoa que tenha sido muito importante na sua vida. Seus pais, irmãos, amigos, avós, parceiro… Todos temos alguém que nos marcou e que serviu como exemplo em nosso dia a dia. Já pensou? Pois agora coloque em uma folha de papel o que essa pessoa lhe trouxe de bom ao longo dos anos. É importante espremer bem essa laranja, porque depois vem o mais importante.

Depois disso, você só precisa se colocar em contato com essa pessoa que escolheu, por telefone por exemplo, e dizer-lhe de coração aberto tudo o que você escreveu sobre ela. Também é muito importante explicar-lhe o por quê da sua escolha, assim ela entenderá um pouco melhor o sentido da sua ligação.


Já fez? Pronto? Pois ai está um dos grandes benefícios. Com certeza, ao desligar o telefone e ter falado com essa pessoa que você considera tão importante, você se sentirá melhor consigo mesmo. Isto é, você está muito mais feliz. E isso, meus amigos, é algo que não tem preço e nem todo o ouro do mundo paga.

Expressar gratidão pode mudar seu cérebro e faz muito bem para a saúde

Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que ser grato pelas pequenas coisas da vida pode causar grandes mudanças – inclusive cerebrais. Um artigo publicado no jornal científico NeuroImageatesta que, depois de poucos meses exercitando sua gratidão por meio da escrita, seu cérebro passa a se sentir ainda mais condicionado a ser grato. E isso traz benefícios.

Para a experiência, foram chamados 43 voluntários que passavam por terapia para tratar depressão e problemas relacionados a ansiedade. Todos foram recrutados para uma terapia em grupo semanal, porém apenas vinte e dois deles foram chamados para a "sessão de gratidão", por assim dizer: nos três primeiros encontros, os participantes passaram vinte minutos escrevendo cartas em que revelavam gratidão pelo destinatário (e poderiam escolher se enviariam ou não a carta). O outro grupo não participou desse exercício.

Três meses depois desses encontros, todos passaram por um escaneamento cerebral, que ocorria simultaneamente a outro exercício: eram exibidas fotos de pessoas que, em tese, teriam feito grandes doações de dinheiro à pesquisa. Os participantes precisavam agradecer a eles pelo investimento, enquanto seus cérebros eram examinados. Todo mundo sabia que era apenas um exercício, mas foi dito a cada um deles que as doações realmente seriam feitas em algum momento.

O teste foi claro: quem escreveu as cartas, três meses antes, demonstrou mais atividade cerebral nas áreas relacionadas ao sentimento de gratidão. Vale ressaltar que essas áreas responderam de forma ímpar: ações como se colocar no lugar do outro ou demonstrar empatia não reverberam da mesma forma no cérebro. É um sentimento único. E o mais empolgante é que o efeito de "exercitar a gratidão" é realmente duradouro: seja duas semanas ou três meses depois da experiência, é como se a massa cinzenta se "lembrasse" do comportamento carinhoso e passasse a agir mais dessa forma. A pesquisa compara esse treinamento a como exercitar um músculo: quanto mais você pratica a gratidão, mais propenso estará a senti-la espontaneamente no futuro. Isso ajuda a diminuir a depressão e passar mais tempo com aquele calorzinho bom de se sentir feliz com a ajuda de alguém.

Essas investigações sobre os efeitos de se sentir grato ainda são bastante primordiais – e os próprios pesquisadores admitem isso. Há muito a aprender em termos de efeitos desse sentimento no cérebro e se realmente podemos relaciona-los a efeitos de longo prazo na forma como pensamos e agimos no cotidiano. Mas enquanto isso, talvez seja mesmo bom espalhar #gratidão por aí – e não apenas em uma hashtag.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Memória: 10 sinais que deveriam preocupar

  O projeto "Horas da Vida" foi criado para ser uma plataforma em que alguns dos melhores médicos do Brasil disponibilizam consultas gratuitas a entidades sociais.

Mas, agora, ampliou seus serviços para todos, mas de forma virtual. Seus médicos passaram a dar dicas de saúde através de sua plataforma para que as pessoas, com mais informação, possam prevenir as doenças.

Um dos textos é sobre memória e 10 sinais preocupantes sobre seus problemas quando desconfiar que a falta de memória é um problema grave do que apenas o envelhecimento natural.

Veja os 10 sinais:

1. Alta frequência de esquecimentos;

2. Esquecimento de coisas importantes (pagar contas, fogão acesso, trancar a casa, etc…);

3. Mudar de ambiente e esquecer o que foi fazer no outro ambiente;

4. Independência afetada por conta dos esquecimentos;

5. Dificuldades em fazer contas, dificuldade em gerir as próprias finanças, dificuldade em compreender programas de televisão, etc.;

6. Tornar-se repetitivo, perguntando sempre as mesmas coisas, mesmo que já tenha sido adequadamente respondidas;

7. Recordação recorrente de fatos do passado, fora de contexto;

8. Se perder com facilidade em locais conhecidos;

9. Troca recorrente de nomes e membros da família;

10. Perda da confiabilidade por parte dos familiares.

       

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dez formas de amar uma pessoa


"No final da vida, nossas perguntas são muito simples: Eu vivi plenamente? Eu amei bem?” Jack Kornfield


Aprendemos sobre amor e como amar desde a infância com os nossos pais e familiares. Além disto, todos nós crescemos ouvindo histórias saudáveis sobre como as pessoas se amam e outras nem tanto. Entretanto, algumas pessoas embora sintam que amam enfrentam dificuldades para demonstrar e isto acaba se tornando um bloqueio ou até mesmo interpretado como falta de amor em uma relação.

Pensando nestas pessoas, separamos dez formas simples que demonstram que você ama a pessoa, seja ela seu marido, esposa, filho, ou amigo, mesmo sem necessariamente dizer algo:

1. Seja autêntico, verdadeiro, e mostre quem você realmente é.

Não tente sente ser outra pessoa. Se aceite como você é e mostre seu eu para a pessoa. Quando você é verdadeiro em um relacionamento, você dá a pessoa à possibilidade dela ser verdadeira com você também. Sem máscaras e sem mentira.

2. Não confunda "autenticidade”, “sinceridade” com grosseria.

Muita gente acha que por que elas são sinceras elas têm o direito de falar o que vem a mente, sem filtro algum. Você pode e deve sempre dizer a verdade, mas existem maneiras de falar, sem que seja preciso ofender. Seja gentil com o outro. Não é porque você acha que algo está certo que necessariamente precisa estar.

3. Escute. Escute. Escute.

Não escute para determinar se você concorda ou discorda. Escute para entender o que a pessoa quer te falar e não para convencê-la de algo. Escute com empatia, procure entender  o ponto de vista da pessoa.

4. Diga-lhes sobre seu potencial.

A maioria das pessoas tem dificuldade em reconhecer seu potencial, seja por que não o conhece ou porque simplesmente seus pais nunca lhe disseram. Se você consegue ver algum potencial na pessoa amada, diga! A Incentive!

5. Não desperdice seu tempo ou energia pensando sobre como eles precisam ou deveriam ser diferentes.

Sério. Desista. Pare de tentar mudar o outro. Você tem seus hábitos e cada um tem uma personalidade diferente. Ou você aceita ou você não aceita. Tentar mudar o outro simplesmente porque eu não gosto de algo é simplesmente cruel e desnecessário.  

6. Lembre-se que você não tem que entender suas escolhas para respeitá-los ou aceitá-los.
Eu posso não entender o outro, mas eu devo respeitá-lo. Existe uma frase que diz: "Posso não concordar com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo" (Voltaire).

7. Não confunda aceitar o que a pessoa é, pensa, faz ou quer, com ser um capacho ou  ser dependente emocional da pessoa.

Respeite quem a pessoa é. Então, você decide o que você precisa e se é o que você quer para a sua vida. Quando você começa a se anular por causa do outro, não se cuida ou não estabelece limites em seu relacionamento, está na hora de pensar se isto é amor ou se é dependência da pessoa.

8. Se doe em um relacionamento, mas não ao ponto de se sacrificar ou comprometer seus valores e crenças.

Relacionamento é uma troca mútua, onde em momentos diferentes cada pessoa terá que ceder um pouco. Se entregue e se doe, mas não permita que isto te anule ou que vire um sacrifício. Quando isto acontece, surgem os ressentimentos e as cobranças e o seu relacionamento estará fadado ao fracasso.

9. Veja o seu valor. Se ame em primeiro lugar.

Eu costumo brincar que o mandamento é claro: ame o seu próximo como a ti mesmo. Esta palavra “como” faz toda a diferença porque coloca uma condição. Se eu me amo, será fácil amar o próximo. E eu só amo o próximo se eu me amo em primeiro lugar. Você não consegue dar o que não tem e o mesmo serve para o amor. Se ame e se coloque em primeiro lugar, isto não é egoísmo, mas algo necessário para os relacionamentos.


10. Aceite esta verdade como seu mantra e tente viver e pensar se lembrando disto: 

Tudo o que eu experimento de outro ser humano é ou amor ou um apelo para o amor.

O que uma pessoa com transtorno de ansiedade gostaria que você soubesse, mas não tem coragem de te contar:


Ela quer que você entenda e não se aborreça quando ela faz a mesma pergunta mais de uma vez. Desligamos o forno? Sim. Fechamos as portas? Sim. Estaremos bem se algo ruim acontecer? Sim. Ela só quer ouvir da pessoa que ela mais confia que tudo vai ficar bem.

Ela quer que você a lembre que ela não tem que se sentir culpada e que não tem nada para se desculpar,  mesmo que ela o peça o tempo todo, afinal, ela precisa de apoio para lidar com a sua ansiedade e não mais pressão.

Ela quer sua ajuda para coisas que ela sabe que parecem fácil e simples demais para qualquer pessoa, mas ela simplesmente não consegue fazer naquele momento. Por isto, a pressionar para falar em publico ou dar oi para seus amigos podem ser uma péssima ideia.

Ela gostaria que você entendesse que ela pode estar bem agora e em um segundo depois, ela pode ter uma crise. Por isto vocês precisam conhecer o que dispara a sua ansiedade e como controlá-la.

Ela precisa do seu apoio e paciência. Lembre-se que a pessoa que mais sofre é ela mesma. Não é divertido ter ansiedade e não conseguir fazer coisas que qualquer pessoa consegue. É angustiante e extremamente cansativo.

Ela quer que você entenda que tomar uma decisão não é simples e que ela precisa pensar muito. E mesmo depois de algo decidido, ela pode voltar atrás, fica em dúvida e começar todo o processo de tomada de decisão de novo.

Ela precisa que você elimine as frases do seu repertório: Te conto depois, Precisamos conversar, Nos falamos mais tarde, Você sabe o que você faz. Tais frases já são difíceis de lidarmos imagina para quem transtorno de ansiedade?

Ela não quer que você a peça para ficar calma ou bem. A sua realidade de mundo ou a forma como você enxerga as coisas, é totalmente diferente de quem tem ansiedade. Ao invés de pedir para ficar calma, sente-se ao lado dela e fique em silencio. Pergunte o que você pode fazer para ajuda-la ao invés de já apresentar a solução.

Ela gostaria que você não a tratasse como uma incapaz, assumindo posturas e posições frente a situações sociais ou em qualquer situação sem antes consulta-la.

Ela precisa do seu espaço e muitas vezes querem ficar sozinha e isto não significa que ela está te ignorando, mas significa apenas que ela não consegue naquele momento, lidar com as angústias e com sua mente inquieta e tudo que ela precisa é se acalmar. Sozinha. Sem pressão.

Ela tem medo de ficar sozinha. Então ela precisa que você se afaste um pouco, mas não muito. Se aproxime quando ela pedir. Pergunte como ela está.

Ela quer que você entenda que o que ela sente, não é drama e nem frescura. É real e paralisante e se ela pudesse ela não se sentiria assim. Transtorno de ansiedade é uma doença e  deve ser tratada e levada a sério como tal.

 Mas...


Ela precisa que você não a deixe se fazer vítima ou se esconda atrás da ansiedade para fugir das suas responsabilidades. Para isto, procure um psicólogo e/ou um psiquiatra com ela. Mostre que mesmo ela sofra, ela precisa e tem como ser curada e que não precisa de forma alguma ser vítima da ansiedade. 

Melhore seu relacionamento com a pessoa mais importante: VOCÊ !

O seu relacionamento com você mesmo, é sem dúvida, o relacionamento mais importante da sua vida e ele começa antes mesmo de você perceber- na linguagem verbal e não verbal nos cuidados dos seus pais, enquanto você ainda é bebê. O que você acredita ser, quem você é, suas expectativas perante a vida, bem como suas crenças, começam a ser formadas desde cedo. O problema acontece, quando estas mensagens são negativas, são críticas e elas acabam tomando uma proporção tão grande no nosso emocional, que nos impedem de perceber quem realmente somos.


Quando isto acontece, surge o que chamamos de falso self. Para se adaptar as falas do outro, bem como as suas expectativas e em uma tentativa desesperada de agradar, passamos a acreditar mais na opinião, sentimentos e juízo do outro do que em nós mesmos. Vestimos uma “máscara” social e simplesmente vamos vivendo sem saber quem de fato somos.

Sem acreditarmos em nós mesmos e em nosso potencial, passamos a ter uma crença de pouca valia a nosso respeito e uma baixa autoestima. E com isto, passamos a nos relacionar de uma forma superficial, pouco saudável, afinal este não é o meu eu verdadeiro, e o que aconteceria se você demonstrasse quem de fato você e os outros não gostassem?  

Relacionamentos saudáveis são necessários para se ter uma vida feliz. Mas para isto acontecer, você precisa entrar em contato com o seu verdadeiro eu. Mas como? Listamos três dicas para te ajudar a começar esta caminhada para se encontrar.

Tire um tempo para você

Para conhecermos alguém, precisamos passar tempo com esta pessoa. Fazemos perguntas, frequentamos os lugares que ela gosta de ir, conhecemos sua família etc. O processo para se conhecer é o mesmo, então a primeira coisa que você precisa fazer é tirar um tempo para você.

Não estamos falando que você precisa ir para um retiro e ficar isolado do mundo. Não. Estamos apenas sugerindo que você passe um tempo a sós, em sua própria companhia. Tenha um dia, na qual você poderá se cuidar, passear, experimentar aquela comida exótica que você tanto quer, faça um curso ou simplesmente fique de barriga para cima ouvindo música. Gaste tempo com você fazendo aquilo que realmente gosta. Não precisa ser um dia todo, um mês inteiro, a questão não é a quantidade, mas a qualidade. Comece aos poucos e quanto menos você perceber, estes momentos serão valiosos.

Se questione

Este segundo passo será um pouco mais doloroso. Lidar com as nossas crenças de vida poderá nos assustar ao percebermos que muita coisa não faz sentido e que só faz sentido para o outro. Talvez você não se lembre, mas houve uma época em sua vida, em que você perguntava para os seus pais sobre tudo. Chamamos isto da “fase dos porquês”.

O que faz sentido para você hoje? Você realmente quer fazer isto? Por que você tem que agradar a todos? Quais os seus sonhos? O que você quer para a sua vida? Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos? Você está fazendo o que você acredita, ou você se contenta com o que está fazendo? Qual a coisa que você não fez e que você realmente quer fazer?  O que está prendendo você? Este é o caminho... E a boa notícia, é que as respostas  virão e estão dentro de você.

Mude. Mas mude aos poucos.

Uma vez que você passou a se conhecer, e a se questionar, o próximo passo será a mudança. Albert Einstein já dizia: "A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original."  Mudar, embora pareça assustador e difícil no começo, ela vai se tornando mais fácil a medida que as coisas vão se encaixando.
A mudança deverá ser feito do seu jeito e no seu tempo. Não adianta querer abraçar o mundo com dois abraços apenas. Comece aos poucos, devagar. Celebre cada conquista, cada passo. Mude por você e para você apenas. Não tenha medo de tomar decisões. Assuma o controle da sua vida. Lembre-se que o objetivo é se encontrar e ser feliz e cada passo conta. Não precisa atropelar o outro neste processo. Encontrar o seu eu significa se relacionar bem com você mesmo e em consequência, seus relacionamentos serão mais saudáveis.

E por último...

Procure ajuda de um psicólogo caso seja necessário. Muitas vezes não conseguimos nos conhecer e mudar sozinhos, afinal a jornada é longa e muitas vezes dolorosa. Não há nada de errado em procurar um psicólogo para te auxiliar nesta caminhada. Não é quem tem problema que procura um psicólogo. Problemas todos nós temos. Procura ajuda quem quer resolvê-los.

Não tenha medo de mudar. Tenha medo de ficar a vida inteira no mesmo lugar. Infeliz. Sem ser você!





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pesquisas mostram que a dor da rejeição ativa as mesmas áreas da dor física.



O sentimento de rejeição é uma das experiências mais fortes e dolorosas que as pessoas enfrentam durante a sua vida. A rejeição pode ser entendida como a emoção que experimentamos quando não somos aceitos , ou excluídos , seja no  contexto familiar, amoroso, profissional, social e até acadêmico.

As rejeições são os cortes e arranhões psicológicos que machucam a pele emocional e penetram na carne.  Mesmo com a frequência das ocorrências, o rejeitado pode não conseguir formar uma carapaça --muitos sofrem tanto que a dor lhes inunda de raiva e solapa a autoestima.

Não é para menos, afinal, o ser humano tem necessidade de ser aprovado, de ser aceito. Pertencer a uma sociedade, a uma família, é uma necessidade básica. E a rejeição tira esse direito. Fica um vazio. A sensação é profunda, dói no peito, parece que estão enfiando uma faca.

Não se trata de figura de linguagem. Em seu livro ( Emotional First Aid- Primeiros socorros emocionais), Guy Winch cita estudos que, por meio de ressonância magnética, mostram que a dor da exclusão social ativa no cérebro as mesmas áreas acionadas pela dor física.
O mesmo acontece em relação ao sofrimento amoroso, demonstrou trabalho mais recente, não citado no livro. Em pesquisa feita nos EUA, 40 pessoas que tinham recentemente levado um chute do parceiro foram submetidas a duas experiências: em uma, viram fotos de seus "ex"; na outra, receberam estímulos térmicos semelhantes ao de café quente derramado na mão. Nos dois casos, o cérebro deu respostas similares.

As reações das pessoas, porém, são diferentes. Há os que simplesmente superam, vão em frente, mas também há os que caem na autocomiseração e na depressão. Sem falar nos casos em que a rejeição se transforma em raiva. É uma reação que pode vir da própria depressão. Você está indo para o fosso, então violentamente tenta sair do fosso.

Em 551 casos de homens que mataram suas mulheres nos Estados Unidos, quase a metade dos crimes ocorreu em resposta a uma separação, constataram cientistas citados no livro de Winch.

FRUSTRAÇÃO

As pessoas estão menos capazes de lidar com as rejeições impostas pela vida, avalia Araceli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo. "Há pessoas que acham que o mundo é uma grande teta e que todos têm de fazer o que elas querem", diz.

O mundo contemporâneo propaga que é possível você ter tudo; se você não tiver, não alcançar, a frustração é maior. Talvez por isto, As coisas estão mais passageiras. Em relações amorosas, as pessoas não investem o quanto deveriam investir. Se está difícil, já passam para outra.

Mas fica a dor. Que pode ser superada. É preciso encarar a rejeição como um aspecto da vida. E reconhecer que você pode trilhar outro caminho para abrandar a dor. Não que isso seja simples. Em muitos casos, é preciso buscar ajuda de um especialista. Mas o rejeitado também pode se ajudar. Ouça o que as pessoas falam de você, e não apenas o que você pensa.

Como lidar com a rejeição

  • Ao passar por uma situação de rejeição se dê o direito de ficar chateado e dê um tempo para si mesmo para elaborar a situação, mas não exagere.
  • Converse sobre o assunto com alguém de sua confiança.
  • Aceite o que aconteceu. Quando mais rápido você aceitar a rejeição que sofreu, mas cedo você estará apto a seguir em frente, não se martirize!
  • Não perceba a rejeição como uma característica pessoal. Ser rejeitado não define quem você é!
  • Se ocupe com coisas agradáveis e retome seus projetos logo que se sentir melhor.
  • E caso necessite de ajuda para lidar com a rejeição lembre-se de procurar uma psicóloga, que é a pessoa capacitada e preparada para auxiliar nas dificuldades emocionais. Conte com esse apoio!
Debora Oliveira
Psicóloga Clínica


Brasileiro cria “WhatsApp para terapia” por R$ 300 ao mês

E se você pudesse conversar com o seu psicólogo ao longo do mês apenas abrindo um aplicativo no seu smartphone? 



Um empreendedor brasileiro criou uma plataforma que conecta psicólogos e pacientes por mensagens de texto, funcionando como uma espécie de WhatsApp da terapia. O app é chamado Fala Freud e poderá ser usado em todo o território nacional, colocando psicólogos do sudeste para atender pacientes do centro-oeste e vice-versa.

Criado por Yonathan Yuri Faber, ele tem o objetivo de levar o atendimento psicológico para locais em que não existem muitos psicólogos ou para pessoas que não têm dinheiro para pagar por sessões de terapia.

A mensalidade do Fala Freud é de 300 reais. Metade desse valor fica com o psicólogo que presta o atendimento via aplicativo, enquanto o restante fica com a empresa de Faber. Semanalmente, os psicólogos precisam escrever relatórios sobre o progresso dos pacientes. Antes do início do atendimento, o psicólogo-chefe da plataforma faz uma triagem para identificar se a pessoa tem ou não perfil para ser atendida por meio do app.

Por exemplo, pessoas com distúrbios psicológicos graves não poderão ser clientes do aplicativo, pois precisam de um atendimento presencial. O aplicativo, entretanto, ainda divide opiniões de psicólogos.

“O atendimento, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não irá substituir o da terapia presencial, ele será baseado em uma orientação, um acolhimento e que com certeza ajudará muitas pessoas a evoluírem e se tornarem cada vez mais inteligentes emocionalmente. Aqueles casos em que realmente houver necessidade de um acompanhamento intenso indicaremos a terapia tradicional”, afirmou Dayane Costa Fagundes, psicóloga que atenderá pacientes por meio do Fala Freud. “Muitas pessoas têm dificuldades e estigmas para ir a um consultório terapêutico, outras têm receio em falar frente a frente com alguém sobre seus problemas.”

Já a psicóloga Renata Paula Monticcelli tem uma visão cética em relação ao aplicativo: “A fala ou a escrita não detecta emoções verdadeiras. Elas podem ser mentirosas. Na terapia, a pessoa se defende, se justifica e fala coisas que às vezes fazem sentido, às vezes não. Se o profissional interpretar a linguagem corporal, ele pode entender melhor os sentimentos verdadeiros do paciente. A escrita é subjetiva. Não tem como eu por minha mão  no fogo dizendo que o que eu escrevo será interpretado da maneira que eu quero”, declarou a profissional, que tem 35 anos de experiência em atendimento psicológico. 

“Na terapia, é preciso ter vínculo com a pessoa. Não é como abrir uma geladeira quando você precisa de alguma coisa”, disse Renata.

Faber, fundador do Fala Freud, sabe que existe uma resistência por parte dos psicólogos, mas acredita que as gerações de profissionais mais jovens irão se adaptar bem ao atendimento via app. Ele cita o exemplo do bem-sucedido Talk Space, um aplicativo semelhante que oferece orientação psicológica a pacientes nos Estados Unidos.

“A psicologia ainda é uma ciência muito moderna. A geração de psicólogos que temos hoje no Brasil já é muito antiga. Essas pessoas cresceram na era da TV e não na era do smartphone. Quando você entrega esse aplicativo na mão de uma pessoa como essa, ela o enxerga com outros olhos. Mas toda ciência evolui”, afirmou Faber.

O Conselho Federal de Psicologia deixa claro que o aplicativo não substitui a terapia presencial.

“O atendimento clínico, a psicoterapia em si, não é recomendável via aplicativos, Skype ou métodos semelhantes. Do ponto de vista de uma terapia, isso não é regulamentado, está vedado. Não é possível fazer atendimentos via app ou Skype”, afirmou Rogério Oliveira, conselheiro do Conselho Federal de Psicologia.

“A psicologia vai além de conceitos simples, como escuta ou fala. A psicologia tem diversos conceitos do atendimento clínico que vai muito além do senso comum. Isso é uma barreira para as tecnologias atuais”, declarou Oliveira.

O Fala Freud tem previsão de lançamento para o final de julho, com 50 psicólogos, entre os mais de 2 mil interessados em participar do app. No entanto, ele ainda precisa de uma parecer favorável do Conselho Federal de Psicologia.


“O app precisa passar pelo crivo do Conselho para que os profissionais não cometam falta ética, o que pode levar a uma cassação do registro, bem como para que pessoas que não são psicólogos não atendam pacientes de forma fraudulenta”, segundo Oliveira.